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Adubação Sustentável em Pastagens: Solução para Reduzir Emissão de Gases de Efeito Estufa

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Entre os principais gases de efeito estufa (GEE) estão o dióxido de carbono (CO₂), o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O). Segundo o relatório anual divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), no final de outubro, os níveis desses gases atingiram recordes de concentração atmosférica em 2023, aumentando o alerta sobre o aquecimento global. A agropecuária, setor que contribui com parte das emissões, agora apresenta avanços para uma atuação mais sustentável, como mostra uma pesquisa realizada pela Mosaic em parceria com a consultoria Delta CO₂, em Piracicaba (SP). O estudo utilizou metodologia oficial do Painel Intergovernamental para a Mudança do Clima (IPCC) e apresentou resultados promissores.

Na pecuária, um dos principais focos de emissão de CO₂ são as pastagens degradadas, áreas que perderam cobertura vegetal e matéria orgânica. Com a recuperação dessas áreas, é possível reverter o processo, promovendo o sequestro de carbono no solo. Além disso, o uso de fertilizantes de alta tecnologia para adubação melhora a saúde do solo, aumenta a produção de forragem e torna a produção bovina mais viável sem comprometer práticas sustentáveis. A aplicação de fertilizantes nitrogenados é uma prática comum e necessária, visto que o nitrogênio (N) é essencial para a produtividade e qualidade das pastagens.

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Para avaliar as emissões de CO₂, N₂O e CH₄, bem como as perdas de amônia (NH₄) por volatilização, a Mosaic realizou um estudo com o fertilizante MPasto Nitro, que possui alta concentração de nitrogênio estabilizado com inibidor de urease. O estudo revelou que, ao longo do ciclo das pastagens, houve uma redução de 30% nas emissões de gases de efeito estufa. Diversos estudos da Mosaic também indicam que essa prática resulta em maior produtividade e contribui para um maior sequestro de carbono atmosférico.

“Esses resultados são bastante expressivos para a evolução da agropecuária rumo a práticas mais sustentáveis. O óxido nitroso, por exemplo, é um dos principais responsáveis pela degradação da camada de ozônio, sendo emitido por várias fontes, incluindo fertilizantes. Por isso, temos investido em tecnologia para reduzir essas emissões”, explica Sabrina Coneglian, gerente de Pecuária da Mosaic. No caso específico do óxido nitroso, a pesquisa indicou uma redução de 35% na emissão nas áreas onde o MPasto Nitro foi utilizado, comparado a fertilizantes convencionais. Em relação à volatilização de amônia, o estudo mostrou que o MPasto Nitro reduz as perdas em 30% em comparação com a ureia convencional e outros fertilizantes com inibidores de urease.

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A época mais indicada para aplicação de fertilizante nitrogenado em pastagens no Brasil é o período das chuvas, de outubro a março. O ajuste de dosagem é fundamental para evitar excessos ou deficiências, levando em conta as necessidades de cada tipo de planta e as condições do solo. Normalmente, o nitrogênio é aplicado em várias fases do ciclo da planta, desde a semeadura até as coberturas adicionais para minimizar perdas. Antes da aplicação de fertilizantes, a análise do solo é essencial para diagnosticar a área, identificar nutrientes presentes e determinar suas quantidades ideais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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