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Açúcar fecha em alta impulsionado por fatores externos e clima no Brasil

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Os contratos futuros de açúcar registraram alta nas principais bolsas internacionais nesta terça-feira (3), motivados por dois fatores centrais: a decisão do governo indiano de permitir que as usinas utilizem o caldo de cana para produzir etanol e as condições climáticas adversas que afetam a safra brasileira, o maior produtor mundial da commodity.

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto apresentou valorização em quase todos os lotes. A única exceção foi o contrato para julho de 2026, que encerrou o dia estável. O contrato para outubro de 2024 foi negociado a 19,49 centavos de dólar por libra-peso, representando um aumento de 11 pontos em relação à sessão anterior. O contrato para março de 2025 subiu 15 pontos, fechando a 19,81 centavos de dólar por libra-peso. Os demais contratos oscilaram positivamente entre 3 e 14 pontos.

Mercado de Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, todos os contratos de açúcar branco fecharam o dia em alta. O contrato para outubro de 2024 foi negociado a US$ 541,80 por tonelada, um aumento de US$ 9,60 em comparação com o dia anterior. Da mesma forma, o contrato para dezembro de 2024 também subiu US$ 9,60, fechando a US$ 532,10 por tonelada. Os demais lotes tiveram variações positivas entre US$ 3,50 e US$ 8,40.

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Mercado Doméstico

No Brasil, o mercado interno também acompanhou a tendência de alta. O açúcar cristal, medido pelo Indicador Cepea/Esalq da USP, foi comercializado a R$ 135,97 por saca de 50 quilos, uma valorização de 0,19% em comparação aos R$ 135,71 registrados na segunda-feira.

Etanol Hidratado

Em contrapartida, o etanol hidratado seguiu em queda pelo segundo dia consecutivo, conforme o Indicador Diário Paulínia. As usinas negociaram o biocombustível a R$ 2.631,00 por metro cúbico, uma redução de 2,08% em relação aos R$ 2.687,00 do dia anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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