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Agroforestry Carbon prevê captar R$ 1,6 milhão em rodada de crowdfunding pela Arara Seed

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A Arara Seed, primeira plataforma de equity crowdfunding em startups do agronegócio, acaba de abrir uma rodada de investimentos para a Agroforestry Carbon, agtech que desenvolve junto de pequenos agricultores projetos de agrofloresta para compensação voluntária de carbono. A expectativa é que a captação alcance o total de R$ 1,6 milhão e para chegar ao objetivo, os investidores poderão entrar na rodada com aportes a partir de R$ 1.000,00.

Segundo Gabriel Neto, CEO da Agroforestry, os recursos que forem captados, serão destinados principalmente para ampliação do time de marketing, vendas e tecnologia, o grande diferencial da climatech. Vamos realizar um investimento significativo no desenvolvimento e aprimoramento de tecnologia, que serve como a espinha dorsal das nossas soluções. Contamos com o maior banco de dados agroflorestal do mundo, composto por milhares de propriedades. Pretendemos utilizar machine learning e algoritmos de inteligência artificial para quantificar os indicadores de impacto e o carbono sequestrado pelas áreas plantadas pelos nossos clientes. Isso não apenas impactará positivamente o meio ambiente, mas também proporcionará ainda mais benefícios econômicos e sociais através dos sistemas agroflorestais.”, comenta Neto.

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Por meio de soluções inovadoras, a Agroforestry contribui para a recuperação de áreas degradadas, produção de alimentos e aumento da biodiversidade. De acordo com Neto, as soluções da ClimateTech proporcionam diversificação da produção agrícola e florestal, recomposição da paisagem, reflorestamento, aumento da capacidade produtiva do solo, segurança alimentar, aumento de renda para os produtores, redução do desmatamento, restauração de nascentes, diminuição das queimadas e dos impactos das mudanças climáticas globais.

Segundo Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, a aprovação da Agroforestry Carbon para a captação vai além do retorno financeiro. “Estamos mirando nessa captação um investimento de impacto e junto a Agroforestry vamos contribuir para a regeneração planetária e a justiça climática por meio da oferta de soluções de descarbonização para empresas conectadas a um marketplace de créditos de biodiversidade agroflorestal de pequenos agricultores”, explica Galvani.

Fundada em 2021, a Agroforestry Carbon tem como propósito impactar positivamente a vida das pessoas e do planeta através da regeneração agroflorestal. Quanto à abrangência da startup, em apenas um ano, a ClimaTech é capaz de beneficiar mais de 280 famílias, plantar 326.857 árvores, restaurar cerca de 400 hectares, compensar mais de 30 mil toneladas de dióxido de carbono e produzir 571 toneladas de alimentos.

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Fonte: Markable Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

El Niño pode ampliar crise do crédito rural e pressionar agronegócio com mais de R$ 800 bilhões em dívidas

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A possibilidade de formação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 acende um novo alerta para o agronegócio brasileiro. De acordo com projeções divulgadas por órgãos oficiais de monitoramento climático, há cerca de 60% de probabilidade de consolidação do evento nos próximos meses, cenário que pode intensificar os desafios enfrentados pelos produtores rurais em um momento marcado por elevado endividamento e restrição ao crédito.

A preocupação ganha relevância diante das estimativas discutidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que apontam para mais de R$ 800 bilhões em dívidas consideradas estressadas no setor agropecuário. Caso o fenômeno provoque perdas de produtividade e redução de renda nas propriedades rurais, especialistas avaliam que haverá aumento da demanda por prorrogação e renegociação de financiamentos rurais.

Fenômeno climático pode afetar produção em diferentes regiões

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando o comportamento das chuvas em diversas regiões do planeta. No Brasil, os efeitos costumam variar conforme a localização.

Historicamente, a Região Sul registra volumes de chuva acima da média durante a atuação do fenômeno, enquanto áreas do Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste enfrentam períodos de estiagem, veranicos prolongados e temperaturas mais elevadas.

A expectativa é que os impactos climáticos possam se estender até os primeiros meses de 2027, influenciando diretamente o desenvolvimento das lavouras e o desempenho econômico das atividades agropecuárias.

Excesso ou falta de chuva pode comprometer rentabilidade

Os reflexos do El Niño vão além das mudanças climáticas. No Sul do país, o excesso de precipitações pode prejudicar a colheita de culturas como trigo, café e cana-de-açúcar, além de favorecer o surgimento de doenças fúngicas e dificultar a operação de máquinas agrícolas.

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Em importantes regiões produtoras de soja e milho, a irregularidade das chuvas durante o plantio pode comprometer a germinação e o desenvolvimento inicial das lavouras, reduzindo o potencial produtivo e impactando diretamente a geração de receita nas propriedades.

Para muitos produtores, o momento é considerado delicado. Nos últimos anos, o setor acumulou perdas causadas por eventos climáticos extremos, enfrentou queda nos preços das commodities agrícolas, aumento dos custos de produção, elevação das taxas de juros e maior dificuldade de acesso ao crédito.

Legislação prevê prorrogação de financiamentos rurais

Segundo o advogado especialista em Direito do Agronegócio, Raphael Condado, o monitoramento das condições climáticas deve fazer parte da estratégia de gestão financeira das propriedades.

De acordo com o especialista, produtores que identificarem dificuldades para honrar compromissos financeiros em decorrência de perdas causadas por fenômenos climáticos devem buscar orientação e conhecer os mecanismos previstos na legislação para readequação das dívidas.

A possibilidade de prorrogação de operações de crédito rural está prevista no Manual de Crédito Rural (MCR), norma de cumprimento obrigatório pelas instituições financeiras e cooperativas de crédito que operam recursos destinados ao setor agropecuário.

O regulamento permite a extensão dos prazos de pagamento quando houver comprovação de dificuldades temporárias provocadas por fatores alheios à vontade do produtor, como frustração de safra decorrente de eventos climáticos adversos.

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A medida busca preservar a continuidade da atividade produtiva, evitando que problemas pontuais de fluxo de caixa se transformem em situações permanentes de inadimplência.

Atenção às renegociações oferecidas por instituições financeiras

Especialistas também recomendam cautela durante processos de renegociação de dívidas. Em alguns casos, produtores podem ser direcionados para modalidades de financiamento que não seguem as condições específicas previstas para o crédito rural.

Segundo Condado, a substituição inadequada de contratos rurais por operações bancárias convencionais pode resultar em encargos mais elevados e condições menos favoráveis ao produtor.

Nessas situações, a legislação prevê instrumentos para questionamento e eventual restabelecimento dos direitos garantidos pelas normas específicas do crédito rural.

Recuperações judiciais crescem e elevam cautela dos bancos

O aumento do endividamento também tem preocupado o sistema financeiro. Dados da Serasa Experian apontam que o agronegócio registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, o maior número desde o início da série histórica.

O avanço das recuperações judiciais e dos índices de inadimplência tende a tornar bancos e cooperativas mais conservadores na concessão de novos financiamentos. Como consequência, a oferta de crédito pode ficar ainda mais restrita justamente em um setor altamente dependente de recursos financiados para custeio, investimento e comercialização da produção.

Diante desse cenário, a combinação entre riscos climáticos, elevado endividamento e crédito mais seletivo reforça a necessidade de planejamento financeiro e gestão de riscos por parte dos produtores rurais para a safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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