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Aditivo Nutricional Aumenta o Ganho de Carcaça Bovina em Até 3 kg, Apontam Estudos

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A formulação de dietas balanceadas é um dos maiores desafios da pecuária moderna, exigindo estratégias que alinhem eficiência nutricional e viabilidade econômica, especialmente em um cenário instável de preços de insumos. O equilíbrio entre fibra, energia, proteína e lipídios na alimentação dos animais é crucial para o desempenho do rebanho, particularmente em sistemas de confinamento. Estudos recentes realizados com bovinos confinados no Brasil indicam que a inclusão de lipídios em maiores proporções nas dietas pode resultar em ganhos significativos de desempenho zootécnico, abrindo novas possibilidades para a pecuária de corte.

João Ronchesel, especialista da Kemin, enfatiza que a formulação adequada da dieta é essencial para assegurar a saúde e o desempenho dos animais. “A nutrição animal é uma ciência complexa, e cada detalhe da formulação pode impactar diretamente na conversão alimentar e na rentabilidade do produtor. Nosso compromisso é desenvolver soluções baseadas em evidências científicas para otimizar o desempenho dos rebanhos diante dos desafios cotidianos”, destaca Ronchesel.

Com o intuito de compartilhar dados científicos e práticos sobre o efeito dos lipídios em dietas de bovinos confinados, a Kemin organizou um evento técnico, reunindo nutricionistas de gado de corte do Brasil e dos Estados Unidos. O foco do encontro foi a inovação nutricional e seus impactos produtivos.

Rafael Cervieri, zootecnista e doutor em Nutrição e Produção Animal pela UNESP-Botucatu, participou do evento e compartilhou sua experiência com o uso do LYSOFORTE®, produto da Kemin. Cervieri mencionou que, nos últimos anos, cerca de 650 mil animais confinados foram suplementados com o produto, com ganhos consistentes de desempenho. “A robustez da pesquisa por trás da tecnologia do LYSOFORTE® é o principal motivo para sua utilização. A molécula evoluiu ao longo do tempo, e os resultados no campo têm sido extremamente positivos”, afirmou Cervieri.

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Rodrigo Pacheco, pesquisador e fundador da BEEF’IX Innovations & Solutions, apresentou os resultados de um estudo realizado em 2020 no Campanelli Innovation Center. O estudo demonstrou que a utilização do LYSOFORTE® resultou em um aumento médio de 2,5 kg na carcaça dos animais, além de ganhos no peso vivo e maior eficiência alimentar. A pesquisa, que envolveu 1.760 animais em um confinamento de larga escala (Large Pen Trial), seguiu rigorosos critérios científicos e teve seus resultados publicados no periódico internacional Frontiers of Veterinary Science. “Este estudo foi um marco, pois testamos o LYSOFORTE® em um número expressivo de animais, simulando condições reais de campo. Os resultados indicam que a tecnologia pode aumentar o peso da carcaça ou reduzir o tempo de confinamento em até três dias”, explicou Pacheco.

O estudo também observou a influência da tecnologia no consumo alimentar dos animais durante períodos de estresse térmico. Nos dias mais quentes do confinamento, bovinos das raças Angus e Nelore suplementados com LYSOFORTE® mantiveram uma ingestão alimentar superior em comparação aos grupos controle. “Embora o efeito positivo no consumo ainda precise ser mais explorado, ele sugere que a tecnologia pode ajudar a mitigar os impactos do calor sobre o desempenho animal. Este fator pode ser estratégico em mercados que valorizam o marmoreio da carne, como os Estados Unidos e o Canadá”, acrescentou Pacheco.

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Garrett Persons, nutricionista norte-americano, comentou sobre sua experiência no evento: “Já havia ouvido falar sobre o LYSOFORTE® antes, mas após analisar os dados apresentados aqui, fiquei ainda mais entusiasmado em iniciar novos testes nos Estados Unidos. Este produto tem grande potencial para o futuro.”

Landon Canterbury, Gerente Técnico de Bovinos de Corte da Kemin-USA, também elogiou a experiência do evento: “Foi muito enriquecedor ver os dados do Brasil e compartilhar insights com especialistas dos dois países. O evento foi excelente e proporcionou um ótimo aprendizado.”

Para os especialistas da Kemin, João Ronchesel e Matheus Cappellaro, o evento reforça o compromisso da empresa com a ciência aplicada à pecuária. “Nosso objetivo é oferecer informações técnicas fundamentadas em dados concretos e pesquisas de alta qualidade. Mais do que vender um produto, buscamos fornecer soluções cientificamente embasadas que impactem positivamente a produtividade e a rentabilidade dos pecuaristas”, afirmou Ronchesel. Cappellaro complementou: “Os dados apresentados aqui não apenas confirmam a eficácia do LYSOFORTE®, mas também demonstram a confiabilidade de nossa abordagem para o desenvolvimento de soluções inovadoras na nutrição animal.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Superávit no comércio exterior cresce, mas pressão sobre margens exige novas estratégias das empresas brasileiras

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O Brasil mantém, nos últimos anos, uma sequência de superávits expressivos na balança comercial, impulsionados principalmente pelo desempenho do agronegócio e de commodities. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmam resultados positivos recorrentes no comércio exterior.

No entanto, esse cenário de crescimento agregado convive com um desafio crescente para as empresas: a redução das margens de lucro, pressionadas por custos logísticos elevados, instabilidade cambial e mudanças nas regras do comércio global.

Superávit da balança comercial não reflete ganho real das empresas

Apesar do saldo positivo nas exportações, especialistas apontam que o resultado macroeconômico não reflete necessariamente maior rentabilidade para as companhias exportadoras.

Segundo Murillo Oliveira, especialista em investimentos e estruturação financeira internacional e Head of Treasury da Saygo, muitas empresas estão vendendo mais, mas com margens menores.

“O superávit não significa que as empresas estão ganhando mais. Muitas estão vendendo mais, mas com margens comprimidas por custos que não aparecem na leitura macro dos dados”, afirma.

Custos logísticos e barreiras globais pressionam competitividade

O ambiente internacional tem sido marcado por fatores que elevam o custo das operações. Entre eles estão juros elevados em economias centrais, oscilações frequentes do câmbio e o avanço de políticas protecionistas.

Medidas como a imposição de tarifas adicionais por grandes economias também impactam diretamente a competitividade dos exportadores brasileiros, reduzindo previsibilidade e ampliando riscos.

Além disso, gargalos logísticos e tributários continuam pesando sobre o setor. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que custos logísticos e fiscais podem representar cerca de 30% das operações de comércio exterior no Brasil.

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Gestão financeira se torna fator decisivo para manter margens

De acordo com o especialista, a sustentabilidade das margens depende cada vez mais da estruturação financeira e da eficiência operacional das empresas.

“Hoje, margem não se protege só com preço ou volume. Ela depende de gestão financeira, estratégia cambial e eficiência operacional integrada”, destaca Oliveira.

Esse cenário tem levado empresas a revisar processos, buscar novos mercados e investir em inteligência financeira para reduzir riscos e melhorar previsibilidade.

Diversificação de mercados e integração de operações ganham força

Entre as principais respostas das companhias está a diversificação geográfica das exportações, reduzindo a dependência de poucos destinos comerciais.

A entrada em mercados da Europa e da Ásia tem sido uma alternativa para diluir impactos de tarifas e instabilidades geopolíticas. No entanto, essa estratégia exige maior maturidade operacional e planejamento financeiro mais sofisticado.

Também cresce a demanda por soluções que integrem câmbio, logística e tributação em uma única visão estratégica, permitindo maior controle das operações internacionais.

Falta de visibilidade aumenta riscos nas operações internacionais

A ausência de integração entre dados financeiros e operacionais é apontada como um dos principais riscos para empresas exportadoras.

“A empresa que opera no exterior sem visibilidade de ponta a ponta está exposta. Pequenas variações de custo ou câmbio já são suficientes para transformar lucro em prejuízo”, afirma Oliveira.

Cinco estratégias para proteger margens no comércio exterior

Especialistas destacam um conjunto de decisões estruturais adotadas por empresas que conseguem preservar rentabilidade mesmo em cenários de pressão:

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1. Gestão cambial estruturada

A volatilidade do dólar segue como um dos principais riscos do comércio exterior. O uso de instrumentos como hedge, contratos a termo e contas em moeda estrangeira ajuda a reduzir exposição e aumentar previsibilidade.

“O câmbio não pode ser tratado como uma variável passiva”, afirma o especialista.

2. Diversificação de mercados e moedas

A concentração em poucos destinos aumenta riscos comerciais. A ampliação para diferentes regiões reduz impactos de barreiras comerciais e instabilidades geopolíticas.

3. Revisão de custos logísticos e tributários

Frete internacional, armazenagem e carga tributária continuam entre os principais fatores de pressão. Regimes especiais e estratégias fiscais podem reduzir custos operacionais.

4. Integração de dados financeiros e operacionais

A centralização de informações permite melhor leitura de riscos e decisões mais rápidas, especialmente em operações globais complexas.

5. Uso de assessoria especializada

O suporte técnico contribui para negociações mais eficientes, acesso a incentivos fiscais e estruturação adequada das operações internacionais.

Reorganização global abre oportunidades, mas exige eficiência

Apesar dos desafios, o processo de reorganização das cadeias globais de comércio cria novas oportunidades para países exportadores como o Brasil.

No entanto, especialistas reforçam que o aproveitamento desse cenário depende de controle operacional e estratégia financeira.

“A oportunidade existe, mas não é automática. Quem tiver controle, inteligência financeira e capacidade de adaptação vai capturar valor. Quem operar no automático tende a perder margem, mesmo com crescimento de vendas”, conclui Oliveira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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