AGRONEGÓCIO

Agricultura digital: IA e a evolução do agronegócio

Publicado em

O avanço exponencial da Inteligência Artificial (IA) vem tornando a ferramenta essencial em diferentes setores. No agronegócio, o uso da tecnologia vem auxiliando na otimização de processos, aumento de eficiência e redução de custos. Em 2023, o investimento em IA foi de 1,7 bilhão de dólares. A previsão é de que o número cresça aproximadamente 4,7 bilhões de dólares até 2028, segundo estudo da Statista.

O tema foi um dos assuntos abordados no painel “Construindo o Amanhã: Inovações Tecnológicas que Moldarão o Mercado”, promovido pela consultoria de tecnologia keeggo, em evento de 30 anos da empresa. “Vemos uma parcela dos agricultores começando a investir em conectividade para usar sistemas de gestão que, consequentemente, podem tomar melhores decisões. Exemplo disso é entender onde tem uma praga e aplicar um químico, em vez de jogar na fazenda inteira, reduzindo custos e o impacto para o meio ambiente”, explicou Alexandre Stephan, um dos painelistas e Partner da SP Ventures, empresa de fundo de investimento inicial para AgTech e Food Tech na América Latina.

Um estudo realizado pela pesquisadora Maira de Souza Regis, da Universidade de Brasília (UnB), apontou que a região que mais adota a agricultura digital é o Centro-Oeste, com softwares ou aplicativos utilizados por 80% dos produtores. Dentre os recursos aproveitados, 64,8% revelaram que usam programas de planejamento anuais; 62,9% programas de cálculo para controle de fluxo de caixa e indicadores para gerenciamento de máquinas; 51,8% telemetria para transmissão remota de dados; 27,7% drones para mapear vegetação ou gestão de culturas; e 14,8% sensores de vegetação.

Leia Também:  Complexo Regulador qualifica profissionais para otimizar registros e atendimentos na rede municipal de saúde

Para Rogério Athayde, CTO da keeggo: “A inteligência artificial – além de tornar operações mais eficientes – entrega soluções assertivas que podem ser interpretadas de forma rápida pelo produtor, desempenhando um papel fundamental na segurança alimentar global”.

No geral, a IA está transformando o agronegócio, tornando-o mais eficiente, sustentável e resiliente, e desempenhando um papel fundamental na segurança alimentar global.

Aplicações da IA no agronegócio

Unir duas potências para pavimentar um setor eficiente e mais produtivo é um caminho benéfico para todos aqueles que querem investir na agricultura digital, desde pequenos a grandes empreendedores. “A IA é uma semente a ser cultivada para trazer frutos valiosos aos negócios e à sociedade”, disse Rachel Maia, conselheira do Pacto Global da ONU, fundadora e CEO da RMConsulting, empresa com foco em Sustentabilidade, Governança Corporativa e Liderança.

Diante desta nova realidade, novos insights e papéis surgem, criando um cenário ainda mais dinâmico para os agricultores. Segundo Athayde, aplicações relacionadas à IA no setor envolvem:

Leia Também:  Município entrega mais um lote de maquinários e insumos para agricultura familiar

Agricultura de precisão: A IA pode ser usada para analisar dados de sensores, imagens de satélite e drones para monitorar o crescimento de colheitas, identificar áreas com problemas e otimizar o uso de recursos.

Previsão de safras: Algoritmos da tecnologia podem analisar dados como clima, solo e cultivo para prever a produção agrícola, ajudando produtores a planejarem e melhorarem as safras.

Detecção de pragas e doenças: A tecnologia pode analisar imagens de plantas e identificar sinais de infestação, permitindo uma resposta rápida e eficaz para diminuir os danos.

Mercado e precificação: Sistemas podem analisar dados de mercado para ajudar agricultores a tomarem decisões sobre valores a cobrar pelos produtos cultivados.

“As novas tecnologias no agronegócio estão proporcionando ganhos significativos em eficiência, sustentabilidade e produtividade. Com o uso inteligente e estratégico, podemos enfrentar os desafios globais de segurança alimentar e sustentabilidade, garantindo um futuro próspero para o setor”, finaliza Athayde.

Fonte: Press FC Assessoria e Consultoria

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

Published

on

O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

Leia Também:  Congresso das Mulheres destaca protagonismo feminino no agronegócio

De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

Leia Também:  PIB do agronegócio de Minas Gerais ultrapassou R$ 228 bilhões em 2023

A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA