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Açúcar Inicia a Semana em Alta, Recuperando Parte das Perdas Anteriores

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Nesta segunda-feira (23), os preços do açúcar abriram em alta nas bolsas de Nova York e Londres, recuperando parcialmente as perdas acentuadas registradas na semana anterior. Na última semana, as quedas ultrapassaram os 5% em Nova York e ficaram em torno de 4% em Londres.

De acordo com Arnaldo Luiz Corrêa, CEO da Archer Consulting, as quedas observadas anteriormente foram impulsionadas pela moagem superior à esperada no Brasil, além da desvalorização do real frente ao dólar. “Além do colapso do real frente ao dólar (uma desvalorização de mais de 8% nas últimas quatro semanas), dois fatores importantes influenciaram a queda dos preços do açúcar em Nova York. O número de moagem divulgado pela UNICA surpreendeu o mercado, encerrando a safra praticamente no ponto mais alto das previsões iniciais (entre 605 e 620 milhões de toneladas de cana)”, afirmou Corrêa em sua análise.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), por volta das 9h50 (horário de Brasília), o contrato para março/25 registrava uma alta de 0,22 cents, sendo negociado a 19,73 cents/lbp. O contrato de maio/25 subia 0,21 cents, cotado a 18,26 cents/lbp, enquanto o vencimento de julho/25 avançava 0,18 cents, negociado a 17,78 cents/lbp. O contrato de outubro/25 registrava um aumento de 0,18 cents, sendo cotado a 17,74 cents/lbp.

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Na Bolsa de Londres (ICE Europe), o contrato de março/25 tinha alta de US$ 5,40, sendo negociado a US$ 515,80 por tonelada. O contrato de maio/25 subia US$ 4,00, cotado a US$ 514,10 por tonelada. O contrato de agosto/25 registrava um aumento de US$ 4,50, negociado a US$ 502,30 por tonelada, enquanto o contrato de outubro/25 tinha alta de US$ 4,60, sendo cotado a US$ 495,10 por tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso lidera produção de soja sustentável e leva Brasil a superar 2 milhões de hectares certificados

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O Brasil consolidou sua posição como uma das principais referências mundiais em produção sustentável de soja. Em 2025, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de hectares certificados pelo padrão da Mesa Redonda da Soja Responsável (RTRS), registrando crescimento de 28% em comparação ao ano anterior.

O avanço demonstra o fortalecimento das práticas sustentáveis no campo e amplia a capacidade brasileira de atender mercados cada vez mais exigentes em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

Mato Grosso mantém liderança nacional em soja certificada

Maior produtor de soja do Brasil, Mato Grosso segue na liderança da certificação RTRS. O estado contabiliza mais de 1,22 milhão de hectares certificados e produção superior a 4,9 milhões de toneladas de soja sustentável.

O desempenho mato-grossense reforça a importância do estado para o abastecimento dos mercados internacionais que demandam produtos com rastreabilidade e garantia de produção responsável.

Segundo a RTRS, a liderança é resultado da combinação entre elevada escala produtiva, infraestrutura logística estratégica e forte atuação de empresas e organizações comprometidas com a sustentabilidade agrícola.

Logística e inovação impulsionam certificação

De acordo com Cid Sanches, consultor de Desenvolvimento de Mercado e Relacionamento Institucional da RTRS no Brasil, o avanço da certificação em Mato Grosso também está ligado à presença de agentes multiplicadores e ao perfil empresarial dos produtores rurais.

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A atuação de empresas como a Amaggi e de iniciativas regionais de capacitação tem contribuído para ampliar a adesão ao programa.

Outro diferencial está na logística. Grande parte da soja destinada ao mercado europeu é exportada pelos portos do Arco Norte, incluindo Santarém, Manaus e Belém, fator que fortalece a competitividade da produção certificada.

Além disso, o estado reúne produtores com alto grau de profissionalização e maior predisposição à adoção de tecnologias, inovação e processos de certificação.

Matopiba ganha força na agricultura sustentável

Além de Mato Grosso, os estados do Matopiba seguem ampliando sua participação na produção de soja certificada.

Maranhão, Piauí e Bahia aparecem entre os cinco maiores produtores RTRS do país, consolidando a região como uma das principais fronteiras da agricultura sustentável brasileira.

Segundo a RTRS, a predominância de grandes propriedades agrícolas favorece ganhos de escala e torna a implementação da certificação mais eficiente, permitindo que cada unidade produtiva represente um volume expressivo de área certificada.

Brasil ainda tem espaço para ampliar área certificada

Apesar do crescimento expressivo, a certificação RTRS ainda representa uma parcela relativamente pequena da área total cultivada com soja no país.

A entidade avalia que estados da Região Sul, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, possuem potencial para ampliar significativamente sua participação nos próximos anos, seguindo o exemplo do Paraná, onde cooperativas agrícolas vêm desempenhando papel importante na expansão da certificação.

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Para a RTRS, o avanço da soja sustentável envia uma mensagem clara ao mercado internacional: o Brasil possui capacidade de ampliar a oferta de soja produzida sob critérios rigorosos de sustentabilidade sempre que houver demanda.

Ranking dos estados com maior produção RTRS em 2025
  • 1º Mato Grosso
    • Produção: 4,91 milhões de toneladas
    • Área certificada: 1.228.631 hectares
  • 2º Maranhão
    • Produção: 938 mil toneladas
    • Área certificada: 219.108 hectares
  • 3º Piauí
    • Produção: 820,5 mil toneladas
    • Área certificada: 181.568 hectares
  • 4º Goiás
    • Produção: 525 mil toneladas
    • Área certificada: 114.685 hectares
  • 5º Bahia
    • Produção: 388,3 mil toneladas
    • Área certificada: 91.654 hectares
Soja sustentável fortalece competitividade brasileira

O crescimento contínuo da certificação RTRS demonstra que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à estratégia do agronegócio brasileiro. Com mais de 2 milhões de hectares certificados, o país reforça sua posição como fornecedor global de soja produzida com responsabilidade ambiental, social e econômica, ampliando oportunidades comerciais e agregando valor à produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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