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Agrodefesa capacita técnicos quanto à qualidade de alimentos para fomentar o crescimento e a formalização de agroindústrias em Goiás

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) realiza na próxima segunda-feira (29/01), a partir das 9 horas, no Umuarama Hotel, em Goiânia (GO), treinamento sobre agroindústria voltado para técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás). O objetivo principal é promover uma ação de educação sanitária junto aos profissionais, por meio de capacitações e apoio institucional. A ação faz parte de parceria entre Agrodefesa, Senar Goiás e Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) em um projeto de fomento às agroindústrias de pequeno porte em Goiás.

Segundo o gerente de Inspeção da Agrodefesa, Paulo Viana, diversos temas serão abordados durante todo o treinamento, com o intuito de apresentar uma visão crítica em relação às agroindústrias que trabalham com produtos de origem animal, além de seus subprodutos e resíduos. “Isso resultará em um trabalho com excelência em qualidade, eliminando riscos e oferecendo ao consumidor um alimento seguro”, explica.

A gerente de Educação Sanitária da Agrodefesa, Telma Gonzaga, complementa que a capacitação contribuirá com a formação profissional dos técnicos de campo em Goiás. “Vai possibilitar uma troca de experiência e aproximação entre os profissionais do Senar Goiás, que atuam em vários cantos do Estado, com as equipes multidisciplinares da Agrodefesa, que desenvolvem ações de educação sanitária e inspeção de produtos de origem animal no Estado”.

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O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos – que fará a abertura do treinamento -, ressalta que a integração entre instituições é importante para fortalecer o desenvolvimento das agroindústrias goianas. “Além de promover capacitação, levar orientações e permitir que todos atuem na mesma sintonia, essa parceria vai possibilitar o fomento à formalização de produtores rurais que têm interesse em comercialização de produtos de origem animal. É um benefício para toda a cadeia produtiva, que impacta desde produção até que o produto chegue, com qualidade e segurança, ao consumidor final”, enfatiza.

Programação
  • 9 horas – Abertura
  • 10h30 às 11 horas – O papel da Educação Sanitária no processo de registro das agroindústrias – Telma Gonzaga, gerente de Educação Sanitária da Agrodefesa
  • 11 às 12 horas – O Serviço de Inspeção Oficial do Brasil – Paulo Viana, gerente de Inspeção da Agrodefesa
  • 12 horas – Almoço
  • 13 horas – Regularização de empreendimentos da agroindústria – Paulo Viana, gerente de Inspeção da Agrodefesa
  • 16h30 às 17 horas – Considerações finais e encerramento
  • Ficha técnica
    • Treinamento de técnicos no Senar Goiás sobre agroindústrias
    • Data: 29 de janeiro de 2024 (segunda-feira)
    • Horário: 9 às 17 horas
    • Local: Umuarama Hotel – Rua 4, número 492, setor Central – Goiânia (GO)
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Fonte: Comunicação Setorial da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) – Governo de Goiás

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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