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Alta oferta e menor demanda por biocombustíveis devem pressionar preços do óleo de palma em 2026

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Expectativa de queda nas cotações reflete equilíbrio entre oferta robusta e demanda limitada

O mercado global de óleo de palma deve registrar leve recuo nos preços médios em 2026, impulsionado por uma oferta elevada dos principais produtores e pela redução da demanda por biocombustíveis. Segundo levantamento da Reuters com 14 analistas, operadores e representantes do setor, o preço de referência do óleo de palma bruto (CPO) da Malásia deve atingir média de 4.125 ringgit por tonelada, uma queda de 2,55% em relação à média de 2025.

Indonésia mantém mistura B40 e adia avanço para B50

A Indonésia, maior produtora e exportadora mundial de óleo de palma, havia planejado ampliar a obrigatoriedade da mistura de biodiesel de B40 (40% de óleo de palma) para B50, mas o governo de Jacarta suspendeu o plano no início de 2026. A decisão foi motivada por limitações técnicas e financeiras, o que reduziu as projeções de consumo interno do produto.

Segundo um negociante de Nova Délhi, o mercado apostava em um aumento de preços com a expectativa de maior demanda pela mistura B50. “Como essa expansão não deve ocorrer, o foco voltou para o aumento dos estoques e da oferta”, explicou o trader.

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Produção recorde na Indonésia e estoques elevados na Malásia

O cenário de preços mais baixos é reforçado pela produção expressiva nos dois maiores produtores mundiais. A Associação de Óleo de Palma da Indonésia (GAPKI) projeta que o país produza 51,2 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 0,39% sobre o recorde de 51 milhões de toneladas em 2025.

O presidente da entidade, Eddy Martono, afirma que o avanço deve ocorrer com o início da colheita de áreas replantadas e condições climáticas favoráveis. Já a Malásia, segundo maior produtor, deve registrar leve retração na produção, estimada em 19,75 milhões de toneladas, queda de 2,61% em relação ao recorde de 20,28 milhões de toneladas do ano anterior. Apesar disso, o volume permanece acima da média histórica dos últimos dez anos.

Clima e políticas globais devem ditar o ritmo do mercado

De acordo com Anilkumar Bagani, chefe de pesquisa da corretora indiana Sunvin Group, a volatilidade dos preços no primeiro semestre de 2026 dependerá de três fatores principais: condições climáticas no Sudeste Asiático, políticas de biocombustíveis nos Estados Unidos e o desempenho da safra de soja na América do Sul.

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Mesmo com a pressão de baixa, o óleo de palma voltou a ganhar competitividade frente ao óleo de soja desde meados de 2025, o que pode sustentar as cotações, segundo Roslin Azmy Hassan, presidente-executivo da Associação de Óleo de Palma da Malásia.

Estoques elevados mantêm oferta confortável

O aumento da produção e a demanda mais fraca devem manter os estoques elevados na Malásia, com projeção de crescimento de 1,7 milhão de toneladas em 2025 para 3,05 milhões em 2026 — o maior volume em quase sete anos.

Com a oferta mais abundante e o consumo industrial moderado, os especialistas avaliam que o mercado deve permanecer equilibrado, porém com tendência baixista ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CTNBio aprova nova biotecnologia do CTC para cana com resistência à broca e tolerância a herbicidas

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O setor sucroenergético brasileiro deu mais um passo no avanço da biotecnologia aplicada à produção de cana-de-açúcar. O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) anunciou a aprovação, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), do primeiro evento da tecnologia VerdPRO2, nova geração de cana geneticamente modificada desenvolvida pela companhia.

A nova plataforma biotecnológica reúne resistência à broca-da-cana e tolerância a herbicidas em uma única solução, ampliando as ferramentas de manejo para produtores e usinas em um cenário de crescente busca por produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade no campo.

Nova tecnologia busca reduzir perdas bilionárias nos canaviais

Segundo o CTC, a VerdPRO2 foi desenvolvida para enfrentar dois dos principais desafios agronômicos da cultura da cana-de-açúcar: o controle da broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas.

A broca está presente em praticamente todos os canaviais brasileiros e provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, impactando diretamente a produtividade, o peso da cana e o teor de açúcar.

Já o controle de plantas invasoras exige elevados investimentos em herbicidas e operações agrícolas, gerando custos superiores a R$ 6 bilhões anuais ao setor.

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Com a nova tecnologia, o objetivo é ampliar o controle da praga e simplificar o manejo de espécies invasoras como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária, reduzindo riscos de fitotoxicidade e aumentando a estabilidade produtiva ao longo do ciclo da cultura.

Plataforma VerdPRO2 amplia soluções para o setor sucroenergético

De acordo com o CEO do CTC, César Barros, a aprovação representa um novo marco para a biotecnologia no setor sucroenergético brasileiro.

A tecnologia é resultado de um amplo processo de pesquisa, validação técnica e análise regulatória, consolidando uma abordagem integrada para o manejo agrícola nos canaviais.

Além da resistência genética à broca-da-cana, a plataforma oferece maior eficiência operacional e deverá contar com mais de 14 produtos comerciais voltados ao mercado.

Chegada ao mercado está prevista para a safra 2026/27

Após a conclusão dos trâmites legais e regulatórios, a previsão é de que a VerdPRO2 chegue ao mercado na safra 2026/27.

Segundo o CTC, a introdução da tecnologia será realizada de forma gradual e próxima aos clientes, permitindo demonstrações práticas em condições reais de cultivo.

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O modelo prevê acompanhamento técnico das áreas comerciais, geração de dados de desempenho no campo e adaptação das recomendações de manejo conforme as necessidades dos produtores e usinas parceiras.

Biotecnologia reforça meta de dobrar produtividade da cana até 2040

A aprovação da VerdPRO2 reforça a estratégia do CTC de ampliar o uso da biotecnologia no desenvolvimento da cana-de-açúcar brasileira.

A nova plataforma representa uma evolução em relação à primeira geração de biotecnologia lançada pela companhia em 2017 e integra o plano da empresa de desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cultura até 2040.

A estratégia combina avanços em genética, biotecnologia, novas técnicas de plantio e manejo agrícola, em linha com a crescente demanda por eficiência, sustentabilidade e competitividade no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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