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Agronegócio: Tocantins faz balanço positivo dos investimentos feitos em 2023

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Os incentivos no segmento do agronegócio foram intensificados pelo Governo do Tocantins, em 2023, com ações de desenvolvimento da agricultura e da pecuária, das diversas cadeias produtivas, atendendo pequenos, médios e grandes produtores rurais do Estado.

“O ano de 2023 foi marcado por boas notícias no agronegócio tocantinense. O Tocantins figurou como o segundo estado que mais cresceu economicamente per capita no Brasil, devido a nossa principal atividade econômica, que é a agropecuária. Os números foram realmente muito bons, nos dando motivos para comemorar. Tivemos o anúncio da nossa safra de grãos que ultrapassou 7,5 milhões de toneladas e isso foi muito importante”, comemora o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Jaime Café.

“Em 2023 o Tocantins teve um dos melhores índices de desenvolvimento humano do Brasil. Ficamos em segundo lugar, demonstrando que as políticas públicas feitas pelo Governo do Tocantins estão dando certo e que a iniciativa privada está acreditando no Estado, pois está investindo cada vez mais. Um exemplo disso foi anunciado recentemente pelo Governador Wanderlei Barbosa, com a empresa Agrojem, que é a primeira planta de etanol de milho a ser construída aqui no Estado, no município de Miranorte (110 km da capital, Palmas)”, explica o secretário.

Indústria de bioenergia – Em novembro de 2023, o governo e a empresa Bioenergia anunciaram um projeto de instalação de uma indústria de bioenergia, também em Miranorte, com um investimento previsto de R$ 1,1 bilhão.

Além desse recurso destinado à construção do parque industrial de etanol de milho em Miranorte, a Tocantins Bioenergia planeja criar cerca de 400 empregos diretos durante a fase de instalação e mais 100 na fase de operação. O empreendimento também está projetado para gerar mais de R$ 100 milhões em arrecadação anual de impostos estaduais a partir de 2027, sem considerar os benefícios fiscais concedidos pelo Governo do Tocantins.

Grãos – A produção de grãos aumenta a cada ano. No segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa era de crescimento de área plantada no Tocantins com grande destaque para a soja, que vai passar de 1,318 milhão de hectares na safra 23/24, um crescimento de 11,5%.

Outra cultura que deve ter um crescimento significativo no Tocantins é o gergelim, seguindo tendência dos últimos anos. A estimativa é de que a área plantada triplique, saindo de 50 mil hectares para 150 mil, respectivamente para as safras 22/23 e 23/24. Com isso, a cultura deve passar ao posto de terceiro maior cultivo em segunda safra no Tocantins.

Pecuária – A pecuária tocantinense, atualmente com seus 11,5 milhões de cabeças, se fortalece ainda mais com ações de incentivo à cadeia produtiva. Em junho, o Governo do Tocantins e parceiros pecuaristas realizaram a Caravana da Pecuária, que percorreu seis municípios (Miranorte, Araguaçu, Cariri, Gurupi, Peixe e Silvanópolis), propriedades exemplo na produção de gado de corte.

A ação é uma expedição técnica pública e privada dedicada a aprofundar conhecimento quanto à pecuária tocantinense, quando produtores e técnicos mostram os sistemas de criação e manejo, apontando positivamente em índices apresentados por seus gestores.

Meat Day – Outra ação de incentivo do Governo do Tocantins que ficou marcada em 2023 foi a realização do 1° Meat Day, em 1° de dezembro, na Fazenda Água Azul, localizada na zona rural de Pium. O evento teve como objetivo contribuir para a construção de um setor agropecuário moderno e eficiente, ao oferecer palestras que apresentavam uma pecuária moderna e eficiente; e envolver agentes das esferas públicas e privadas.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Jaime Café, destacou o sucesso do evento que reuniu os principais produtores pecuaristas de todo o Tocantins. “Na ocasião, tivemos reunidos pecuaristas da região do Bico do Papagaio, do sudeste do Estado, do centro-oeste e do centro-norte, para discutir avanços nesta atividade, que abrange a maior área de criação do Tocantins. O governador Wanderlei Barbosa determinou que fizéssemos esse entendimento com o setor produtivo e tenho certeza de que grandes agendas saíram daqui, tanto para a melhoria do nosso produto quanto para o fortalecimento do produtor rural tocantinense”, ressalta o secretário.

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Dados – O Tocantins conta com 11,5 milhões de bovídeos; 193.377 equinos; 161.661 asininos; 33.089 muares; 193.377 suínos; caprinos 10.041 e 91.827 ovinos. Na campanha realizada em maio de 2023, foram declaradas 92,90% das propriedades, das 72.214 registradas com explorações pecuárias (agrupamento de uma ou mais espécies de animais dentro de uma propriedade).

“Assim como na produção de grãos, o Tocantins alcançou uma escala importante na produção de carnes, ao ingressar novas plantas frigoríficas, trazer mais competitividade e fazer com que o campo tocantinense seja cada vez mais um endereço certo de investidores que querem produzir comida boa e barata para o nosso público aqui do estado, do Brasil e do mundo”, ressalta Jaime Café.

Agrometeorologia – Para incentivar ainda mais a produção agrícola tocantinense, o Governo do Estado, em parceria com a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), realizou, em setembro, o 9° encontro para a Apresentação das Tendências Agroclimatológicas do Tocantins, visando ao planejamento da safra 2023/2024, com o tema Tendências do Clima. Na ocasião, foram debatidos os temas voltados para o desenvolvimento da produção agrícola no Estado, apontando os desafios e as metas a serem cumpridas.

Outras formas que reforçam esse segmento com informações mais precisas para o agricultor e estão ao alcance das mãos são o aplicativo InfoTempo e o programa semanal Resenha do Tempo, que estão disponíveis no site https://agrometeorologia.seagro.to.gov.br, onde os produtores têm acesso às informações meteorológicas e agro-meteorológicas, que irão auxiliar o processo de planejamento e de tomada de decisão agrícola, com vista principalmente, a minimizar possíveis prejuízos em decorrência dos efeitos do clima.

Agricultura familiar – O programa Mesa Farta desenvolvido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), para distribuição de sementes de frutas e hortaliças aos agricultores familiares, garantiu geração de renda e alimentos de qualidade para 11 mil famílias nas comunidades rurais do Estado. Na segunda etapa, a Seagro entregou, desde o início de 2023, em todo o Estado 11,5 mil kits de sementes de frutas e verduras para agricultores familiares.

Nos kits, constam diversos tipos de sementes altamente produtivas de: alface, salsa, cebolinha, coentro, couve, jiló, maxixe, melancia, pepino, pimenta de cheiro, malagueta, pimentão, quiabo, tomate, abóbora, maracujá e mamão; e ainda dois potes de adubos de 3 kg cada.

Neste segundo semestre de 2023, o programa Mesa Farta realizou a entrega de 385 toneladas de sementes de grãos (milho, arroz e feijão), atendendo mais de 40 mil agricultores familiares rurais dos 139 municípios tocantinenses.

O programa conta com a integração dos trabalhos dos técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), das organizações e dos sindicatos de produtores rurais. Os beneficiários prioritários deste projeto são agricultores familiares do Estado do Tocantins que se enquadram nas diretrizes da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, Lei n° 11.326, de 24 de julho de 2006.

Crédito Fundiário – Em 2023, 80 famílias foram contempladas com o recurso do Fundo de Terras e Reforma Agrária (FTRA), liberado após contratação da operação pelo Banco do Brasil. O Programa Nacional de crédito Fundiário (PNCF) já contabiliza R$ 13.764.687,11, valor aplicado no estado do Tocantins com objetivo principal do acesso à terra, contribuindo para a redução da pobreza rural e gerando oportunidade, autonomia e fortalecimento da agricultura familiar. O programa está alicerçado na melhoria da qualidade de vida, na geração de renda, na segurança alimentar e na sucessão no campo para agricultores familiares.

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O valor médio liberado girou em torno de R$ 172.058,59/família. O acesso ao PNCF – Terra Brasil ocorre por meio de financiamento para aquisição de terras e para os investimentos necessários à estruturação das unidades produtivas constituídas pelas famílias beneficiárias.

Também poderão ser utilizados recursos do subprojeto de investimento básico, com a finalidade de conceder aos agricultores apoio à instalação de suas famílias e de infraestrutura básica, visando à consolidação social e produtiva da propriedade.

Agroindústria – Os incentivos à produção agroindustrial avançaram em 2023, com a inserção de mais municípios interessados na comercialização dos produtos. Houve também a reestruturação e o funcionamento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal de Pequeno Porte (Susaf-TO), em 11 municípios. No Susaf, foram cinco municípios aderidos e 10 em processo de adesão buscando abertura comercial.

Agroextrativismo – A produção agroextrativista no Tocantins contou com incentivos por meio de participação em feiras para a comercialização de produtos naturais do Cerrado. Em setembro de 2023, o Tocantins participou do Encontro e da Feira dos Povos dos Cerrados, em Brasília/DF, sendo representado por 40 expositores agroextrativistas de diversas comunidades rurais do Estado, levando produtos naturais extraídos do Cerrado como pequi, babaçu, cagaita, mangaba, caju, derivados da mandioca, ervas medicinais, além de artesanatos e biojoias da região.

Parque Agrotecnológico – O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), em conjunto com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro) e a Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto), deu início à obra de pavimentação em bloquete intertravado no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Medanha, local onde é realizada a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins). A obra, com valor aproximado de R$ 23,5 milhões, deve ser concluída até 20 de abril próximo.

No Parque, serão construídos 118,5 mil m², incluindo duas avenidas, seis ruas, oito travessias e um pátio na beira do lago. A pavimentação extra contemplará ainda mais de 28 mil m². A Ordem de Serviço para reestruturação e modernização do Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha foi assinada no mês de outubro deste ano pelo governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhado do vice-governador Laurez Moreira.

O investimento é de R$ 23.057.019,45 do Programa de Impulsionamento da Indústria, Comércio e Serviços do Estado do Tocantins (Pics) e vai contemplar pavimentação do parque em bloquetes, reestruturação do calçamento, criação de novos espaços, iluminação, estacionamento, banheiros, entre outros.

Agrotins – A 23ª Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2023) bateu o recorde de R$ 2,95 bilhões em movimentação financeira. Durante a feira, que recebeu o tema Compliance no Agro, o governador Wanderlei Barbosa assinou títulos de escrituras de terras, lançou frente parlamentar em defesa do agronegócio e destinou R$ 10 milhões em verba para programas de fomento à agricultura familiar.

Ao todo, 890 expositores de diversos segmentos apresentaram seus produtos ou seus serviços. A expectativa de visitantes também foi superada, sendo que 196 mil pessoas passaram pelo Parque nos cinco dias de feira.

Com a Assessoria do Estado

Fonte: Pensar Agro

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Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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