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Alta no preço do café impulsiona reinvenção de marcas com foco em qualidade, propósito e embalagens atrativas

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De acordo com o IPCA-15, divulgado pelo IBGE, o café acumulou alta de mais de 80% ao consumidor até junho de 2025. Essa elevação significativa impactou diretamente os hábitos de consumo: segundo pesquisa da Ilumeo, 90% dos consumidores notaram o aumento de preço e, diante disso, 52% passaram a consumir menos ou trocaram de marca. Já 48% mantiveram a marca favorita, mesmo com a alta.

Com isso, as marcas de café se deparam com o desafio de agregar valor ao produto, indo além da qualidade do grão, para justificar os novos preços.

Embalagens ganham protagonismo e ajudam a comunicar propósito e valor

Diante da mudança de comportamento do consumidor, a embalagem passou a ocupar um papel central. Mais do que proteger o produto, ela é agora uma ferramenta de comunicação da identidade da marca, seu propósito e compromisso com a sustentabilidade.

A Packster, empresa especializada em soluções de embalagens, percebeu aumento na demanda por projetos personalizados, especialmente de marcas menores e negócios do tipo D2C (direto ao consumidor). Segundo Jack Strimber, CEO da Packster, o consumidor está mais exigente:

“Ele quer saber a história por trás do produto, busca praticidade, impacto positivo e propósito. A embalagem, hoje, é parte essencial da conversa de valor da marca.”

A empresa oferece soluções com impressão digital, materiais compostáveis e tiragens flexíveis, permitindo que marcas criem embalagens diferenciadas para se destacar nas prateleiras.

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Cafés especiais ganham espaço ao explorar origem e autenticidade

A Onofre Cafés Especiais é um exemplo de marca que aposta na conexão emocional com o consumidor. A história familiar por trás do café é destacada como diferencial competitivo.

“Nossas embalagens refletem tradição e inovação. Elas contam nossa história antes mesmo do cliente provar o café”, relata Amanda Lacerda, proprietária da marca.

O design valoriza as variedades do grão, com cores e elementos modernos que destacam a exclusividade, a origem controlada e os padrões internacionais, mantendo a essência brasileira.

Visual atrativo no ponto de venda impulsiona vendas e fideliza novos clientes

Outro exemplo é a Serra Cafés, de Ouro Fino (MG), que investiu em redesign da embalagem. O resultado foi imediato:

“A nova embalagem ficou tão bonita que muitos clientes passaram a comprar o café para presentear. Isso nos ajudou a conquistar novos consumidores”, explica Mariana Serra Lemos, cofundadora da marca.

Segundo Strimber, esse tipo de personalização contribui para a diferenciação e criação de vínculo com o público. Muitas marcas também têm apostado em edições limitadas, colaborações e campanhas temáticas como estratégia de fidelização.

Café especial se torna mais acessível diante da alta dos tradicionais

Com a disparada no preço dos cafés tradicionais — como os extra fortes e gourmets —, a diferença de valor em relação aos cafés especiais diminuiu. Isso ampliou o acesso ao produto premium, inclusive para consumidores que antes não o consideravam.

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O empresário Simon Castro, consumidor habitual de café, notou essa mudança:

“Com a diferença de preço menor, hoje priorizo a qualidade. Prefiro cafés de pequenos produtores, muitas vezes orgânicos ou artesanais, que custam praticamente o mesmo que os industrializados.”

Benefícios na primeira compra ajudam na conversão de novos consumidores

Além da preocupação com a apresentação do produto, a Serra Cafés tem adotado estratégias de aquisição focadas em atrair novos clientes. Frete grátis e 10% de desconto na primeira compra têm se mostrado eficazes para vencer a resistência inicial.

“A etapa mais difícil é a primeira compra. Se a experiência for boa, tanto na entrega quanto na qualidade do café, o cliente volta mesmo sem desconto”, destaca Mariana.

Combinando qualidade, propósito, identidade visual e ações promocionais, as marcas de café têm encontrado caminhos para enfrentar a alta de preços sem perder competitividade no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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