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Agricultores de Goiás adotam kits de irrigação e devem colher mais de 25 toneladas de frutas por hectare

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O Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã, no Nordeste de Goiás, ganhou novo impulso por meio da atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Agricultores familiares da região estão sendo beneficiados pela empresa com sistemas de irrigação localizada por gotejamento e microaspersão para produção de frutas como manga e maracujá. A iniciativa está ajudando a transformar a realidade econômica de uma das regiões menos desenvolvidas do estado. O investimento é da ordem de R$ 11 milhões.

“Os agricultores são os protagonistas desse processo de desenvolvimento regional e expansão da agricultura irrigada. A Codevasf e as instituições parceiras têm atuado para prover o suporte necessário para que os produtores do Vão do Paranã desenvolvam suas atividades de modo sustentável e sejam agentes de desenvolvimento no estado de Goiás. A estrutura de irrigação oferecida aos agricultores permite que produzam mais e melhor, com uso racional e eficiente da água. O resultado é a geração de emprego e renda e a ampliação da produção de alimentos para o país”, afirma Marcelo Moreira, diretor-presidente da Codevasf.

As ações foram iniciadas com um projeto-piloto que beneficiou 10 famílias de agricultores familiares em Flores de Goiás. Os recursos foram empregados em sistemas de irrigação localizada por microaspersão para a cultura da manga e em sistema de gotejamento e espaldeira (para cultivo de espécies trepadeiras) para a cultura do maracujá. Cada beneficiário é atendido com R$ 40 mil, referentes ao sistema de irrigação, e mais R$ 25 mil, do sistema de espaldeira, totalizando R$ 65 mil. A expectativa é que sejam atendidos cerca de 300 produtores até o próximo ano. Além de Flores de Goiás, as ações também atenderão os municípios de Formosa e São João d’Aliança.

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“Graças à nossa experiência de 50 anos com a implantação de projetos irrigados exitosos no vale do São Francisco, cremos que podemos ajudar a fomentar gradualmente a fruticultura irrigada em outras regiões onde atuamos e que também têm grande vocação agrícola. Estamos confiantes que vamos vencer os desafios e viabilizar a fruticultura irrigada em Goiás, transformando uma das regiões mais carentes do estado em um grande produtor de frutas”, ressalta o diretor da Área de Gestão de Empreendimentos de Irrigação da Codevasf, Luís Napoleão Casado.

Além dos investimentos em sistemas de irrigação localizada e espaldeiras, a Codevasf descentralizou recursos na ordem de R$ 2 milhões para a Embrapa Cerrados realizar o monitoramento socioeconômico e ambiental da ação; desenvolver estratégias para o manejo da irrigação; promover ações de comunicação, capacitação e transferência de tecnologia e criar um aplicativo para auxiliar os agricultores no manejo da irrigação.

Colhendo os primeiros frutos

Parte dos produtores já está fazendo a primeira colheita de maracujá. O plantio ocorreu em outubro do ano passado. A expectativa de produtividade está entre 25 e 30 toneladas por hectare, o que pode gerar faturamento de R$ 150 mil a R$ 200 mil por hectare.

Vanderley Gomes Jorge é um dos produtores beneficiados com os investimentos da Companhia em Flores de Goiás. Antes de participar do projeto-piloto, ele e a esposa plantavam hortaliças e vendiam a produção por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do governo federal. Como outros agricultores, ele resolveu apostar na produção de frutas. “Eu e minha esposa plantamos 1.333 pés de maracujá e 425 pés de manga. Agora, estamos ansiosos com a primeira colheita de maracujá”, explica. O agricultor planeja para o futuro aumentar o plantio de maracujá, pois, segundo ele, “a renda é rápida e bem melhor do que hortaliça”.

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A agricultora Luciana Sousa dos Santos também participa do projeto-piloto com o plantio de manga e maracujá. “O maracujá tem uma produção mais rápida. A manga é mais demorada. São uns três anos para começar a produzir. O maracujá vem na frente para cobrir as despesas com insumos e mão de obra”, explica. Ela também está animada com a colheita. “Já estou começando a colher os frutos. Já fizemos até cursos para aproveitar o excedente dos frutos que não vão para o mercado para produzir geléia, doces em pasta e doce em corte”, comemora.

Para a execução do projeto, a Codevasf possui parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa/GO), a Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e com as prefeituras dos municípios de Flores de Goiás, Formosa e São João d’Aliança.

Fonte: Assessoria de Comunicação e Promoção Institucional da Codevasf

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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