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AgRural: Quebra e antecipação do ciclo puxam colheita de soja do Brasil para 6%

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A colheita da safra 2023/24 de soja avançou com força na semana passada, puxada pelo encurtamento do ciclo das lavouras e pelas perdas de produtividade resultantes da estiagem e do calor. Dados da AgRural mostram que 6% da área cultivada no Brasil estavam colhidos até quinta-feira (18), contra 2,3% uma semana antes e 1,8% no mesmo período do ano passado.

O ritmo dos trabalhos é puxado por Mato Grosso e Paraná, mas vários outros estados já estão com as máquinas em campo. As baixas produtividades que chegam dos reportes de colheita não surpreendem em Mato Grosso, já que o estado foi o mais afetado pela estiagem nesta safra. No Paraná, rendimentos um pouco mais baixos que os esperados inicialmente causam decepção no estado, onde o calor e a irregularidade das chuvas têm afetado as lavouras na reta final da fase de enchimento de grãos.

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Safrinha 2024 está 5% plantada no Centro-Sul do Brasil; colheita de verão vai a 8%

A semeadura da safrinha de milho 2024 chegou na quinta-feira (18) a 4,9% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil, contra 0,4% na semana anterior e 1% no mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento da AgRural. Mato Grosso lidera, seguido pelo Paraná. A colheita de milho verão 2023/24, por fim, atingiu na mesma data 7,9% da área cultivada no Centro-Sul, ante 5,1% na semana precedente e 5,9% num ano antes.

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Fonte: AgRural

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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