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Agronegócio Paulista mantém superávit de US$ 1,7 bilhão em março

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Segundo o Relatório de Acompanhamento do Comércio Exterior da Faesp, o agronegócio do estado de São Paulo registrou um superávit de US$ 1,7 bilhão em março, enquanto outros setores enfrentaram um déficit de US$ 2,3 bilhões. No acumulado do ano até março, o agronegócio paulista alcançou um superávit de US$ 5,47 bilhões, contrastando com o déficit de US$ 7,16 bilhões nos demais setores.

O relatório destaca um aumento significativo nas exportações de açúcar refinado (+52,7% ou US$ 46,7 milhões) e de celulose (+16,2% ou US$ 18,5 milhões) no estado de São Paulo. Apesar do superávit, março de 2024 testemunhou uma redução de 14,6% nas exportações em comparação com março de 2023. Isso se deve principalmente a uma diminuição de 38% no volume de soja exportado, além de uma queda nas cotações internacionais dessa commodity. As importações também registraram uma queda no estado, atingindo 12,49%, sendo o trigo o produto com maior redução no valor importado (-36,9% ou US$ 14,7 milhões).

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A nível nacional, a balança comercial do agronegócio foi positiva em US$ 12,5 bilhões, embora os demais setores tenham enfrentado um déficit de US$ 5 bilhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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