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Agrodefesa Requer Cadastro de Veterinários para Vacinação Contra Brucelose no Sistema Sidago

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A Agrodefesa, Agência Goiana de Defesa Agropecuária, convoca os médicos veterinários responsáveis pela vacinação e emissão de atestados de vacina contra a Brucelose a se cadastrarem no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago). Essa ação decorre da nova Instrução Normativa, que determina a inclusão desses profissionais no sistema para garantir a emissão adequada de documentos e a execução de funções técnicas relacionadas à defesa sanitária animal.

De acordo com a Instrução Normativa nº 05/2024, publicada no Diário Oficial do Estado de Goiás (DOE), o cadastro no Sidago se tornou obrigatório para todos os veterinários que atuam no Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT). Esta atualização visa integrar os profissionais no sistema para atividades como vacinação contra a Brucelose, emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA), Atestados de Vacinação e Exame, além de outros documentos necessários para o controle sanitário.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca a importância da medida: “A Agrodefesa já realizava o cadastro dos veterinários que atuam no Estado, mas a partir de agora, o cadastro eletrônico se torna essencial para a vacinação contra a Brucelose. A exigência do atestado de vacinação de forma eletrônica reflete nosso compromisso com a modernização e eficiência dos processos.”

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O cadastro no Sidago é obrigatório para profissionais envolvidos em diversas funções, incluindo a emissão de GTAs para granjas de aves e suínos, e para aqueles que trabalham na sanidade de equídeos. A inscrição deve ser feita pelo site oficial do Sidago e agora também é possível utilizar o login do Gov.br, facilitando o acesso e garantindo maior segurança dos dados.

O processo de cadastramento requer que os veterinários preencham informações e anexem documentos digitalizados, como a carteira de identidade profissional do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás (CRMV/GO), uma certidão negativa do CRMV/GO e comprovante de endereço atualizado. Além disso, documentos adicionais podem ser solicitados conforme a função exercida.

Rafael Vieira, gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, ressalta que o cadastramento terá validade indeterminada, exceto em casos específicos relacionados à Anotação de Responsabilidade Técnica ou ao vínculo com o estabelecimento. Ele enfatiza a importância dessa medida: “O cadastro é simples, mas crucial para o controle sanitário dos rebanhos goianos. Contamos com a colaboração de todos os profissionais para mantermos a eficiência das ações de defesa sanitária.”

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A Instrução Normativa também estabelece que os veterinários cadastrados devem cumprir com várias obrigações, como a segurança de suas senhas, a atualização do cadastro e a notificação de doenças de notificação compulsória. O não cumprimento dessas regras pode resultar em sanções que vão desde advertências até o cancelamento do cadastro.

A Agrodefesa reforça a importância da colaboração dos profissionais para garantir a eficácia das medidas sanitárias e a integridade dos processos de defesa agropecuária no Estado.

Instrução Normativa nº 05/2024 da Agrodefesa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.

As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.

Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões

Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.

No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).

Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana

A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.

Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.

Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da compactação do solo
  • Menor consumo de combustíveis e insumos
  • Diminuição do uso de água no plantio
  • Eliminação de viveiros de colmos
  • Maior rapidez na renovação dos canaviais
  • Aumento da produtividade agrícola
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As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.

Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)

Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).

A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.

Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.

“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.

Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia

Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.

A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.

Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil

O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.

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A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.

CTC reforça papel estratégico na inovação do agro

Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.

Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.

A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).

Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia

Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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