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Açúcar: Futuros Iniciam Semana em Queda com Monções Acima da Média Impulsionando Produção na Índia

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Os contratos futuros de açúcar na ICE Futures de Nova York começaram a semana em baixa, refletindo as previsões de aumento na produtividade da Índia, segundo maior produtor global, em função de chuvas de monções acima da média dos últimos quatro anos. Esse cenário deve auxiliar o país a se recuperar das secas que têm afetado a produção nos últimos anos.

“As chuvas de monções anuais na Índia são responsáveis por cerca de 70% da água necessária para irrigar as lavouras e abastecer os reservatórios e aquíferos, sendo essenciais para a economia do país. Sem irrigação adequada, quase metade das terras agrícolas indianas depende dessas chuvas, que ocorrem geralmente entre junho e setembro”, destacaram analistas consultados pela Reuters.

De acordo com o Departamento Meteorológico da Índia (IMD), as chuvas entre junho e setembro atingiram 107,6% da média histórica, o maior volume registrado desde 2020. “Em setembro, a Índia recebeu 11,6% mais chuvas que a média, após volumes superiores em 9% e 15,3% em julho e agosto, respectivamente”, apontam dados do IMD.

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ICE Futures O último dia de setembro (30) encerrou com todas as cotações do açúcar bruto em queda. O contrato para outubro/24 foi negociado a 22,67 centavos de dólar por libra-peso, um recuo de 12 pontos em relação ao dia anterior. O vencimento março/25 também sofreu queda, com uma baixa de 17 pontos, sendo negociado a 22,47 centavos por libra-peso. Outros contratos registraram perdas entre 4 e 16 pontos.

“As entregas de açúcar bruto no vencimento do contrato de outubro na bolsa ICE foram estimadas em cerca de 33.500 lotes, ou aproximadamente 1,7 milhão de toneladas métricas, segundo dados preliminares de três traders de açúcar”, destacou a Reuters.

Londres Na ICE Futures Europe, em Londres, a segunda-feira também foi marcada por quedas na maioria dos contratos de açúcar branco, com exceção da tela dezembro/24, a de maior liquidez, que fechou em alta, negociada a US$ 577,50 por tonelada, uma valorização de 1,30 dólar em relação ao dia anterior. Os demais contratos caíram entre 1,30 e 5,20 dólares.

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Mercado Doméstico No mercado brasileiro, o açúcar cristal também registrou queda nas cotações, segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP. Na segunda-feira, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 146,32, ante R$ 146,79 na sexta-feira, uma desvalorização de 0,32% entre os dois dias. Apesar disso, o indicador acumulou alta de 9,65% no mês de setembro.

Etanol Hidratado O Indicador Diário Paulínia para o etanol hidratado fechou o mês de setembro com uma queda acumulada de 4,40%. Na segunda-feira, o biocombustível foi negociado a R$ 2.575,50 por metro cúbico, contra R$ 2.589,50 na sexta-feira, uma desvalorização de 0,54%. Esse foi o quarto dia consecutivo de queda no indicador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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