AGRONEGÓCIO

Agritech brasileira é convidada para intercâmbio no Reino Unido, expandindo o desenvolvimento de tecnologias de pulverização de precisão

Publicado em

Três agritechs brasileiras foram selecionadas para participar de um intercâmbio de conhecimento na Agri-EPI, um dos principais hubs de tecnologia em agricultura do Reino Unido. A imersão ocorreu do dia 6 a 18 de novembro, com uma agenda extensa de visitas e compromissos.

As empresas Perfect Flight, Nooa e GeoApis representaram o Brasil com soluções para alguns dos principais desafios dos setores agrícola e agrotecnológico do Reino Unido. Cada uma delas foi responsável por tratar de um dos tópicos a seguir: produtos biológicos e resiliência em condições de seca; saúde do solo e monitoramento de carbono; e pulverização de precisão.

Financiada pelo departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia do Reino Unido, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agro e Pecuária (Embrapa) está trabalhando para acelerar as inovações tecnológicas e as oportunidades de negócios entre as nações. Além das atividades de intercâmbio de conhecimento, a iniciativa visa a criação de um futuro ecossistema de instalações, infraestrutura e suporte comercial.

“Este projeto visa dar às empresas preparadas para o mercado a oportunidade de compreender o que é oferecido nestes diferentes mercados em termos de uma aterragem suave, redes que podem facilitar-lhes oportunidades e uma compreensão sobre os desafios enfrentados na agricultura”, disse Rose Judeh-Elwell, Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Agri-EPI, em uma nota.

Dentre as possibilidades que o evento oferece para os participantes, estão: redes parceiras,

Leia Também:  Seduc inicia seleção de estudantes para a 2ª edição de intercâmbio na Inglaterra

oportunidades de P&D; principais áreas de desafio do mercado; ecossistemas locais de negócios e pesquisa; sistemas agrícolas; potencial do mercado de exportação e desafios a superar e instalações que poderiam ser usadas para avaliar/validar seus produtos/serviços.

Agtech participante é destaque na pulverização de precisão

A Perfect Flight foi uma das agritechs brasileiras selecionadas para participar do intercâmbio e, durante duas semanas consecutivas, sua equipe pôde visitar fazendas, centros de inovação e centros de engenharia agrícola para entender de perto os processos realizados no Reino Unido.

Segundo Leonardo Luvezuti, engenheiro agrônomo e head de negócios da Perfect Flight, a empresa apresentou suas soluções de agricultura de precisão nas instituições agrícolas de ensino e de Pesquisa & Desenvolvimento do Reino Unido, assim como nas principais regiões produtoras de grãos da Inglaterra.

Sobre o evento, o Luvezuti revelou como a tecnologia da empresa foi bem recebida. “Pudemos observar, na prática, o quanto as soluções da Perfect Flight se enquadram no contexto do Reino Unido”, afirma Leonardo. “Nosso software consegue alcançar o nível de tecnologia exigido nas aplicações, aliado à necessidade de manter a biodiversidade, e cumprir a legislação ambiental europeia de maneira satisfatória”, explicou.

Presente nos Estados Unidos e na América Latina, a startup atua no monitoramento de pulverizações aéreas, através de sua plataforma digital, e como um hub de soluções e de inteligência para a pulverização de precisão. “Com o nosso banco de dados, nossos clientes e nosso know-how, podemos prover ao agricultor as melhores soluções de pulverização para cada tipo de desafio como relevo, cultura e praga”, explica Leonardo.

Leia Também:  Colheita de Milho da Safra 2024/25 no Brasil Alcança 16,1% da Área Estimada

As soluções da Perfect Flight permitem que os usuários tomem decisões de gerenciamento mais confiantes, com base em insights de dados objetivos e gerenciem toda a operação em um só lugar. “Além de ajudar produtores a aumentarem seus lucros através da produtividade, o nosso sistema se torna uma poderosa ferramenta de ESG”, destaca.

Isso se dá porque a tecnologia no campo por meio da pulverização de precisão garante uma produção mais saudável e sustentável, com segurança para o trabalhador e para o entorno das plantações, evitando a contaminação de áreas residenciais e meio ambiente.

“Nossa tecnologia é a combinação da rastreabilidade de cada aplicação, realizada com os melhores parâmetros de sustentabilidade e com a qualidade adequada”, ressalta Leonardo. “Para nós, cada gota importa, seja no Brasil ou em qualquer lavoura no mundo!”.

Por fim, Leonardo, o head de negócios da agtech conclui: “Foi com a utilização de soluções tecnológicas que o Brasil se tornou referência de inovação no agronegócio e, por isso, foi um prazer poder representar o nosso país neste evento tão importante e apresentar nossa tecnologia para o restante do mundo”.

Fonte: Comunicação Conectada

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

Published

on

A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

Leia Também:  Pecuária brasileira tem prejuízos próximos a R$ 70 bilhões devido aos parasitas internos e externos

Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

Leia Também:  Compra, Venda e Aluguel de Imóveis no Brasil

O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA