AGRONEGÓCIO

AgroForte facilita acesso ao crédito rural diretamente em revendas no Paraná

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O acesso ao crédito rural, especialmente para pequenos e médios produtores, tem sido tradicionalmente burocrático e complexo. No entanto, empresas brasileiras estão inovando para simplificar o processo. A AgroForte, uma das AgFintechs que se destacam nessa área, oferece uma abordagem inovadora que permite aos produtores obter crédito diretamente em revendas de produtos e serviços agropecuários. O projeto, que começou em Minas Gerais, já se expandiu para o Paraná e deve alcançar outros estados ainda em 2024.

Inicialmente, a AgroForte atendeu produtores de leite e avicultores, com parcerias estratégicas com agroindústrias. A partir desse modelo, o produtor tem duas opções para acesso ao crédito: a primeira é simular diretamente no aplicativo da AgroForte e receber o crédito em sua conta, com o pagamento vinculado à entrega de produção à agroindústria parceira. A segunda alternativa é avaliar o crédito nas revendas parceiras, onde o produtor faz o orçamento, que já inclui descontos baseados em projetos de investimento.

Para usar a segunda opção, o produtor precisa visitar uma das revendas participantes e apresentar seu orçamento. A revenda então entra em contato com a AgroForte, que avalia o crédito por meio de uma simulação digital que leva até 10 minutos. Uma vez aprovado, a revenda envia a nota fiscal do produto para a AgroForte, que realiza o pagamento em até 48 horas.

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“O processo é vantajoso para toda a cadeia produtiva”, diz Luyara Vasconcelos, responsável pelos canais da AgroForte. Ela destaca que o modelo não apenas facilita melhorias em aviários, promovendo maior produtividade e bem-estar animal, como também proporciona maior lucratividade ao produtor e maior volume e qualidade dos produtos para as agroindústrias. Além disso, as revendas ganham uma nova fonte de renda com o comissionamento por indicação.

A AgroForte já tem parcerias com grandes agroindústrias como Lactalis, UltraCheese, Vibra, Avenorte, Pluma, Levo, Bello, C. Vale, Frango Pioneiro, Nater Coop, Vigor, Jaguá Frangos, Somave, e BRF, entre outras. A empresa já disponibilizou cerca de R$ 100 milhões em crédito, com um ticket médio de R$ 50 mil. A expectativa é de crescimento exponencial nos próximos meses. Revendas interessadas em parcerias com a AgroForte podem entrar em contato pelo número oficial: (41) 99264-3783.

Com essa abordagem, a AgroForte busca contribuir para um agronegócio mais acessível e eficiente, eliminando barreiras para pequenos e médios produtores e promovendo o crescimento sustentável do setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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