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Algodão ganha força em abril com alta nos preços e avanço da demanda no Brasil

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O mercado brasileiro de algodão apresentou maior movimentação em abril, impulsionado pela demanda tanto para entrega imediata quanto para contratos da safra futura. O cenário também foi marcado por maior flexibilidade dos produtores nas negociações, contribuindo para o avanço da liquidez.

Segundo levantamento da Safras Consultoria, os negócios ocorreram de forma moderada ao longo do mês, mas com melhora no ritmo frente aos períodos anteriores.

Preços sobem no mercado interno

As cotações do algodão registraram valorização em importantes praças do país. Em São Paulo, o produto posto na indústria foi estimado em R$ 4,07 por libra-peso (sem ICMS), alta de 2% em relação à semana anterior e avanço de 9,12% na comparação com o mesmo período de março.

Já em Rondonópolis (MT), importante polo produtor, a pluma foi negociada a R$ 127,81 por arroba, superando os níveis observados tanto na semana anterior (R$ 124,74) quanto no mês passado (R$ 115,27).

Cenário global indica leve alta na produção

No mercado internacional, o Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta uma produção mundial de 25,908 milhões de toneladas para a safra 2026/2027, ligeiramente acima das 25,829 milhões estimadas para 2025/2026.

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Por outro lado, o consumo global deve apresentar leve recuo, passando de 25,369 milhões para 25,258 milhões de toneladas no mesmo comparativo.

As exportações mundiais estão projetadas em 9,590 milhões de toneladas para 2026/2027, abaixo das 9,855 milhões da temporada anterior. Já os estoques finais devem crescer, alcançando 17,950 milhões de toneladas, ante 17,301 milhões.

Exportações brasileiras disparam em abril

O desempenho das exportações brasileiras de algodão reforça o cenário positivo para o setor. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, nos primeiros 16 dias úteis de abril, o Brasil embarcou 296,675 mil toneladas da fibra.

A média diária foi de 18,542 mil toneladas, com receita total de US$ 449,582 milhões e média diária de US$ 28,098 milhões.

Na comparação com abril do ano passado, o avanço é expressivo:

  • Alta de 44% no volume médio diário exportado
  • Crescimento de 55,1% na receita diária
Perspectivas: demanda firme e atenção ao cenário global

A combinação de demanda aquecida, valorização de preços e bom desempenho das exportações sustenta um ambiente mais positivo para o algodão brasileiro no curto prazo.

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Ainda assim, o mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda global, especialmente diante da perspectiva de aumento nos estoques mundiais, o que pode influenciar o comportamento das cotações nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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