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AgroBrasil 2024: Inovações Tecnológicas e Perspectivas Econômicas no Agronegócio Brasileiro

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O agronegócio brasileiro está vivenciando uma profunda revolução tecnológica, com a adoção de soluções avançadas de gestão que estão transformando a forma como o setor opera e realiza negócios. O uso de drones para monitoramento de culturas, sensores para otimização da irrigação e softwares de alto desempenho estão modernizando a gestão da cadeia de suprimentos e o planejamento logístico. A integração dessas tecnologias permite aos produtores antecipar pragas, otimizar o uso de água e nutrientes e aumentar a produtividade das colheitas.

A gestão eficiente de royalties e a implementação de sistemas de rastreabilidade baseados em blockchain promovem maior transparência e conformidade nas operações. Essas inovações asseguram que todas as etapas da produção, desde o uso de sementes licenciadas até a distribuição final dos produtos, estejam em conformidade com as normas vigentes.

Essas ferramentas integradas consolidam dados de diversas fontes, oferecendo uma visão detalhada e precisa das operações, essencial para decisões estratégicas eficazes. O impacto dessa transformação é notável: o agronegócio brasileiro registrou um crescimento de 5,8% no mercado nacional, de acordo com dados da Pesquisa IPC Maps, que cobrem o período de abril de 2023 a abril de 2024 e englobam mais de 45 mil empresas em todo o país.

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“Anualmente, os produtores rurais enfrentam desafios relacionados ao controle de pragas e condições climáticas, resultando em prejuízos estimados em cerca de R$ 10,9 bilhões por ano. Esse valor não inclui apenas as perdas nas safras, mas também os custos adicionais com insumos, tratamentos e medidas corretivas. A tecnologia desempenha um papel crucial na inovação do agronegócio, sendo fundamental para a melhoria dos lucros e desempenho financeiro das empresas do setor. A automação das atividades de plantio, colheita, pulverização e manejo das culturas resulta em maior eficiência produtiva, aumento da produtividade e redução dos custos operacionais”, explica Alessandra Balbo Di Sicco, head comercial do Agronegócio da Senior.

Evento Destaca Tecnologia e Gestão no Agronegócio

No dia 17 de setembro, Cuiabá (MT) será o palco da 3.ª edição do AgroBrasil, evento que sublinha a crescente importância da tecnologia para promover o crescimento e a eficiência na cadeia produtiva do agronegócio.

O AgroBrasil 2024 contará com palestras de líderes e especialistas, que compartilharão insights sobre as tendências atuais e futuras do setor. Os participantes terão a oportunidade de explorar as soluções tecnológicas que estão moldando o futuro do agronegócio.

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Organizado pela Senior Sistemas, multinacional especializada em softwares para gestão empresarial, recursos humanos e logística, o evento adota o lema “É mais que colher, é potenciar resultados”. A programação inclui uma série de palestras, das 14h às 18h, abordando temas como perspectivas econômicas, reforma tributária, estratégias para otimização de margens na gestão logística, entre outros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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