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Açúcar inicia a semana em queda com previsão de preço estável nos próximos meses

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Os contratos futuros de açúcar começaram a semana em baixa nas principais bolsas internacionais, registrando quedas em todos os lotes. Apesar da retração, analistas do Citi indicam que a oferta limitada pode trazer equilíbrio ao mercado diante das incertezas relacionadas à próxima safra brasileira, principal produtora e exportadora mundial da commodity.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (9), o Citi reafirmou sua projeção de que o açúcar na ICE Futures de Nova York deve ser cotado em torno de 24 centavos por libra-peso nos próximos três meses. “Revisamos para cima nossa previsão de 12 meses, que agora é de 25 centavos por libra-peso”, informaram os analistas.

Mercado internacional
Nova York

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto encerrou o dia com desvalorização entre 9 e 31 pontos. O contrato com vencimento em março de 2025, o mais negociado, recuou para 21,50 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 31 pontos. Já o contrato para maio de 2025 foi cotado a 19,99 centavos por libra-peso, redução de 30 pontos.

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Londres

O açúcar branco também registrou queda na ICE Futures Europe. O contrato de maior liquidez, com vencimento em março de 2025, foi negociado a US$ 555,00 por tonelada, representando uma redução de 6 dólares em relação aos preços de sexta-feira. O contrato para maio de 2025 teve desvalorização de US$ 5,90, encerrando o dia cotado a US$ 553,00 por tonelada.

Mercado doméstico

No Brasil, o mercado interno segue em queda pelo terceiro dia consecutivo. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, da USP, o preço da saca de 50 quilos foi negociado pelas usinas a R$ 163,10, uma retração de 0,19% em comparação aos R$ 163,41 registrados na última sexta-feira.

Etanol hidratado

O mercado de etanol hidratado também iniciou a semana com preços em baixa. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.734,00 por metro cúbico, queda de 0,26% frente ao valor de R$ 2.741,00 registrado na sexta-feira.

A tendência de queda nos preços tanto do açúcar quanto do etanol reforça a necessidade de monitoramento atento das movimentações no mercado internacional e dos impactos da safra brasileira no cenário global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do açúcar segue pressionado no Brasil com compradores retraídos e liquidez baixa no spot paulista

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O mercado brasileiro de açúcar iniciou a semana em ritmo moderado, mantendo o cenário de baixa liquidez observado nos últimos dias no mercado spot paulista. A combinação entre avanço da safra 2026/27 no Centro-Sul, expectativa de maior oferta e postura cautelosa dos compradores continua limitando os negócios envolvendo o açúcar cristal.

De acordo com levantamentos do Cepea, os compradores seguem retraídos nas negociações, aguardando possíveis novas quedas nos preços nas próximas semanas. Esse comportamento contribuiu para a manutenção do ritmo lento no mercado físico durante a semana passada e também marcou o início desta semana.

No mercado doméstico, o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou leve alta de 0,14% na segunda-feira (25), com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,69. Apesar da pequena recuperação diária, o indicador ainda acumula queda de 4,31% ao longo de maio.

Segundo analistas do setor, a pressão sobre os preços está diretamente ligada ao avanço da moagem da cana-de-açúcar e ao aumento da disponibilidade do produto no mercado interno. Ainda assim, alguns fatores podem limitar uma pressão mais intensa sobre as cotações no curto prazo.

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Pesquisadores do Cepea destacam que projeções recentes apontam redução no ATR médio da cana — indicador que mede a quantidade de açúcar recuperável — além de um mix de produção mais direcionado ao etanol. Esse cenário pode restringir parcialmente a oferta de açúcar ao longo dos próximos meses.

Mercado internacional acompanha exportações da Tailândia

No cenário externo, os contratos futuros do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) perderam força na última semana, influenciados principalmente pelo avanço das exportações da Tailândia nos primeiros quatro meses de 2026.

O aumento da oferta asiática reforçou o sentimento de maior disponibilidade global da commodity, pressionando os preços internacionais e contribuindo para um ambiente mais cauteloso entre os agentes do mercado.

Nesta segunda-feira (25), porém, não houve negociações nas bolsas internacionais devido ao feriado externo, o que reduziu temporariamente a volatilidade e fez o mercado concentrar atenção nos indicadores brasileiros e no andamento da safra no Centro-Sul.

Etanol segue estável em Paulínia

No mercado de combustíveis, o etanol hidratado também apresentou comportamento estável no início da semana.

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O Indicador Diário Paulínia mostrou o biocombustível negociado a R$ 2.357,00 por metro cúbico, registrando leve recuo de 0,02% na comparação diária.

Mesmo com a estabilidade observada nas últimas sessões, o indicador ainda acumula desvalorização de 2,04% em maio, refletindo o aumento da oferta e o comportamento mais cauteloso das distribuidoras.

O setor sucroenergético segue acompanhando o avanço da colheita no Centro-Sul, as condições climáticas e a definição do mix entre açúcar e etanol, fatores que devem continuar influenciando os preços e a liquidez do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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