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Alta dos fertilizantes pressiona custos e acelera adoção de biossoluções no campo

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A recente alta nos preços dos fertilizantes voltou a colocar o custo de produção agrícola no centro das atenções do setor. Entre janeiro e abril, a ureia — principal insumo dos nitrogenados — registrou aumento superior a 64%, enquanto o potássio subiu 17% e o fósforo, 14%, conforme dados de mercado.

Esse movimento é reflexo de uma combinação de fatores, como a crise energética global, tensões geopolíticas e gargalos logísticos, incluindo a interrupção no fornecimento de quelatos utilizados na produção de micronutrientes. O impacto atinge diretamente toda a cadeia de suprimentos e gera incertezas no abastecimento.

Custos elevados e perdas no campo aumentam preocupação do produtor

Na prática, a elevação dos preços representa um aumento expressivo nos custos para o produtor rural, que também enfrenta desafios relacionados à eficiência no uso dos insumos.

Segundo especialistas do setor, parte significativa dos fertilizantes aplicados nas lavouras é perdida por processos como lixiviação, volatilização, fixação no solo e limitações na absorção pelas plantas.

As estimativas indicam perdas de 40% a 60% no nitrogênio, entre 10% e 25% no fósforo e de 50% a 70% no potássio. Diante desse cenário, o foco passa a ser a maximização da eficiência nutricional, ou seja, produzir mais sem elevar proporcionalmente o uso de fertilizantes sintéticos.

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Biossoluções ganham espaço como alternativa sustentável e econômica

Com a necessidade de otimizar o uso de nutrientes, as biossoluções vêm ganhando relevância no campo. O Brasil já conta com um portfólio amplo de tecnologias biológicas capazes de atuar mesmo em condições agronômicas adversas.

Além do apelo sustentável, essas soluções também oferecem potencial de redução de custos, já que pequenas quantidades de inoculantes podem tratar grandes áreas, aumentando a eficiência do sistema produtivo.

Estratégia integrada é essencial para melhores resultados

Especialistas destacam que a adoção de biossoluções não deve ser feita de forma isolada, mas sim integrada a uma estratégia de manejo nutricional.

A adubação foliar, por exemplo, surge como uma alternativa complementar em períodos de escassez de fertilizantes. Esse tipo de aplicação permite corrigir deficiências de micronutrientes — muitas vezes subestimadas — e manter o vigor das plantas, com ganhos de produtividade que podem variar entre 5% e 15%.

Além disso, novas tecnologias têm sido desenvolvidas para otimizar também a assimilação de macronutrientes.

Inoculantes e microrganismos ampliam eficiência da adubação

Entre as ferramentas disponíveis, destacam-se inoculantes formulados com microrganismos que contribuem diretamente para a nutrição das plantas.

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Bactérias como Bradyrhizobium e Azospirillum brasilense atuam na fixação biológica de nitrogênio, enquanto Pseudomonas fluorescens auxilia na solubilização do fósforo no solo. Essas soluções potencializam o aproveitamento dos fertilizantes aplicados, reduzindo a dependência de insumos tradicionais.

Resiliência e sustentabilidade ganham protagonismo na produção

Diante dos desafios atuais, o setor agrícola demanda soluções que vão além de produtos isolados, combinando eficiência, resiliência e sustentabilidade.

O uso de biossoluções contribui para o desenvolvimento de plantas mais resistentes a estresses como seca, variações de temperatura e desequilíbrios nutricionais, mantendo a produtividade mesmo em cenários adversos.

Perspectiva: inovação será chave para manter rentabilidade no campo

Com a volatilidade no mercado de fertilizantes e os desafios logísticos globais, a tendência é que os produtores intensifiquem a adoção de tecnologias que aumentem a eficiência do sistema produtivo.

Nesse contexto, as biossoluções se consolidam como ferramentas estratégicas para garantir produtividade, reduzir custos e preservar a rentabilidade, ao mesmo tempo em que promovem práticas mais sustentáveis na agricultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Operação em casas noturnas avança com novas notificações e inadequações identificadas

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na noite de sexta-feira (22), o terceiro dia da Operação Alvará Regular em Casas Noturnas, mobilizando equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), Corpo de Bombeiros Militar, Procon Municipal, Crea-MT, Semob.SegP e Polícia Militar. Entre 20h e 23h40, três estabelecimentos localizados na Rua 24 de Outubro, Avenida Getúlio Vargas e Avenida Beira-Rio passaram por vistorias voltadas à segurança, regularização documental, acessibilidade e proteção ao consumidor.

Ao longo das fiscalizações, as equipes identificaram irregularidades relacionadas a alvarás, documentação sanitária, acessibilidade e produtos vencidos, mas também encontraram estabelecimentos com parte das exigências regularizadas. A operação mantém caráter prioritariamente orientativo nesta primeira etapa, com prazos para adequações e previsão de retorno das equipes para reavaliação dos locais.

No primeiro estabelecimento fiscalizado, na Rua 24 de Outubro, o Procon apreendeu 61 unidades de energéticos vencidos armazenados em freezers da casa noturna. Segundo a secretária adjunta do órgão, Mariana Almeida Borges, a fiscalização atua para assegurar a saúde do consumidor e orientar os empresários sobre as normas vigentes. “A saúde do consumidor não pode ser colocada em risco”, afirmou. A documentação do local também apresentou inconsistências, posteriormente corrigidas com apoio do escritório de contabilidade do estabelecimento.

Na Avenida Getúlio Vargas, o Corpo de Bombeiros constatou pendências relacionadas ao Alvará de Segurança Contra Incêndio e à atualização do projeto aprovado anteriormente. Apesar disso, o major BM Fábio de Souza Sabino informou que os equipamentos preventivos instalados atendiam às necessidades do espaço. O estabelecimento recebeu prazo de 90 dias para regularização. “O principal objetivo da operação é proteger o cidadão, conscientizar os proprietários e garantir que a população frequente espaços regulares e seguros”, destacou o oficial.

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Já no terceiro estabelecimento, na Avenida Beira-Rio, a fiscalização encontrou situação considerada mais regular. O Procon não identificou produtos vencidos em quantidade que justificasse autuação imediata, adotando apenas medidas orientativas relacionadas à exposição de preços e disponibilização de cardápio físico. No local, a equipe da Sorp também registrou infração leve por emissão sonora acima do permitido, com medição de 75 decibéis no período noturno, resultando em auto de infração de R$ 600.

O agente de regulação e fiscalização da Sorp, Rafael da Cruz Mestre, explicou que as principais irregularidades verificadas nos três dias da operação envolvem alvarás ausentes ou desatualizados, com divergências de endereço, área ou CNPJ. Segundo ele, os estabelecimentos notificados têm prazo de 10 dias para regularização documental, sob pena de multa. O fiscal também ressaltou que a ausência de ocorrências graves demonstra a importância do trabalho preventivo realizado rotineiramente pelos órgãos municipais.

O balanço consolidado das ações aponta que o trabalho integrado entre os órgãos públicos tem permitido mapear as principais demandas do setor e orientar empresários sobre adequações necessárias. De acordo com o agente de fiscalização da Sorp, Aécio Benedito Dias Pacheco, a atuação conjunta busca levantar irregularidades e conceder prazo para regularização antes da adoção de medidas mais rígidas. “No retorno, o tratamento será diferente para quem não tiver cumprido as exigências”, afirmou.

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O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) também participou das vistorias e identificou falhas recorrentes relacionadas à acessibilidade. Segundo o coordenador da fiscalização preventiva integrada do órgão, Reinaldo de Magalhães Passos Toshiro, muitos estabelecimentos possuem banheiros adaptados, mas ainda apresentam obstáculos que comprometem o deslocamento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O órgão informou que, ao fim da operação, será elaborado um relatório técnico com as não conformidades encontradas.

Representantes do setor de eventos acompanharam as fiscalizações e avaliaram positivamente a iniciativa. O promotor de eventos Wanderson Gonçalves de Carvalho afirmou que a presença dos órgãos contribui para garantir segurança ao público e estimular a regularização dos estabelecimentos. Já o empresário Rafik Mohamed Yassin destacou o caráter orientativo da ação e a importância do cumprimento das normas para o funcionamento adequado dos eventos.

A Operação Alvará Regular em Casas Noturnas segue até o dia 3 de junho e integra uma força-tarefa iniciada após um incêndio registrado recentemente em uma casa noturna da capital. Na ocasião do lançamento da operação, a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares afirmou que a intensificação das fiscalizações busca garantir maior segurança ao público e assegurar que os estabelecimentos estejam adequados às normas exigidas para funcionamento.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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