AGRONEGÓCIO
Agroallianz lança no Brasil herbicida inovador com combinação única de moléculas para controle eficiente de plantas daninhas na soja
Publicado em
25 de julho de 2025por
Da Redação
Desafio do controle de plantas daninhas na soja
Os produtores de soja no Brasil enfrentam um grande desafio para controlar diferentes espécies de plantas daninhas durante o ciclo produtivo. Essas plantas competem por espaço, água, nutrientes e luz, prejudicando o desenvolvimento das lavouras e dificultando a colheita. Além disso, a alelopatia — interação química que inibe a germinação das sementes — ainda reduz o estabelecimento ideal das plantas cultivadas, resultando em perdas significativas na produtividade.
Impacto econômico da matocompetição
Segundo o engenheiro agrônomo e gerente técnico da Agroallianz, Renato Menezes, a matocompetição interfere diretamente no desenvolvimento das plantas e aumenta os custos do produtor. A Embrapa estima que o custo médio para controle de plantas daninhas na soja seja de R$ 120 por hectare, podendo subir até 222% em casos de infestações severas de buva e capim-amargoso, chegando a R$ 386 por hectare. A resistência crescente dessas espécies a herbicidas tradicionais agrava ainda mais o cenário, afetando sojicultores em todas as regiões produtoras do país.
Lançamento do herbicida Predecessor®
Para ajudar a enfrentar essa realidade, a Agroallianz lançou o herbicida Predecessor®, que traz uma formulação exclusiva no mercado brasileiro com uma combinação de três moléculas: Imazetapir, Diclosulam e Flumioxazin. Essa mistura atua interrompendo a síntese de aminoácidos e clorofila, além de aumentar a produção de formas reativas de oxigênio (ROS), o que compromete o funcionamento celular das plantas daninhas.
Predecessor® pode ser utilizado na dessecação, pré e pós-emergência das plantas daninhas, oferecendo controle eficaz de 15 espécies diferentes. O lançamento marca a entrada da Agroallianz no mercado de defensivos químicos, até então focada em adjuvantes e tecnologias para nutrição de plantas.
Aprovação e posicionamento da empresa
Thiago Pedroso, diretor geral da Agroallianz no Brasil, destacou a importância da aprovação do produto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que prioriza o registro de agrotóxicos que atendam a critérios rigorosos e controlem pragas urgentes que ameaçam a agricultura brasileira.
Resultados práticos comprovam eficácia
Estudos realizados pela Instituição de Pesquisa 3M em Ponta Grossa (PR) demonstraram que o Predecessor® apresenta excelente desempenho no controle de plantas daninhas. Em testes pré-emergentes, o herbicida alcançou mais de 88% de controle sobre espécies como Euphorbia heterophylla, Raphanus sativus e Digitaria insularis, superando as testemunhas, especialmente no combate ao capim-amargoso.
Em aplicação pós-emergência, Predecessor® também apresentou alta eficácia, com controle superior a 87% para plantas daninhas de folha larga, incluindo Bidens pilosa (Picão-preto), Ipomoea grandifolia (Corda-de-viola) e Commelina benghalensis (Trapoeraba).
Além disso, os testes mostraram que a produtividade da soja aumentou significativamente com o uso do herbicida, com um ganho de 639 kg/ha, o que representa um aumento de 25,9% em relação à área sem controle químico, comprovando o impacto negativo das plantas daninhas na cultura.
Compromisso da Agroallianz com o produtor e o meio ambiente
A Agroallianz reforça seu compromisso em entregar soluções que tragam valor sustentável para os produtores, o meio ambiente e a sociedade. Segundo Thiago Pedroso, a empresa planeja lançar nos próximos anos novos produtos, não apenas no segmento de defensivos agrícolas, mas também em adjuvantes, bioestimulantes e nutrição vegetal.
A empresa é resultado da parceria entre a multinacional alemã DVA e a cooperativa Coopercitrus, unindo inovação tecnológica e expertise local para apoiar a agricultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro
Published
1 hora agoon
25 de junho de 2026By
Da Redação
Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes
O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.
A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.
A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.
Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.
Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes
O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.
Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.
No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.
De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.
Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.
Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário
Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.
Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.
O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.
A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.
Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026
Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.
A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.
Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.
Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.
Demanda interna por milho deve seguir aquecida
Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.
O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.
O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.
Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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