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Alta do Dólar e Café em Nova York Impulsiona Negócios no Brasil

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O mercado físico brasileiro de café prevê uma quinta-feira marcada por negociações positivas, impulsionadas pela alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e pela valorização do dólar frente ao real. Com esses fatores favoráveis, os produtores brasileiros tendem a aproveitar o dia para intensificar suas transações.

Na quarta-feira (17), o mercado brasileiro de café encerrou o dia com preços estáveis para o arábica e em alta para o conilon. Conforme a Safras Consultoria, o mercado de café teve um dia morno, com negócios ocorrendo na alta da Bolsa de Nova York para o arábica, seguidos por uma desaceleração nas negociações durante a baixa, resultando em poucos negócios ao final do dia.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi cotado a R$ 1.440,00/1.445,00 por saca, mantendo estabilidade. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação teve preços entre R$ 1.450,00 e R$ 1.455,00, sem alterações. Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, foi comercializado a R$ 1.210,00/1.215,00 por saca, também sem mudanças.

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No Espírito Santo, o conilon tipo 7 em Vitória registrou preços de R$ 1.285,00/1.290,00 por saca (anteriormente R$ 1.280,00/1.285,00) e o conilon tipo 7/8 ficou em R$ 1.280,00/1.285,00 por saca (anteriormente R$ 1.275,00/1.280,00).

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) atingiram 809.209 sacas de 60 quilos em 17 de julho de 2024, com um aumento de 7.662 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

Mercado em Nova York

Os contratos para entrega em setembro de 2024 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) registram alta de 0,43%, cotados a 244,20 centavos de dólar por libra-peso. Na quarta-feira, a posição para setembro de 2024 fechou a 243,15 centavos de dólar por libra-peso, uma baixa de 0,45 centavo, ou 0,2%.

Câmbio

O dólar comercial apresenta alta de 0,35%, cotado a R$ 5,5036. O Dollar Index também registra alta de 0,10%, alcançando 103,85 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia fecharam mistas, com Xangai em alta de 0,48% e o Japão em baixa de 2,36%. Na Europa, as bolsas operam em alta: Paris com +0,58%, Frankfurt com +0,26% e Londres com +0,63%. O petróleo, por sua vez, opera em baixa, com o contrato de agosto do WTI em Nova York cotado a US$ 82,67 o barril, uma queda de 0,21%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rastreabilidade será o “novo passaporte” da proteína animal brasileira, alerta especialista em segurança dos alimentos

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A recente decisão da União Europeia de endurecer as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira acendeu um alerta no agronegócio e reforçou uma tendência já em curso: a rastreabilidade passa a ser o principal requisito de acesso aos mercados internacionais de proteína animal.

Mais do que uma barreira comercial pontual, a medida evidencia uma mudança estrutural nas exigências globais, com maior rigor sobre controle sanitário, transparência produtiva e comprovação de origem em toda a cadeia de alimentos.

Mercado internacional exige transparência total na produção animal

Para a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos, Paula Eloize, o cenário internacional está evoluindo rapidamente e deve impor padrões cada vez mais rígidos aos países exportadores.

“O mercado internacional não quer apenas o produto final. Ele quer entender como esse alimento foi produzido, quais medicamentos foram utilizados, qual foi o manejo sanitário e se existe rastreabilidade suficiente para comprovar tudo isso”, afirma a especialista.

Segundo ela, o uso de antimicrobianos na produção animal já é um tema sensível globalmente e ganhou ainda mais relevância diante do avanço da resistência bacteriana.

Resistência antimicrobiana amplia pressão sobre cadeias produtivas

A especialista explica que o debate sobre o uso de antimicrobianos não é recente, mas passou a ocupar posição central nas discussões sanitárias internacionais devido ao impacto direto na saúde pública.

“O uso inadequado ou excessivo de antimicrobianos preocupa autoridades sanitárias do mundo inteiro. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças globais pela comunidade científica”, destaca Paula Eloize.

Esse cenário tem levado países importadores a reforçarem mecanismos de controle, fiscalização e exigências documentais mais rigorosas para produtos de origem animal.

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Rastreabilidade se torna diferencial competitivo no comércio global

De acordo com a especialista, o desafio do Brasil não está restrito à adequação regulatória, mas envolve transformação estrutural nas práticas de produção e gestão sanitária.

“O Brasil possui um sistema robusto de produção e fiscalização, mas o mercado internacional é extremamente sensível a riscos sanitários. Qualquer falha de rastreabilidade ou ausência de comprovação técnica pode gerar barreiras comerciais importantes”, explica.

Ela ressalta que, em muitos mercados, especialmente o europeu, os critérios sanitários deixaram de ser apenas medidas de proteção à saúde e passaram a funcionar como diferencial competitivo.

“O consumidor europeu está mais exigente. Há uma pressão crescente por sustentabilidade, bem-estar animal, redução do uso de medicamentos e transparência. Isso influencia diretamente as regras impostas aos países exportadores”, afirma.

Exigências internacionais devem impactar também o mercado interno

Para Paula Eloize, as mudanças no comércio global também funcionam como sinal de alerta para empresas que atuam exclusivamente no mercado doméstico.

“Muitas empresas ainda tratam segurança dos alimentos como algo distante da operação diária. Mas as exigências internacionais antecipam tendências que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao mercado interno”, avalia.

Segundo ela, práticas como rastreabilidade estruturada, controle documental e monitoramento sanitário devem deixar de ser diferenciais e passar a integrar o padrão mínimo de operação no setor.

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Gestão sanitária e controle de processos ganham protagonismo

A especialista reforça que o futuro da competitividade na proteína animal dependerá diretamente da capacidade de organização das empresas em toda a cadeia produtiva.

“Quem investir em controle de processos, documentação viva, treinamento de equipe e monitoramento técnico terá muito mais capacidade de adaptação às mudanças regulatórias que já estão em curso no mundo inteiro”, afirma.

União Europeia revisa autorizações de exportação do Brasil

Nesta semana, a União Europeia anunciou alterações na lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, citando preocupações relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

A medida pode impactar exportações de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos caso as exigências sanitárias não sejam plenamente atendidas até setembro, ampliando a pressão sobre o setor produtivo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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