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AGRO: Com R$ 9,8 bilhões de faturamento, Copacol paga recorde em sobras aos cooperados

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A força da cooperação leva a Copacol mais longe, com desempenho financeiro recorde alcançado pela união de cooperados e colaboradores na geração de oportunidades, que refletem em benefícios para toda a comunidade. O faturamento atingiu R$ 9,8 bilhões em 2023, crescimento de 6% na comparação com o exercício anterior.

AGO – O resultado foi apresentado durante AGO (Assembleia Geral Ordinária) realizada nesta sexta-feira, em Cafelândia, com expressiva participação dos cooperados, além do presidente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), José Roberto Ricken. “Os obstáculos vencidos em 2023 demonstram o quanto somos fortes quando cooperamos juntos neste caminho, transformando para melhor a vida das pessoas, proporcionando bem-estar e sustentabilidade a todos que são impactados pela Cooperativa. Precisamos estar fortalecidos para mantermos a solidez dos negócios, enaltecendo sempre nossos valores de cooperar com um mundo melhor, seja pelo desenvolvimento do campo, com a geração de emprego nas cidades e também pela preservação ambiental”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Ano desafiador – Em um ano desafiador para a avicultura, responsável por 48% do faturamento bruto da Cooperativa, o desempenho agrícola se destacou: foram 17,4 milhões de sacas de milho e 12,9 milhões de sacas de soja recebidas pela Copacol. Com 8,2 mil cooperados e 16 mil colaboradores, toda a movimentação da Cooperativa, da produção de cereais até a comercialização dos alimentos, contribui para o desenvolvimento das cidades que fazem parte desse ciclo de oportunidades, e também recebem acréscimo no volume de impostos. Em 2023, a Copacol repassou R$ 344 milhões em tributos, que refletem em investimentos em obras, educação e saúde de toda a área de abrangência.

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Recorde em resultados – A tradição de distribuição de resultados, complementações e juros capital atingiu novo recorde de R$ 165,4 milhões, contribuindo com investimentos, realização de sonhos e movimentação da economia. A distribuição foi anunciada durante AGO, com o pagamento da segunda parcela prevista para quarta-feira, dia 7. Ao todo, os cooperados receberão R$ 3,27 por saca de soja fixada na Cooperativa. Por saca de trigo será pago R$ 1,20; milho R$ 1,20; café R$ 15; 0,10 centavos por litro de leite; insumos 4% sobre o faturamento do que foi comprado pelo cooperado na Cooperativa; supermercado e rações 3%; juvenil R$ 0,0293 (unidade); R$ 0,41 por quilo de peixe. Por ave, o total é de R$ 0,60 (cabeça); ovos 0,0174 centavos a unidade; leitão R$ 4,18 (cabeça); suíno R$ 37,70 (cabeça).

Eleições – A AGO também elegeu o novo Conselho Fiscal para o exercício de 2024. Os membros efetivos são Jair Irineu Felipe, Martim José Steimbach e Paulo José da Silva; os membros suplentes são Altair Natal Pedroni Fanhani, Darci Mezzari e Jelci Lucia de Ré Motta.

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Unidades – Com sete Filiais de Vendas (Bebedouro, SP; Cafelândia, PR; Campo Grande, MS; Brasília, DF; Curitiba, PR; São Paulo, SP; e Rio de Janeiro, RJ), a Copacol a está presente com 33 Unidades de Grãos, Insumos e Sementes no Oeste e no Sudoeste do Paraná. As três mais recentes estruturas ficam em Flor da Serra, Nova Prata do Iguaçu e Nova Esperança e já estão recebendo a safra de soja.

Corbélia – A trigésima terceira Unidade da Cooperativa está em construção no Distrito Nossa Senhora da Penha, em Corbélia, e iniciará as operações em 2025. Entre os investimentos realizados no ano estão um novo Centro de Distribuição de Agroquímicos, em Cafelândia; a nova UPA (Unidade de Produção de Alevinos), em Quarto Centenário; ampliação da fábrica de premix em Nova Aurora; obras de elevação do potencial de reuso de água; e energia fotovoltaica.

Fonte: Assessoria de Imprensa Copacol

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sob articulação do ex-ministro Neri Geller, entidades do agro alertam o MAPA sobre endividamento rural

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O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).
O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A preocupação com o avanço do endividamento no campo esteve no centro de uma reunião entre representantes do setor produtivo e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, articulada pelo ex-ministro da Agricultura Neri Geller. O encontro reuniu a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA).

A agenda teve como foco a busca por alternativas para enfrentar o cenário financeiro que afeta produtores rurais em diversas regiões do país, especialmente diante dos impactos acumulados por adversidades climáticas, oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

Com ampla experiência no setor e forte interlocução em Brasília, Neri Geller atuou na aproximação entre as entidades e o Governo Federal para que a situação fosse apresentada diretamente ao Ministério da Agricultura.

Durante a reunião, os representantes das entidades destacaram a necessidade de construção de soluções que permitam a recuperação da capacidade financeira dos produtores e garantam condições para a continuidade da atividade agropecuária, considerada um dos principais motores da economia brasileira.

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Os números demonstram a dimensão do desafio. Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, apontam que o saldo de crédito rural problemático alcançou R$ 186,5 bilhões no Brasil em abril de 2026. Em Mato Grosso, o montante chegou a R$ 21,8 bilhões, representando aproximadamente 20,2% do saldo total das operações de crédito rural do estado.

Segundo as entidades, o crescimento desse passivo preocupa não apenas os produtores, mas toda a cadeia econômica ligada ao agronegócio, com reflexos sobre fornecedores, cooperativas, revendas, transportadoras, prestadores de serviços e os municípios cuja arrecadação depende diretamente da atividade agropecuária.

Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT apresentou contribuições para o debate sobre mecanismos que possam facilitar a reorganização financeira dos produtores mais afetados pela crise, defendendo critérios técnicos e segurança jurídica para eventuais medidas de renegociação.

Para o presidente da entidade, Lucas Costa Beber, é fundamental que as soluções adotadas alcancem os produtores que enfrentam dificuldades decorrentes de perdas climáticas, produtivas e econômicas registradas nos últimos anos.

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De acordo com Neri Geller, a discussão sobre o endividamento rural precisa ser tratada como uma questão estratégica para a economia nacional.

“Não há como tratar da recuperação da atividade sem falar da retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. Quanto mais essa medida for postergada, sem uma solução concreta sobre o endividamento, mais estaremos comprometendo fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária no País”, afirmou.

A expectativa das entidades é que o diálogo com o Ministério da Agricultura contribua para acelerar a construção de alternativas capazes de preservar a atividade produtiva, garantir a continuidade dos investimentos no campo e reduzir os impactos econômicos do atual cenário de endividamento.

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