AGRONEGÓCIO

AGCO Agriculture Foundation e The Nature Conservancy Brasil Firmam Parceria para Promover Agricultura Regenerativa no Cerrado

Publicado em

A AGCO Agriculture Foundation (Fundação), organização privada voltada ao combate à fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, anunciou uma parceria com o Instituto de Conservação Ambiental The Nature Conservancy (TNC) Brasil. Com um investimento de 300 mil dólares ao longo dos próximos 24 meses, a Fundação apoiará iniciativas da TNC Brasil focadas na adoção de práticas de agricultura regenerativa por parte dos agricultores do Cerrado.

A TNC Brasil foi uma das organizações selecionadas no Edital de Chamadas para Propostas de Subsídios (CAG) de 2023, com um projeto que busca aumentar a produtividade agrícola, restaurar ambientes naturais e conservar sistemas essenciais para a produção de água limpa e a captura de carbono.

Roger Batkin, Presidente do Conselho da AGCO Agriculture Foundation, afirmou que a parceria visa fortalecer a implementação de práticas agrícolas sustentáveis. “A Fundação segue seu compromisso de apoiar programas que contribuem para a alimentação sustentável do mundo. Vemos nesta parceria uma grande oportunidade de capacitar agricultores e suas comunidades, promovendo melhorias na qualidade do solo e ajudando a reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, declarou.

Leia Também:  Expectativa de vida no Brasil em 2023 era de 76,4 anos, diz IBGE
Ações do Projeto e Objetivos de Conservação

Com o apoio da AGCO, a TNC Brasil desenvolverá ações em duas frentes principais:

  • Treinamentos em Agricultura Sustentável: Os agricultores da região de Nova Xavantina, em Mato Grosso, participarão de treinamentos práticos em um local de demonstração gerido pela Universidade Federal de Mato Grosso.
  • Assistência Técnica: Será implementado um programa de capacitação técnica, em parceria com entidades locais, para treinar agrônomos e outros profissionais do setor.

O projeto beneficiará mais de 30 fazendas, totalizando 15.000 hectares de pastagens degradadas, além de capacitar pelo menos 50 técnicos agrícolas e 15 estudantes de pós-graduação nos próximos dois anos.

Julia Mangueira, Diretora do Cerrado da TNC Brasil, destacou a importância da restauração das pastagens degradadas como uma oportunidade estratégica para a conservação. “Este é um passo crucial para melhorar os meios de subsistência, restaurar solos, melhorar os sistemas hídricos agrícolas e promover a saúde do solo no Cerrado”, afirmou.

A TNC Brasil projeta expandir o programa de assistência técnica para atingir até 5.000 agricultores no Brasil nos próximos cinco anos.

Leia Também:  Consórcio Tegram firma acordo e integra aliança pela descarbonização dos portos brasileiros

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Colheita avança e clima favorece safra de café 2026 no Brasil, aponta Rabobank

Published

on

A safra brasileira de café 2026 segue apresentando evolução positiva no campo. De acordo com o mais recente relatório do Rabobank, a colheita avançou em todas as principais regiões produtoras do país durante o mês de maio, beneficiada por condições climáticas favoráveis tanto para o café arábica quanto para o conilon (robusta).

Segundo a análise, o rendimento das lavouras permanece dentro da normalidade para o período, sem registros de problemas significativos que possam comprometer a produção. A previsão de tempo seco e estável para as próximas semanas deve continuar favorecendo o ritmo dos trabalhos de colheita.

Clima contribui para avanço da colheita

Nas principais regiões produtoras, os volumes de chuva registrados em maio ficaram abaixo das médias históricas, condição que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras e reduziu interrupções durante a colheita.

Em Guaxupé (MG), um dos principais polos produtores de café arábica do país, o acumulado de chuvas foi de 21 milímetros durante o mês, abaixo da média histórica de 47 milímetros. Em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, foram registrados 17,7 milímetros, também abaixo da média dos últimos anos.

Nas regiões produtoras de conilon, o comportamento foi semelhante. Alta Floresta D’Oeste (RO) acumulou 15 milímetros de chuva em maio, enquanto Linhares (ES) registrou 30,9 milímetros, volumes inferiores aos padrões históricos.

De acordo com os analistas, as precipitações pontuais observadas ao longo do mês não foram suficientes para comprometer o andamento das atividades no campo.

Leia Também:  Café brasileiro dispara e ultrapassa R$ 500 por saca, mas mercado segue volátil
Granizo provoca danos localizados no Sul de Minas

O levantamento aponta que algumas áreas do Sul de Minas Gerais registraram episódios isolados de granizo, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Campo do Meio.

Apesar dos danos observados em determinadas propriedades, o Rabobank destaca que os impactos foram localizados e não representam ameaça relevante à produção regional. O fenômeno é considerado comum para esta época do ano no cinturão cafeeiro brasileiro e, historicamente, costuma gerar perdas limitadas.

Exportações mostram recuperação em abril

No comércio exterior, o Brasil embarcou aproximadamente 3,12 milhões de sacas de café de 60 quilos em abril de 2026.

O volume representa crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025 e alta de 1,6% na comparação com março deste ano.

Apesar da recuperação mensal, o desempenho acumulado ainda segue abaixo do registrado no ano anterior. Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram cerca de 11,6 milhões de sacas, resultado 16% inferior ao observado no mesmo período de 2025.

A expectativa do mercado é de que os embarques ganhem força nos próximos meses com o avanço da nova safra. O início da colheita tende a aumentar a disponibilidade de café para comercialização e estimular a liberação gradual dos estoques retidos pelos produtores.

Especialistas alertam que a manutenção prolongada do produto armazenado pode resultar em desvalorização, já que o mercado passa a classificar o café como safra antiga.

Leia Também:  Consórcio Tegram firma acordo e integra aliança pela descarbonização dos portos brasileiros
Mercado apresenta comportamento distinto entre arábica e conilon

O mercado cafeeiro vive um momento de divergência entre as duas principais variedades produzidas no Brasil.

Após registrarem valorização em abril, os preços passaram a seguir trajetórias diferentes em maio. O café arábica acumulou queda de 10,9%, refletindo a expectativa de aumento da oferta da safra 2026/27 e uma postura mais cautelosa dos compradores.

Já o café conilon apresentou maior estabilidade, com recuo de apenas 0,4% no período. O desempenho reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda para essa variedade.

Analistas observam que o conilon continua encontrando suporte na demanda da indústria e em uma oferta global mais ajustada, enquanto o arábica enfrenta maior pressão diante da perspectiva de uma safra brasileira mais robusta.

Perspectivas para o setor

Com a colheita avançando em ritmo satisfatório e sem problemas climáticos relevantes até o momento, o cenário segue favorável para os produtores brasileiros.

O mercado, entretanto, continuará atento ao comportamento das exportações, ao desenvolvimento final da safra e à evolução dos preços internacionais, especialmente do arábica, que permanece mais sensível às expectativas de oferta global.

Para os próximos meses, a combinação entre avanço da colheita, aumento da disponibilidade física e movimentação dos estoques deverá ser determinante para a formação dos preços e para o desempenho do setor cafeeiro brasileiro em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA