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Adapar amplia período de plantio da soja para produção de sementes no Paraná e reforça medidas contra a ferrugem asiática

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Nova portaria ajusta calendário de semeadura devido a impactos climáticos

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou, nesta terça-feira (13), uma portaria que amplia o período de plantio da soja no Estado, com foco exclusivo nas áreas destinadas à produção de sementes.

A decisão considera os atrasos provocados por fatores climáticos na safra 2025/2026, que afetaram o ciclo de culturas anteriores — como milho e feijão — e retardaram a liberação das áreas agrícolas para o plantio.

Segundo a Adapar, a medida busca garantir a regularidade na produção de sementes certificadas, um segmento estratégico para o agronegócio paranaense, sem comprometer as práticas de controle fitossanitário já existentes.

Regiões e prazos definidos para o plantio e vazio sanitário

Mesmo com o novo calendário, o vazio sanitário da soja — período obrigatório sem plantas vivas da cultura — permanece inalterado e segue as determinações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O objetivo é evitar a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que afetam a cultura.

As novas datas para o plantio da soja para produção de sementes e os respectivos períodos de vazio sanitário no Paraná ficaram assim estabelecidos:

  • Região 01 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral)
    • Plantio: 20/09 a 20/01
    • Vazio Sanitário: 21/06 a 19/09
  • Região 02 (Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste)
    • Plantio: 01/09 a 31/12
    • Vazio Sanitário: 02/06 a 31/08
  • Região 03 (Sudoeste)
    • Plantio: 11/09 a 10/01
    • Vazio Sanitário: 12/06 a 10/09
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Critérios obrigatórios para o plantio e fiscalização

A portaria determina que os produtores habilitados para o plantio de sementes devem cumprir requisitos técnicos e administrativos. Entre as exigências estão:

Atender às normas do Mapa sobre produção de sementes;

  • Comunicar previamente à Adapar o local do cultivo, com antecedência mínima de cinco dias da semeadura;
  • Concluir a colheita ou eliminar a lavoura antes do início do vazio sanitário na região;
  • Preencher o formulário oficial obrigatório da agência.

O diretor-presidente da Adapar, Otamir Martins, destacou que o Paraná é um dos maiores produtores de sementes do país e que as ações de fiscalização já estão sendo programadas.

“O cadastro das empresas está em andamento. A partir daí, será iniciado o processo de fiscalização da produção de sementes, com acompanhamento técnico e inspeções aleatórias”, afirmou Martins.

As fiscalizações e monitoramentos serão realizadas pelos fiscais de defesa agropecuária da Adapar, em parceria com os responsáveis técnicos de cooperativas e casas agropecuárias, garantindo o cumprimento das normas estaduais e federais.

Medida reforça combate à ferrugem asiática e sustentabilidade da produção

De acordo com Paulo Brandão, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, a ferrugem asiática é um problema recorrente e deve ser tratada como parte do manejo fitossanitário contínuo.

“O vazio sanitário é essencial e deve ser adotado por todos os agricultores, sem exceções. Ele não pode ser inferior a 90 dias consecutivos e deve respeitar as datas já estabelecidas”, explicou Brandão.

A Adapar ressaltou que a ampliação do período de plantio está alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja e contribui para o uso mais racional de fungicidas, fortalecendo a sustentabilidade da produção agrícola paranaense.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Colheita de arroz termina no Rio Grande do Sul e mercado enfrenta baixa liquidez com pressão nos preços

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Com o encerramento oficial da colheita da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, o mercado brasileiro de arroz em casca entrou em uma nova fase, marcada por baixa liquidez, cautela nas negociações e pressão sobre os preços pagos ao produtor. O cenário foi destacado em análise do Cepea, que aponta mudança no foco dos agentes do setor, agora concentrados nas estratégias de comercialização e nas perspectivas para os próximos meses.

Sem a urgência das operações de campo, produtores e compradores passaram a atuar de forma mais seletiva. Segundo o levantamento, parte dos orizicultores intensificou a oferta do cereal com o objetivo de gerar caixa e cumprir compromissos financeiros de curto prazo. Em contrapartida, outro grupo prefere segurar os estoques, avaliando que os preços atuais ainda não cobrem adequadamente os custos de produção.

A postura mais retraída de parte dos produtores limita o ritmo dos negócios, contribuindo para um ambiente de baixa movimentação no mercado físico.

Indústrias adotam cautela nas compras

Do lado comprador, a cautela também predomina. Conforme análise do Cepea, embora haja interesse na aquisição do arroz, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados aos produtores em razão do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado no mercado interno.

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Outro fator que influencia o comportamento das empresas é a priorização do uso de estoques já armazenados em suas unidades, reduzindo a necessidade imediata de novas aquisições no mercado spot.

Esse cenário mantém o mercado pressionado e dificulta uma recuperação mais consistente das cotações no curto prazo.

Mercado monitora próximos movimentos

Com a colheita encerrada no principal estado produtor do país, o setor agora acompanha fatores como ritmo da demanda doméstica, comportamento das exportações e capacidade de retenção dos produtores para avaliar os próximos movimentos do mercado de arroz.

Analistas destacam que a sustentação dos preços dependerá principalmente da retomada da demanda e da postura dos vendedores nas próximas semanas, em um ambiente ainda marcado por margens apertadas e elevada sensibilidade aos custos de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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