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Ainda sob o impacto das enchentes, Rio Grande do Sul anuncia a 47ª Expointer

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Ainda sob o impacto das enchentes que destruíram boa parte do Estado, principalmente no setor agropecuário – prejuízo de R$ 4,4 bilhões, segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM) -, foi lançada, nesta segunda-feira (12.08), em Porto Alegre, Rio Grande do Sul,  a 47ª Expointer.

A feira, marcada para ocorrer entre 24 de agosto e 1º de setembro no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, adotou o lema “Superar é da nossa natureza”, refletindo a resiliência do setor agropecuário diante das adversidades.

Durante os nove dias de evento, os visitantes poderão participar de uma ampla programação que inclui competições e julgamentos de animais, além de atividades voltadas para o comércio, lazer e exposição de inovações tecnológicas, práticas sustentáveis e genética animal.

Este ano, a Expointer reunirá 3.458 animais de argola em julgamento, um número semelhante ao do ano passado. A novidade fica por conta do aumento expressivo de 69% no número de animais rústicos inscritos, totalizando 1.344 exemplares.

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Com o parque afetado pelas enchentes, o governo estadual destinou cerca de R$ 6 milhões para obras de reparo e melhorias, garantindo uma melhor experiência ao público. As reformas incluem a reestruturação das redes elétrica e hidráulica, recuperação das vias pavimentadas e reparo nas calhas dos pavilhões.

Entre as novidades desta edição, destaca-se o Festival Sou do Sul, que será realizado de 24 a 26 de agosto, às 21h, na pista coberta da ABCCC. O evento promete reunir grandes nomes da cultura gaúcha e um show nacional, com entrada gratuita para os visitantes da Expointer, limitada a dez mil pessoas por noite.

O Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) celebra 25 anos da primeira Feira da Agricultura Familiar e contará com um recorde de 413 empreendimentos de 181 municípios, incluindo um aumento significativo de expositores liderados por mulheres e jovens.

Fonte: Pensar Agro

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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