AGRONEGÓCIO

Agronegócio cresce, mas 34% dos profissionais ainda carecem de capacitação especializada

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Déficit de especialização técnica no crédito rural brasileiro

O agronegócio brasileiro registra expansão expressiva, mas ainda enfrenta desafios de qualificação profissional. Um levantamento do Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio aponta que 34,1% dos profissionais que atuam com crédito rural possuem apenas formação em administração ou economia, sem especialização no setor. Apesar disso, 62,1% demonstram interesse em capacitação técnica especializada.

O contexto ocorre em meio ao volume recorde de recursos para o Plano Safra 2024/25, com R$ 508,59 bilhões disponíveis em crédito rural. Com o agronegócio representando mais de 25% do PIB brasileiro, cresce também a complexidade das operações, que envolvem instrumentos como CPRs, barter, hedge e estruturas de exportação, além de maior exposição a riscos climáticos e de mercado.

GIROAgro promove capacitação prática e inovadora

Na contramão do déficit de formação, a GIROAgro desenvolve programas de treinamento que atingem produtores rurais e técnicos de todo o Brasil e América Latina. Um destaque é o projeto ‘Aplique Certo’, um laboratório móvel de tecnologia de aplicação, criado para orientar sobre a pulverização correta de agroquímicos e bioinsumos.

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O programa é gratuito para clientes da GIROAgro e envolve engenheiros agrônomos especializados, que conduzem treinamentos teóricos e práticos focados em regulagem, calibração, manejo e manutenção de pulverizadores agrícolas.

Treinamentos aumentam eficiência e reduzem perdas

Os especialistas percorrem todas as regiões do Brasil e América do Sul, capacitando mais de cinco mil profissionais. Durante as atividades, os participantes recebem instruções sobre:

  • Escolha adequada de produtos e bicos de pulverização
  • Preparo correto da calda e uso de adjuvantes
  • Condições ambientais ideais para aplicação
  • Prevenção de deriva e uso de EPIs
  • Manutenção preventiva dos equipamentos

O programa é dividido em três etapas — uma teórica e duas práticas — e busca reduzir perdas, evitar contaminações ambientais e aumentar a eficiência no controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Ao final, os participantes recebem relatório técnico personalizado e certificado de participação.

Impacto na produtividade e sustentabilidade

Segundo Gilberto Campos, diretor especialista da GIROAgro, a capacitação contribui diretamente para maior rentabilidade do agricultor. Com regulagem adequada, manutenção preventiva e manejo correto, é possível evitar perdas de até 90% na produção causadas por falhas no controle de pragas e plantas daninhas.

“Desde a implantação do Aplique Certo, em 2006, nossa atuação em todo o Brasil demonstra que estamos promovendo educação sustentável, ajudando milhares de profissionais a utilizarem produtos e equipamentos de forma eficiente e sustentável”, reforça Campos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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