AGRONEGÓCIO
Agronegócio brasileiro precisa se adaptar à nova realidade do mercado
Publicado em
27 de março de 2024por
Da RedaçãoNaquele momento muitas atividades simplesmente paralisaram por tempo indeterminado, negócios tiveram que mudar sua direção, algumas demandas reprimidas, enfim o mundo virou de cabeça para baixo. O campo não parou, afinal mesmo trancados em casa o consumo de alimentos não diminuiu. Deste modo, o agronegócio se adaptou e só avançou. Nas safras seguintes (2020/21 e 2021/22) bateu recordes de produção e produtividade atingindo cifras e valorização até então jamais imagináveis.
No início de 2022, a invasão da Ucrânia pela Rússia passou a afetar a produção agrícola mundial, e no Brasil não foi diferente. Isso porque os brasileiros são os maiores importadores de fertilizantes no mundo. Mais de 85% destes insumos usados na agricultura brasileira vêm do exterior, de acordo com balanço da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). A maior parte, da Rússia, que é o maior exportador mundial de NPK — fertilizantes nitrogenados (N), fosfatados (P) e os de potássio (K).
Para ter uma ideia, em 2021, o Brasil importou 41,6 milhões de toneladas de adubos ou fertilizantes químicos, um investimento de US$ 15,1 bilhões. Desse total, 23,3% vieram da Rússia, pelos dados do Comex Stat, do Ministério da Economia. Isso corresponde a mais de 9 milhões de toneladas do insumo.
Outro Ponto importante que afetou o bolso do produtor foi a crise energética na China e o aumento dos fretes marítimos devido a demandas altas pós pandemia e consequentemente falta de containers e embarcações para transporte.
Com a elevação dos custos de produção, a balança brasileira entrou em desequilíbrio e o ano passado marcou essa nova mudança de cenário, que muitos chamaram de volta à realidade. O grande problema é que muitos players na cadeia tomaram a alta dos preços como “realidade” devido aos resultados dos dois anos anteriores e 2023 foi um choque para muitos.
A indústria de químicos, por exemplo, passou um ano muito duro, provavelmente o período mais difícil da última década. Isso aconteceu porque quando passamos a viver um momento em que os preços altos e onde as margens absolutas consequente interessante, há a tendência de fechamos os olhos para a realidade, fazendo incrementos em estrutura que não são sustentáveis, a indústria estava surfando em uma rentabilidade decorrente de fatores externos pontuais e não sistêmicos, mas depois a realidade vem, e de fato veio!
Em 2024, já iniciamos com expectativa de redução da safra, pois variações climáticas afetaram negativamente as lavouras nas principais regiões produtoras, como no Centro-Oeste, Sudeste e na área conhecida como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), principalmente as de soja e milho. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na temporada atual, os produtores rurais devem colher em torno de 299,8 milhões de toneladas de grãos, 6% inferior ao volume colhido no período anterior.
Com essa nova realidade estamos passando por um período de depressão do mercado, que é algo que tende a se ajustar a médio prazo e esse ano será de ajuste. Por exemplo, se analisarmos o mercado no último ano, a uma perda de valor de 20 a 25% no preço da soja, que é uma consequência dos níveis de estoque mundial onde Apesar da uma leve diminuição da safra brasileira, o estoque mundial tem superávit quase 15 milhões de toneladas, valor superior aos dois últimos anos devido ao aumento de área do EUA e a produção na Argentina voltando ao nível normal após uma de suas piores secas em 2023.
Esse ano estamos falando no preço da soja a 100 reais, ou seja, são 20%a 25% a menos de capital no bolso do produtor que gira toda essa engrenagem. Um fato podemos dizer: vai faltar dinheiro no campo, acredito que cerca de 4 bilhões de dólares que precisam ser financiados de alguma maneira. A indústria que é um importante financiador do agro brasileiro teve um ano muito ruim em 2023 e ser responsável por cobrir a falta de capital no campo será um desafio, somando o aumento de RJ de produtores esse financiamento da indústria estará ainda mais direcionado para grupos onde sua tenham suas finanças saudáveis.
Novas oportunidades
Posto todo este cenário, temos que analisar também que até mesmo momentos de baixa geram oportunidade, por isso acredito que este ano as Traders e as cooperativas bem estruturadas vão jogar bem e sairão vencedoras em 2024, além de serem um braço importante de financiamento do Agro tem uma oportunidade de alianças mais estratégicas com a Industria de Insumos incrementando assim a margem operacional de uma operação de commodities.
Também penso que também é o momento para o produtor e a indústria olhar para o mercado de capitais. Hoje nesse mercado, em torno de 3% é agro com operações estruturadas, portanto, o potencial é grande. Quem for nessa direção pode encontrar capital mais interessante com custo interessante, mas principalmente uma estrutura visando ao longo prazo e não somente “a safra”, naturalmente que os números de recuperações judiciais, que devem aumentar em 2024, fazem com que o investidor do mercado de capital mais longe do Agro.
A DVA vem crescendo significantemente no mercado brasileiro, foram investidos mais de 40 Milhões de dólares no novo pipeline de produtos (Agroquímicos, Fertilizantes Foliares, Adjuvantes e Biológicos) e pautado por uma saúde financeira de um grupo alemão e sempre com visão de longo prazo.
Entregaremos soluções inovadoras para que o produtor tenha de fato resultados efetivos em suas propriedades para assim ser cada vez menos impactados pelas oscilações do mercado.
Fonte: Ruralpress
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Bolsas globais operam com cautela, Ibovespa busca estabilidade e geopolítica segue no radar dos investidores
Published
13 minutos agoon
19 de junho de 2026By
Da Redação
Os mercados financeiros globais encerram a semana em ambiente de cautela. Com Wall Street fechada nesta sexta-feira (19) devido ao feriado nos Estados Unidos, os investidores monitoram os contratos futuros americanos, que registram leves perdas, enquanto as bolsas asiáticas apresentaram desempenho misto e os mercados europeus operam sem direção definida. O cenário continua sendo influenciado pelas incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã e pelos reflexos sobre o mercado de energia e a política monetária global.
Na Ásia, os investidores realizaram lucros após a forte valorização observada nos últimos pregões. O destaque segue sendo o mercado japonês, onde o índice Nikkei acumulou sua sétima sessão consecutiva de ganhos e registrou o maior avanço semanal desde 2024, impulsionado principalmente pelas ações ligadas à inteligência artificial e tecnologia. Apesar do desempenho positivo, o índice reduziu parte dos ganhos ao longo da sessão diante das dúvidas sobre a viabilidade de um acordo definitivo para encerrar as tensões no Oriente Médio.
As bolsas da China continental, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechadas devido a feriados locais, enquanto os mercados da Coreia do Sul, Singapura e Austrália encerraram o dia em queda moderada. O movimento reflete uma postura mais defensiva dos investidores diante da ausência de novas definições sobre o cenário geopolítico e monetário global.
Na Europa, o pregão é marcado por volatilidade e baixo volume de negócios devido à ausência dos investidores norte-americanos. Os principais índices europeus operam próximos da estabilidade, acompanhando as incertezas relacionadas ao Oriente Médio, à inflação e às perspectivas para os juros nas principais economias do mundo.
Ibovespa opera estável e acompanha cenário externo
No Brasil, o Ibovespa iniciou a sessão próximo da estabilidade, na região dos 168 mil pontos, refletindo a menor liquidez internacional e a expectativa dos investidores em relação aos próximos movimentos da política monetária doméstica. O mercado também acompanha os desdobramentos externos e seus impactos sobre commodities, câmbio e fluxo de capital estrangeiro.
O dólar comercial apresenta leve recuo e segue negociado próximo de R$ 5,14, favorecido pelo enfraquecimento global da moeda norte-americana em parte dos mercados emergentes. Já a curva de juros continua pressionada, refletindo a busca por proteção e os ajustes de expectativas após as recentes decisões dos bancos centrais.
Petrobras, mineração e celulose movimentam o pregão
Entre os destaques corporativos da B3, as ações da Petrobras operam próximas da estabilidade, acompanhando as oscilações do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent segue ao redor de US$ 79, após o alívio inicial provocado pelo acordo entre Estados Unidos e Irã, mas ainda sujeito às incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz e ao fluxo global de energia.
O setor de mineração e siderurgia registra pressão vendedora, refletindo preocupações com o ritmo de crescimento da economia chinesa e a demanda por commodities metálicas. Em contrapartida, empresas ligadas ao segmento de papel e celulose apresentam desempenho mais positivo, beneficiadas pelo cenário cambial e pela busca por ativos exportadores.
Os segmentos de saúde, varejo e consumo operam de forma mista, em movimento de ajuste técnico após as oscilações observadas nos últimos pregões.
O que acompanha o mercado agora
Para os próximos dias, os investidores devem continuar monitorando três fatores principais: a evolução das negociações entre Estados Unidos e Irã, os sinais dos bancos centrais sobre juros e inflação e o comportamento das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro.
A combinação entre cenário geopolítico, política monetária e fluxo internacional de capitais seguirá determinando o rumo dos mercados globais e da Bolsa brasileira no curto prazo. Enquanto isso, a cautela prevalece entre os investidores, que aguardam definições mais concretas antes de ampliar posições em ativos de risco.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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