AGRONEGÓCIO

Alta no preço do enxofre leva Mosaic Fertilizantes a suspender produção de superfosfato em Minas Gerais

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A Mosaic Fertilizantes anunciou a paralisação temporária da produção de superfosfato simples em sua unidade de Araxá (MG), no Alto Paranaíba, devido ao forte aumento no preço do enxofre no mercado internacional. O insumo é essencial no processo produtivo do fertilizante fosfatado, e o reajuste expressivo no custo levou a empresa a suspender as operações por motivos estritamente econômicos.

Segundo a companhia, a medida não afeta outras linhas de produção e busca adequar a operação ao atual cenário de custos, preservando a viabilidade industrial diante da volatilidade global dos insumos.

Produção será reavaliada em até 30 dias

A paralisação deverá ser reavaliada em cerca de 30 dias, período no qual a empresa acompanhará a evolução dos preços do enxofre e as condições do mercado de fertilizantes. Durante esse intervalo, novas compras do insumo também foram suspensas, em um movimento de cautela até que as cotações se estabilizem.

A Mosaic destaca que a decisão faz parte de um ajuste operacional temporário, adotado como resposta ao cenário de incertezas e à escalada dos custos de matérias-primas essenciais à indústria de fertilizantes fosfatados.

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Impacto sobre funcionários e manutenção da planta

Com a interrupção da linha produtiva, parte dos trabalhadores envolvidos na fabricação do superfosfato simples receberá férias ou será liberada temporariamente. O número de profissionais afetados, no entanto, não foi divulgado.

Durante o período de pausa, a unidade realizará manutenções pontuais e ajustes técnicos para otimizar processos e preparar o retorno das atividades.

Relevância estratégica e riscos do mercado

A unidade de Araxá é considerada estratégica para o abastecimento do agronegócio brasileiro, por atender parte significativa da demanda por fertilizantes fosfatados. A paralisação evidencia como oscilações no preço do enxofre — matéria-prima amplamente utilizada na indústria — podem afetar toda a cadeia produtiva do setor, impactando custos e planejamento de fornecimento para o campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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