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Agrodefesa e Mapa fecham parceria para a 8ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária

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O presidente da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), José Ricardo Caixeta Ramos, se reuniu na última terça-feira (23/01), em Brasília (DF), com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. O objetivo do encontro foi alinhar a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na 8ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária (CNDA), que será realizada de 4 a 6 de junho deste ano, no Centro de Convenções de Goiânia. Participaram também da reunião o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio, e o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), Lamartine Moreira.

Durante o encontro, o ministro Carlos Fávaro confirmou participação na abertura da Conferência, além de apoio do Mapa no planejamento da programação técnica do evento, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária – órgão subordinado ao Ministério e responsável pela execução das ações de Estado para prevenção, controle e erradicação de doenças animais e de pragas vegetais. Entre os pontos solicitados pelo Mapa para serem abordados na CNDA estão medidas de prevenção e controle à Influenza Aviária e a nova legislação voltada para os agrotóxicos no Brasil.

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Para o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o encontro foi bastante relevante e produtivo, especialmente por fortalecer a integração entre Agrodefesa e Mapa. “Já atuamos por meio de várias ações com foco em assegurar a defesa agropecuária em Goiás. Agora, a parceria com o Ministério é voltada para a realização da Conferência Nacional de Defesa Agropecuária, que pela primeira vez será sediada em um estado da região Centro-Oeste. Com a organização do Governo de Goiás, por meio da Agrodefesa, juntamente com a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA), o Mapa e outros parceiros, o evento vai levar informações importantes ao público e proporcionar maior visibilidade ao trabalho desenvolvido no Estado. Tenho certeza que faremos uma excelente Conferência para todos”, destacou.

O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, elogiou a Agrodefesa como um dos órgãos mais atuantes entre as unidades federativas e que lidera a execução de importantes programas de defesa agropecuária no País. Ele citou como exemplo o Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), plataforma criada em Goiás e que hoje é referência no País, tendo já sido exportada para 14 estados brasileiros.

8ª CNDA

A Conferência Nacional de Defesa Agropecuária será realizada de 4 a 6 de junho, em Goiânia, com a expectativa de receber mais de 1.500 congressistas de todo o País. A Agrodefesa é apoiadora da realização e está mobilizando diversos parceiros para a realização do evento. Entre os temas que serão abordados na Conferência estão defesa animal e vegetal, insumos agrícolas, produtos de uso veterinário, inspeção animal e vegetal, rede laboratorial, educação sanitária, certificação, regulamentação, melhoramento genético, entre outros assuntos distribuídos em eixos temáticos e reuniões institucionais.

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Segundo a gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio – que é também presidente da Comissão Organizadora da 8ª CNDA -, o envolvimento de instituições como Mapa demonstra a relevância da Conferência para o segmento agropecuário brasileiro. “No período de realização do evento, Goiás será a vitrine nacional e até internacional da defesa agropecuária. Por isso, precisamos trabalhar, de forma integrada, para realizar uma Conferência que atenda aos interesses de todos, que leve informação e que proporcione resultados importantes, especialmente para o segmento agropecuário do País”, reforçou.

Fonte: Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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Piscicultura em viveiros escavados cresce no Brasil com tecnologia de manejo e fortalece produção familiar

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A piscicultura brasileira segue em expansão e encontra nos viveiros escavados um dos principais sistemas de produção para pequenos e médios produtores. A adoção de tecnologias de manejo, aliada a práticas de gestão mais eficientes, tem impulsionado a produtividade e reduzido riscos na atividade aquícola.

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes cultivados, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O desempenho reforça o papel da piscicultura familiar, especialmente em sistemas de viveiros escavados, que concentram grande parte da produção nacional.

Tocantins se destaca na produção aquícola com espécies nativas

No recorte regional, o Tocantins registrou aproximadamente 18,1 mil toneladas de peixes cultivados em 2024, também de acordo com a PeixeBR. O estado se destaca pela produção de espécies nativas e pela forte presença de pequenos produtores na cadeia aquícola.

Esse cenário foi tema do programa Prosa Rural, da Embrapa, com base no Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados, reunindo orientações técnicas sobre manejo, produção e organização da atividade no campo.

Viveiros escavados oferecem flexibilidade produtiva ao piscicultor

De acordo com a pesquisadora Ana Paula Rodrigues, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), o principal diferencial dos viveiros escavados é a flexibilidade de intensificação do sistema produtivo.

Segundo ela, o modelo pode ser ajustado conforme a realidade do produtor, variando entre sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo.

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No sistema extensivo, há menor uso de ração e maior dependência de alimento natural. Já o intensivo utiliza maior densidade de estocagem e alimentação exclusivamente com ração comercial. O semi-intensivo combina características dos dois modelos e é o mais adotado na prática.

Manejo técnico e gestão elevam eficiência da produção de peixes

O Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados reúne orientações fundamentais para a atividade, incluindo construção de viveiros, qualidade da água, sanidade, alimentação e comercialização.

O material também traz ferramentas de gestão econômica e incentiva a organização coletiva dos produtores como estratégia para fortalecimento da piscicultura familiar.

A adoção de práticas técnicas contribui para reduzir perdas produtivas, melhorar o desempenho dos sistemas e aumentar a eficiência em pequenas propriedades rurais.

Controle alimentar é decisivo para rentabilidade da piscicultura

O manejo da alimentação é considerado um dos pontos mais críticos da atividade. A pesquisadora Ana Paula Rodrigues destaca a importância do controle do estoque de peixes no viveiro para ajuste correto da ração.

Segundo ela, o produtor precisa conhecer com precisão a quantidade e o peso dos animais.

“É muito importante o produtor saber quantos peixes ele tem no viveiro”, afirma a pesquisadora.

O uso de biometrias mensais e tabelas de alimentação permite ajustar a oferta de ração conforme a fase de crescimento dos peixes, garantindo maior eficiência produtiva.

Custos elevados reforçam importância da gestão na piscicultura

De acordo com o supervisor do SENAR, Vicente Neto, a piscicultura deve ser tratada como uma atividade empresarial, com foco em gestão e planejamento.

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Ele destaca cinco desafios principais: gestão da atividade, regularização fundiária, organização dos produtores, qualidade da água e manejo alimentar.

A ração pode representar até 90% do custo operacional, o que torna o controle alimentar um fator decisivo para a rentabilidade.

Organização coletiva amplia competitividade dos produtores

A formação de associações entre produtores é apontada como estratégia essencial para fortalecer a piscicultura familiar. A compra coletiva de insumos e a comercialização conjunta aumentam o poder de negociação e reduzem custos.

Segundo Vicente Neto, a falta de regularização fundiária limita o acesso ao crédito rural, enquanto a baixa organização reduz a competitividade no mercado.

O uso de ferramentas técnicas, como o manual da Embrapa, contribui para a profissionalização da atividade e melhora a tomada de decisão no campo.

Tecnologia e planejamento impulsionam piscicultura familiar no Brasil

O programa Prosa Rural reforça que o avanço da piscicultura depende da integração entre tecnologia, gestão e planejamento.

A combinação desses fatores aumenta a eficiência dos sistemas em viveiros escavados, reduz riscos produtivos e melhora a previsibilidade da atividade.

Com a modernização do manejo e o fortalecimento da organização produtiva, a piscicultura familiar se consolida como uma alternativa estratégica de geração de renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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