AGRONEGÓCIO
Alecrim-do-mato: pesquisa da Embrapa avança na produção e uso comercial da planta nativa da Caatinga
Publicado em
23 de fevereiro de 2026por
Da Redação
Embrapa estrutura base tecnológica para cultivo e uso do alecrim-do-mato
Pesquisas conduzidas pela Embrapa Semiárido estão consolidando a base científica e tecnológica para o cultivo comercial e o aproveitamento produtivo do alecrim-do-mato (Lippia grata Schauer), planta aromática nativa da Caatinga.
Os estudos envolvem desde a produção de mudas e extração do óleo essencial até a avaliação de aplicações agrícolas, industriais e cosméticas, abrindo novas oportunidades para a bioeconomia e o desenvolvimento sustentável do Semiárido.
De planta nativa a ativo de valor: início das pesquisas e resultados promissores
O trabalho teve início em 2009, com o mapeamento de espécies aromáticas produtoras de óleos essenciais em Pernambuco e Bahia. Foram identificadas cerca de 25 espécies, muitas já usadas por comunidades locais, mas a Lippia grata destacou-se por seu alto valor químico e forte ação antifúngica e antibacteriana contra patógenos agrícolas.
Segundo a pesquisadora Ana Valéria Vieira de Souza, da Embrapa Semiárido, o potencial da espécie levou à criação de três linhas principais de pesquisa:
- Domesticação e protocolos de cultivo,
- Avaliação de aplicações agrícolas e industriais,
- Desenvolvimento de formulações comerciais.
Alecrim-do-mato: planta adaptada ao Semiárido e de cultivo viável
O alecrim-do-mato é uma espécie amplamente distribuída na Caatinga, com ocorrência em quase todos os estados do Nordeste, exceto Alagoas. A planta apresenta alta resistência à seca, baixo consumo de água e pode ser cultivada de forma consorciada com outras espécies agrícolas.
Por não se propagar por sementes, os pesquisadores desenvolveram um protocolo de propagação vegetativa, utilizando ramos medianos retirados entre 50 e 60 centímetros do solo. O substrato com vermiculita expandida apresentou os melhores resultados, garantindo enraizamento rápido e baixo custo de produção.
Produção e extração do óleo essencial de alta qualidade
Outro foco da pesquisa é o aprimoramento da extração do óleo essencial, um dos principais produtos da planta.
Em condições do Semiárido, o alecrim-do-mato pode ser colhido durante todo o ano. As folhas devem ser secas à sombra, e os estudos indicam rendimento de 3 a 5 mililitros de óleo essencial por 100 gramas de folhas secas, um índice considerado elevado.
O método mais eficiente de extração é a destilação, que preserva as propriedades químicas e biológicas do óleo. Para manter a qualidade, o armazenamento deve ser feito em frascos âmbar e temperaturas inferiores a 15°C.
Quimiotipo exclusivo amplia valor comercial do produto
Pesquisas conduzidas pela Embrapa identificaram que o alecrim-do-mato do Vale do São Francisco apresenta um quimiotipo diferenciado, ou seja, uma composição química distinta da encontrada em outras regiões.
Essa singularidade confere maior concentração de compostos bioativos, aumentando o valor comercial e o potencial para uso em bioinsumos e cosméticos.
“O quimiotipo local mostrou uma composição mais potente, o que expande as possibilidades industriais e agrega valor ao produto final”, destaca Ana Valéria Vieira de Souza.
Aplicações agrícolas: controle natural de doenças em frutas
Ensaios laboratoriais e de campo realizados pela Embrapa Semiárido comprovaram a forte ação antifúngica e antibacteriana do óleo essencial da Lippia grata contra patógenos que afetam manga e uva, culturas estratégicas da região.
Os testes demonstraram eficiência contra fungos como Lasiodiplodia, Aspergillus, Alternaria e Cladosporium.
De acordo com o pesquisador Pedro Martins, a espécie apresentou resultados superiores às demais avaliadas. “O alecrim-do-mato mostrou desempenho excepcional, especialmente em aplicações de pós-colheita da uva, que exigem produtos sem contato direto com a umidade”, explica.
Desenvolvimento de bioinsumos e tecnologias de aplicação
Com base nesses resultados, as pesquisas avançam para o desenvolvimento de formulações e nanoformulações que aumentem a estabilidade e a eficiência do óleo no campo.
Segundo o pesquisador Douglas Britto, os estudos incluem o uso do composto em revestimentos pós-colheita que prolongam a vida útil de frutas como a manga.
“As novas tecnologias garantem um bioinsumo seguro, com ação antifúngica prolongada e aplicação sustentável em diversas culturas”, afirma Britto.
Bioeconomia e inclusão produtiva no Semiárido
Além do uso agrícola, o alecrim-do-mato desperta interesse crescente da indústria de cosméticos e fragrâncias. Desde 2022, a Embrapa mantém parceria com a empresa Bio Assets, no desenvolvimento de produtos comerciais a partir de ativos naturais brasileiros.
A nova etapa do projeto foca na implantação de sistemas agroecológicos em propriedades familiares, fortalecendo a inclusão socioprodutiva e a geração de renda local.
“O alecrim-do-mato é um dos melhores exemplos de como a biodiversidade da Caatinga pode gerar inovação e oportunidades para o Semiárido”, destaca Ana Valéria.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra
Published
19 horas agoon
25 de setembro de 2026By
Da Redação
A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.
A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.
Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.
A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.
Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.
O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.
Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.
A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.
O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.
No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.
A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.
Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.
O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.
Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.
O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.
Fonte: Pensar Agro
Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil
Poder Executivo anuncia MPs contra bets e endividamento das famílias
TJMT retoma atendimento ao público na segunda (28) e prorroga suspensão de prazos até quarta (30)
Brasil e Egito fazem intercâmbio sobre saúde mental de crianças e adolescentes
Brasil defende na ONU acesso equitativo a vacinas e medicamentos e combate à desinformação para enfrentar futuras pandemias
CUIABÁ
MATO GROSSO
TJMT retoma atendimento ao público na segunda (28) e prorroga suspensão de prazos até quarta (30)
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) informa à advocacia que conforme PORTARIA TJMT/PRES N.1370, de...
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu,...
Moradores do Asa Bela terão atendimento gratuito neste sábado
Os moradores do bairro Asa Bela e região terão acesso a uma série de serviços gratuitos neste sábado (26), das...
POLÍCIA
PF apreende três fuzis e quatro pistolas no Rio de Janeiro
Niterói/RJ. Nessa sexta-feira (25/9), a Polícia Federal apreendeu três fuzis calibre 7,62 mm e três pistolas 9.mm durante diligências da...
FICCO/ES prende homem e apreende armas e munições em Vila Velha
Vila Velha/ES. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES), em conjunto com a Companhia Independente...
PF investiga crimes eleitorais em Campo Grande/MS
Campo Grande/MS. A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (25/9), dois mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Jogo...
FAMOSOS
Vanessa Giácomo e Giuseppe Dioguardi anunciam separação após 12 anos juntos
Vanessa Giácomo, de 43 anos, e Giuseppe Dioguardi não estão mais juntos. A separação foi confirmada pela assessoria da atriz...
Angélica se declara à filha em aniversário de 14 anos da menina: ‘Foi tão desejada’
A apresentadora Angélica emocionou os seguidores ao prestar uma homenagem à filha, Eva, que completou 14 anos. Nas redes sociais,...
Roberta Miranda critica aumento de seguidores de Rick após morte do cantor
A cantora Roberta Miranda chamou atenção nas redes sociais ao criticar o aumento no número de seguidores do cantor Rick...
ESPORTES
Rayan salva Brasil no fim e Seleção empata com a Austrália em estreia após a Copa
Em sua primeira partida depois da eliminação na Copa do Mundo de 2026, o Brasil não convenceu, mas escapou da...
Seleção faz treino com time completo antes do duelo contra a Austrália
A Seleção Brasileira realizou nesta quarta-feira o penúltimo treino antes do duelo contra a Austrália, compromisso que abre o ciclo...
Cuiabá vence o Náutico por 3 a 0 na Arena Pantanal
O Cuiabá não tomou conhecimento do Náutico e venceu por 3 a 0, nesta segunda-feira (21.09), na Arena Pantanal, em...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Esportes5 dias agoFlamengo domina o Bragantino no Maracanã, vence por 2 a 1 e segue firme na liderança
-
Política MT5 dias agoCâmaras setoriais e frentes parlamentares ampliam diálogo com a sociedade
-
Esportes5 dias agoCruzeiro vence o Vitória por 3 a 1 e se aproxima da zona de classificação à Libertadores
-
Política MT4 dias agoComunicação pública da ALMT é tema de palestra nos 20 anos de Jornalismo da Unemat



