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Allure BV Conquista Vitória Imponente no Prêmio UAE President Cup For Colts & Fillies VII

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A égua tordilha Allure BV, de criação e propriedade do Haras Bom Viver, conquistou uma vitória impressionante no Prêmio UAE President Cup For Colts & Fillies VII, disputado no último sábado (09/11) no Jockey Club de São Paulo. Com uma performance dominante, a égua, conduzida pelo jóquei D. Novais, venceu de “ponta a ponta”, completando os 1.400 metros da pista de areia em 1:37.145, estabelecendo um novo recorde de tempo entre fêmeas em corridas exclusivas para o Cavalo Árabe. Ela ultrapassou a linha de chegada com mais de 13 corpos de vantagem sobre o segundo colocado, RG Kometa, e o terceiro, Cromo D’Jok Trio.

A corrida, que contou com uma premiação total de R$ 10 mil, foi organizada pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA), com apoio dos patrocinadores dos Emirados Árabes Unidos. O evento reuniu seis animais da raça, todos com idades a partir de 3 anos e no máximo uma vitória em sua carreira. Em 2023, Allure BV já havia se destacado ao vencer o Prêmio UAE President Cup Series For Colts & Fillies III, também com grande vantagem.

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Pedro Stefani Mariano, proprietário e criador da Allure BV no Haras Bom Viver, atribui o excelente desempenho da égua à sua genética de alta qualidade. Allure BV é filha do garanhão D’Jok PY, importado pelo Haras Trio, parceiro do Haras Bom Viver, e da égua Arzade Cabirat, que possui uma linhagem consagrada e é mãe de vários filhos e netos de destaque no próprio Haras Bom Viver, atualmente integrando o Rach Stud.

“Todos os animais importados foram selecionados para aprimorar a genética dos cavalos no Brasil, vindos de linhagens polonesas, russas e egípcias, que, apesar de inicialmente voltadas para o Halter, demonstraram grande potencial nas corridas. Ao combinar essas linhagens com o sangue francês, encontramos o cruzamento ideal, o que tem feito toda a diferença nas pistas”, explica Mariano.

Além da genética, o criador enfatiza o manejo cuidadoso no Haras Bom Viver, que envolve práticas rigorosas desde o início da vida do potro até o treinamento para a competição. “Todos os animais passam por um processo de cabresteamento e doma meticulosos. A Allure BV, por exemplo, passou quase um ano em treinamento de Enduro, o que contribuiu para seu preparo físico e mental, tornando-a ainda mais pronta para os desafios das pistas”, conclui Mariano.

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Para acompanhar as novidades da temporada de corridas do Cavalo Árabe, basta seguir a ABCCA nas redes sociais pelo @ABCCAarabe ou acessar o site www.abcca.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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