AGRONEGÓCIO

Adestrador inicia trabalho no canil da Bem-Estar Animal

Publicado em

Desde a última quarta-feira (23), o canil da Bem-Estar Animal conta com o apoio voluntário de um adestrador da equipe Strike Adestramento. De forma solidária, o profissional oferecerá um trabalho contínuo, com visitas semanais ao canil, voltadas ao preparo dos cães para adaptação e convívio com os demais animais. Um trabalho que surtirá efeitos positivos em diversos ambientes.

O objetivo principal do adestramento é formar matilha (grupo) entre os cães internados, promovendo a socialização e reduzindo o estresse causado pelo ambiente de abrigo. Ao criar esses grupos, os cães passam a interagir melhor uns com os outros, aprendem a conviver em grupo e se tornam mais preparados para o convívio em família — inclusive em lares que já possuam outros animais.

A diretora da Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens, avalia que além de contribuir diretamente para a adoção, o trabalho do adestrador melhora a rotina dos animais no canil. Eles ganham momentos de lazer, caminhadas e atividades orientadas, o que impacta positivamente o comportamento e o bem-estar emocional dos cães, dando a eles mais equilíbrio, mais chances de adoção e uma vida mais digna”.

Leia Também:  Manutenção preventiva dos pivôs é a segurança contra imprevistos durante a safra

“Eu não quero ficar aqui, senta, deita, fica. Não. Vamos dar bem-estar para esses animais. Eu quero dar melhorar a vida deles aqui, enquanto não forem adotados. Por exemplo, tem uma ‘mocinha’ aqui que não pode ficar junto com outras fêmeas, porque briga. Fui corrigindo e de pouquinho em pouquinho já está ficando com outras fêmeas. E vamos trabalhando para que fiquem com mais animais juntos, melhorando a convivência para que não precisem ficar separados em baias”, explicou o adestrador Igor Guerra.

A parceria com a Strike Adestramento é um exemplo de como ações voluntárias podem transformar a realidade desses animais e abrir caminhos para encontrem um lar acolhedor.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

UFV lidera projeto de melhoramento genético participativo de pimentas para fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais

Published

on

A Universidade Federal de Viçosa (UFV), por meio de uma equipe coordenada pelo professor Dr. Agustin Zsögön, está desenvolvendo um projeto inovador que busca fortalecer a agricultura sustentável em Minas Gerais por meio do melhoramento genético participativo de pimentas. A iniciativa integra o Programa Participa Minas – Edital nº 01/2024 e tem como foco a construção conjunta de soluções entre pesquisadores e agricultores familiares.

O projeto pretende selecionar e desenvolver variedades de pimentas mais adaptadas às diferentes condições de cultivo da Zona da Mata mineira, promovendo ganhos de produtividade, sustentabilidade, segurança alimentar e geração de renda para os produtores rurais.

pimenta-ufv-logo

Agricultores participam diretamente da pesquisa

Um dos diferenciais da iniciativa é a participação ativa dos agricultores em diversas etapas do processo de pesquisa. O modelo de melhoramento genético participativo permite que produtores e pesquisadores definam conjuntamente as prioridades de seleção das variedades, considerando características de interesse econômico, agronômico e comercial.

O projeto será desenvolvido em dez propriedades rurais localizadas nos municípios de Viçosa, Guaraciaba, Muriaé, Barão de Monte Alto, Raul Soares e Espera Feliz, envolvendo agricultores orgânicos vinculados ao Sistema Participativo de Garantia (SPG) Floriô.

Segundo os pesquisadores, a diversidade geográfica das áreas participantes permitirá avaliar o desempenho dos materiais genéticos em diferentes ambientes de produção, ampliando as possibilidades de adaptação das futuras cultivares.

pimenta-ufv-4

Ciência e tecnologia impulsionam o desenvolvimento de novas variedades

O trabalho envolve o cultivo e avaliação de variedades comerciais e acessos provenientes do Banco de Germoplasma de Hortaliças da UFV e da Embrapa Hortaliças. Os materiais serão submetidos a análises agronômicas, fisiológicas, metabólicas e genéticas para identificar características de interesse para os agricultores e para o mercado.

Leia Também:  Paraná finaliza colheita de cevada com aumento na produção e inicia safra de batata

Entre os parâmetros avaliados estão produtividade, crescimento das plantas, qualidade dos frutos, resistência a condições adversas, eficiência fisiológica, composição nutricional e presença de compostos responsáveis pela pungência das pimentas.

A equipe também utilizará técnicas modernas de genotipagem por sequenciamento para identificar variedades promissoras e compreender melhor a diversidade genética existente nos materiais avaliados.

Capacitação e transferência de conhecimento

Além da pesquisa científica, o projeto prevê uma ampla agenda de capacitação voltada para agricultores, estudantes e profissionais das ciências agrárias. Serão realizados cursos presenciais e online abordando temas como melhoramento genético participativo, produção de sementes, avaliação de cultivares, manejo sustentável e coleta de dados em campo.

O projeto também terá uma vertente formativa, envolvendo estudantes de graduação em Agronomia da UFV em atividades de pesquisa, extensão e interação direta com agricultores. A participação dos estudantes proporcionará experiência prática em melhoramento genético, coleta e análise de dados em campo, produção de sementes e avaliação de cultivares, além de ampliar o contato com os desafios reais da produção agrícola e com os processos de construção conjunta do conhecimento entre universidade e produtores rurais.

A proposta busca fortalecer a autonomia dos produtores e ampliar o acesso às tecnologias de inovação agrícola, promovendo a formação de uma rede regional de conhecimento voltada ao desenvolvimento sustentável.

Leia Também:  Rabobank: Análise Macroeconômica sobre as Decisões do Novo Copom
Agricultura sustentável e preservação da biodiversidade

De acordo com o projeto, um dos objetivos centrais é promover sistemas produtivos mais resilientes e ambientalmente responsáveis. A iniciativa pretende incentivar o uso sustentável dos recursos genéticos vegetais, ampliar a biodiversidade agrícola e reduzir a dependência de insumos externos.

A expectativa é que as variedades selecionadas apresentem melhor adaptação às condições locais e de cultivo, maior resistência a pragas e doenças e melhor desempenho produtivo, contribuindo para a sustentabilidade econômica e ambiental das propriedades rurais.

Resultados devem beneficiar produtores e consumidores

Entre os resultados esperados estão o desenvolvimento de novas variedades de pimentas com características superiores de produtividade, qualidade e adaptação regional, além do fortalecimento da participação dos agricultores nos processos de inovação tecnológica.

O projeto também prevê impactos positivos na geração de renda, segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar, criando oportunidades para a diversificação produtiva e agregação de valor nas propriedades rurais mineiras.

pimenta-ufv-3

Divulgação dos resultados e fortalecimento da extensão rural

Os conhecimentos gerados serão compartilhados por meio de artigos científicos, cartilhas técnicas, cursos, workshops, eventos presenciais e plataformas digitais. A estratégia busca ampliar o acesso às informações e aproximar ainda mais a universidade das comunidades rurais.

Ao unir ciência, extensão rural e participação dos agricultores, o projeto coordenado pela UFV reforça o papel da pesquisa pública na construção de uma agricultura mais sustentável, inovadora e adaptada aos desafios do campo em Minas Gerais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA