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Algodão: mercado físico perde ritmo, NY despenca e exportações brasileiras avançam mais de 74%

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O mercado físico de algodão encerrou a última semana em ritmo mais lento no Brasil, marcado por baixo volume de negociações e operações concentradas em entregas imediatas entre produtores e indústrias. A retração acompanha o cenário internacional negativo, com forte pressão baixista nas cotações da Bolsa de Nova York, refletindo diretamente nos preços domésticos da pluma.

Segundo levantamento da Safras Consultoria, os ajustes no mercado interno foram mais moderados do que no exterior, mas ainda assim suficientes para consolidar perdas semanais relevantes nas principais praças de comercialização do país.

No CIF São Paulo, referência importante para o setor, a pluma fechou a quinta-feira (21) cotada a R$ 4,22 por libra-peso, sem ICMS, representando queda de 1,17% em relação à semana anterior. Já em Rondonópolis (MT), um dos principais polos produtores do país, a arroba do algodão foi negociada a R$ 131,93, com recuo de R$ 2,70 por arroba no comparativo semanal.

Bolsa de Nova York pressiona mercado brasileiro

A forte desvalorização dos contratos futuros do algodão na Bolsa de Nova York aumentou a cautela entre compradores e vendedores no mercado brasileiro. O cenário internacional segue pressionado pela combinação de demanda global mais moderada, incertezas econômicas e movimentos especulativos nas commodities agrícolas.

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Com isso, produtores brasileiros adotam postura mais conservadora, aguardando melhores oportunidades de comercialização, enquanto a indústria mantém compras pontuais voltadas ao abastecimento imediato.

Analistas do setor destacam que o mercado segue tecnicamente fragilizado no curto prazo, principalmente diante da volatilidade cambial e das oscilações do mercado externo.

Custos de produção seguem elevados em Mato Grosso

Apesar da leve redução registrada em abril, os custos de produção do algodão continuam elevados em Mato Grosso, principal estado produtor da fibra no Brasil.

Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) apontam que o custo operacional da safra 2026/27 ficou em R$ 18.962,50 por hectare em abril. No mês anterior, o valor era de R$ 19.027,27 por hectare.

A pequena retração mensal ainda não altera o cenário de atenção do setor, especialmente diante das margens mais apertadas provocadas pela queda recente nas cotações da pluma.

Entre os fatores que mais pesam nos custos estão fertilizantes, defensivos agrícolas, combustíveis, logística e despesas financeiras.

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Exportações brasileiras de algodão disparam em maio

Na contramão do mercado físico mais lento, as exportações brasileiras de algodão seguem em forte expansão em 2026.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 159,587 mil toneladas de algodão nos primeiros 10 dias úteis de maio, com média diária de 15,958 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques somou US$ 244,817 milhões no período, equivalente a uma média diária de US$ 24,481 milhões.

Na comparação com maio do ano passado, o desempenho mostra crescimento expressivo. O volume médio diário exportado avançou 74,4% frente às 9,152 mil toneladas registradas em maio de 2025. Já a receita média diária apresentou alta de 66,1% em relação aos US$ 14,737 milhões observados no mesmo período do ano anterior.

O desempenho reforça a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, sustentada pela qualidade da fibra, câmbio favorável e demanda consistente de importantes compradores asiáticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mercado do frango vivo avança no Brasil com oferta ajustada e exportações em forte alta

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O mercado brasileiro do frango vivo encerrou mais uma semana em recuperação, sustentado pelo melhor equilíbrio entre oferta e demanda, pela competitividade frente às proteínas concorrentes e pelo forte desempenho das exportações. O cenário mais ajustado no abastecimento interno abriu espaço para novas altas nas cotações em importantes praças produtoras do país.

De acordo com análise da Safras Consultoria, o ambiente de mercado se mostra mais favorável para o setor avícola, principalmente diante do ritmo acelerado dos embarques internacionais, que contribuem para reduzir a disponibilidade de produto no mercado doméstico.

Além disso, a carne de frango segue competitiva em relação à bovina e à suína, fator que reforça o consumo interno e favorece a sustentação dos preços.

Preços do frango vivo sobem em importantes estados produtores

O levantamento semanal da Safras & Mercado apontou estabilidade em parte das regiões integradas do Sul do Brasil, mas também registrou elevação nas cotações em estados do Centro-Oeste e Sudeste.

Em São Paulo, o quilo do frango vivo permaneceu em R$ 5,20. Já no sistema de integração:

  • Rio Grande do Sul: R$ 4,75
  • Santa Catarina: R$ 4,75
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60
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Nas demais regiões, o mercado apresentou recuperação:

  • Mato Grosso do Sul: alta de R$ 5,10 para R$ 5,20
  • Goiás: avanço de R$ 5,20 para R$ 5,30
  • Minas Gerais: elevação de R$ 5,20 para R$ 5,30
  • Distrito Federal: aumento de R$ 5,10 para R$ 5,20

Enquanto isso, os preços seguiram estáveis em outras praças relevantes:

  • Ceará: R$ 6,20
  • Pernambuco: R$ 5,50
  • Pará: R$ 6,40
Atacado mantém estabilidade nos cortes congelados e resfriados

Apesar da recuperação no mercado do frango vivo, os preços dos cortes no atacado paulista permaneceram estáveis ao longo da semana, refletindo um mercado ainda cauteloso no consumo final.

Nos cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo:

  • Peito: R$ 8,50/kg
  • Coxa: R$ 6,80/kg
  • Asa: R$ 11,00/kg

Na distribuição:

  • Peito: R$ 8,70/kg
  • Coxa: R$ 7,00/kg
  • Asa: R$ 11,30/kg

Já nos cortes resfriados:

  • Atacado
    • Peito: R$ 8,60/kg
    • Coxa: R$ 6,90/kg
    • Asa: R$ 11,10/kg
  • Distribuição
    • Peito: R$ 8,80/kg
    • Coxa: R$ 7,10/kg
    • Asa: R$ 11,40/kg
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Exportações brasileiras de carne de frango disparam em maio

As exportações brasileiras de carne de aves seguem como um dos principais motores de sustentação do mercado interno. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram forte crescimento dos embarques nos primeiros 10 dias úteis de maio.

O Brasil exportou 238,372 mil toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas no período, com média diária de 23,837 mil toneladas.

A receita acumulada chegou a US$ 450,495 milhões, com média diária de US$ 45,049 milhões. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.889,90.

Na comparação com maio de 2025, os números mostram forte avanço:

  • Alta de 45,7% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 38,7% no volume médio diário embarcado
  • Valorização de 5% no preço médio da tonelada

O desempenho reforça a força da avicultura brasileira no mercado internacional e amplia as perspectivas positivas para o setor ao longo do segundo trimestre de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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