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Agrária e empresa alemã vão investir R$ 500 milhões em nova maltaria no Paraná

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior e representantes da cooperativa Agrária confirmaram, nesta sexta-feira (24/11), na Alemanha, em visita à Ireks, gigante global especializada em ingredientes para panificação, confeitaria e alimentos, uma parceria para a construção de uma nova fábrica para a produção de malte para a indústria cervejeira no Paraná. O investimento será de R$ 500 milhões e a planta será instalada em Guarapuava, no Centro-Sul do Estado.

Ireks – O empreendimento será tocado pela Ireks do Brasil, joint venture formada pela cooperativa e pela empresa alemã, e foi incluído no programa de incentivos fiscais do Governo do Estado. A nova indústria começará a ser construída no primeiro trimestre de 2024, com previsão de iniciar a operação em 2026. A empresa vai ser a primeira no Brasil a produzir maltes especiais, produto que hoje é importado, para abastecer o mercado nacional. A previsão é gerar cerca de 400 empregos diretos e indiretos.

Maior produtor – Com esse novo empreendimento, o Paraná vai se consolidar ainda mais como maior produtor de cevada do País. Em 2022 foram produzidas 355 mil toneladas no Estado, um crescimento de 11% em relação a 2021 (302 mil toneladas). O setor tem Valor Bruto de Produção Agropecuária de R$ 580 milhões no Paraná. O Brasil produziu cerca de 521 mil toneladas no ano passado, de acordo com dados do IBGE.

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Maltaria – A Agrária e outras cinco cooperativas paranaenses também estão à frente Maltaria Campos Gerais, fábrica em Ponta Grossa que tem investimento previsto de R$ 3 bilhões e também conta com apoio do Governo do Estado. A planta industrial está em fase final de construção e ainda neste ano serão iniciados os testes de produção. No primeiro trimestre de 2024 a indústria já deve estar operando. Serão processados 240 mil toneladas de malte por ano.

Investimento – “Junto com a Agrária, que é uma cooperativa paranaense que fatura R$ 8 bilhões por ano, anunciamos essa planta de maltes especiais que será feita em Guarapuava e que receberá um investimento de R$ 500 milhões, gerando mais empregos e renda para os paranaenses”, afirmou Ratinho Junior.

Maltes especiais – “Essa será a primeira maltaria do Brasil com maltes especiais, uma indústria altamente tecnológica, e que ajudará a consolidar o Paraná como o maior produtor de cevada e de malte do Brasil. Praticamente 70% de todo o malte produzido no País hoje é do nosso estado, o que faz com que as maiores cervejarias brasileiras estejam instaladas no Paraná pela disponibilidade de boa matéria-prima”, complementou.

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Ireks – Fundada em 1856, a empresa tem uma longa história na produção de produtos para a indústria de panificação, incluindo fermentos, melhoradores de massa, misturas de pão e outros ingredientes essenciais para a produção de produtos assados.

Agenda na Alemanha – Ainda na Alemanha, o governador visitou nesta semana a Petkus, uma gigante mundial de processamento de sementes que pode instalar a sua primeira fábrica brasileira no Paraná. Atualmente, a Petkus possui escritórios de representação em 16 países, incluindo o Brasil, onde está presente há 10 anos, mas sem uma unidade industrial instalada.

Visita – A comitiva ainda visitou a fábrica da Krone na cidade de Spelle. A empresa centenária é líder na fabricação de equipamentos e tecnologia para o setor agrícola e de transporte e inaugurou, no final de setembro, um Centro de Treinamento em Castro, nos Campos Gerais, em parceria com a Bouwman.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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