AGRONEGÓCIO

Alta do Funrural entra em vigor e aumenta pressão sobre o caixa do agronegócio

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Nova regra do Funrural passa a valer em abril

A partir de 1º de abril, entra em vigor uma mudança relevante na tributação do agronegócio brasileiro: o aumento das alíquotas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), contribuição previdenciária que incide sobre a comercialização da produção rural.

A alteração foi estabelecida pela Lei Complementar nº 224/2025 e impacta diretamente produtores rurais e empresas do setor.

Aumento das alíquotas eleva carga tributária

Com a nova regra, as alíquotas passam por um reajuste que, embora pareça pequeno, tende a gerar impacto significativo no custo operacional:

  • Produtor rural pessoa física: de 1,50% para 1,63% sobre a receita bruta
  • Produtor rural pessoa jurídica: de 2,05% para 2,23%

De acordo com o advogado Frederico Buss, o aumento não envolve criação de novos tributos nem mudança na base de cálculo, mas sim uma elevação direta da carga tributária sobre a comercialização da produção.

Impacto se estende por toda a cadeia produtiva

Apesar de incidir sobre o produtor, o Funrural costuma ser recolhido por meio de sub-rogação — ou seja, pelo adquirente da produção. Com isso, empresas como frigoríficos, cooperativas e cerealistas também serão afetadas pela mudança.

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Esse efeito amplia o alcance da medida e pode exigir ajustes operacionais e financeiros em diferentes elos da cadeia do agronegócio.

Regime sobre folha de pagamento segue como alternativa

A nova elevação não altera a possibilidade de contribuição sobre a folha de salários, que permanece como alternativa ao modelo baseado na receita bruta.

Segundo Buss, produtores que já adotam esse regime não serão impactados diretamente pela mudança. No entanto, o novo cenário torna a escolha entre os modelos ainda mais estratégica do ponto de vista econômico.

lanejamento tributário ganha ainda mais relevância

Diante da nova realidade, especialistas recomendam uma revisão criteriosa do planejamento tributário. A decisão entre permanecer no regime sobre a comercialização ou migrar para a tributação sobre a folha de pagamento deve considerar fatores contábeis e financeiros específicos de cada operação.

A análise detalhada pode ser determinante para reduzir custos e preservar a competitividade.

Atenção a riscos fiscais e ajustes operacionais

Além do impacto financeiro, a mudança exige atenção redobrada na apuração e no recolhimento do tributo. Inconsistências podem resultar em autuações e penalidades.

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Por isso, a orientação é que produtores e empresas revisem seus processos internos e garantam conformidade com as novas regras.

Cenário exige adaptação rápida do setor

Com a entrada em vigor do aumento do Funrural, o agronegócio brasileiro enfrenta mais um desafio tributário. A adaptação rápida, aliada a um planejamento fiscal eficiente, será essencial para mitigar impactos e manter a sustentabilidade financeira das operações no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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