AGRONEGÓCIO

Açúcar: Dinâmica do Mercado é Impactada por Produção na Índia e Oferta do Brasil

Publicado em

Até dezembro, a produção de açúcar na Índia estava 17,8% abaixo do registrado na temporada anterior, mas essa diferença foi reduzida para 15,3% em janeiro. Apesar disso, a recuperação da produção ficou aquém do esperado, levantando dúvidas sobre a capacidade do país de sustentar sua produção e exportações. Os preços internos do açúcar se estabilizaram após uma forte correção, reduzindo o estímulo às exportações.

Segundo a coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, Lívea Coda, o atraso no início da safra foi o principal fator para a queda inicial. “Em dezembro, a moagem foi consistente com os resultados de 2023, e os dados de janeiro reduziram a diferença para 15,3% em relação ao ano anterior”, afirmou. Contudo, com uma produção estimada de 28 milhões de toneladas (Mt) e um consumo acima de 29 Mt, a possibilidade de exportação significativa é vista como improvável.

Dois aspectos são fundamentais para o monitoramento do mercado indiano: primeiro, os preços internos do açúcar, que se estabilizaram após quedas iniciais; e segundo, a paridade de exportação, que se tornou menos atrativa devido à estabilidade dos preços internos, tornando improvável que os usineiros optem por exportar açúcar além das expectativas de mercado.

Leia Também:  Oportunidade de Desenvolvimento: Programa de Trainee Kepler Weber 2024

“No momento, o mercado enxerga a Índia como um fator de alta, mas essa percepção pode mudar dependendo dos próximos resultados e de decisões políticas”, explicou a analista.

A Influência do Brasil no Cenário Global

A maior disponibilidade de açúcar no Brasil tem compensado as incertezas relacionadas à Índia. De acordo com o último relatório da Unica, divulgado em 15 de janeiro, a safra 2024/25 deve encerrar com mais de 620 Mt de cana moída, permitindo a produção de cerca de 40 Mt de açúcar, garantindo um bom volume de exportações. Chuvas recentes e condições climáticas mais favoráveis também indicam perspectivas positivas para a safra 2025/26.

Apesar de adversidades climáticas enfrentadas no início da safra, as usinas brasileiras mantiveram um ritmo sólido de produção. “Esses resultados reforçam a expectativa de um superávit comercial e indicam boas condições para os próximos ciclos”, afirmou o relatório.

Perspectivas para os Preços do Açúcar

Os preços internacionais do açúcar encontram-se em torno de 18 centavos de dólar por libra-peso, com tendência de estabilidade, a menos que surjam notícias de alta. A China, por exemplo, tem sido ausente em compras significativas, e preços mais baixos seriam necessários para estimular novos movimentos de mercado.

Leia Também:  Agro segura o PIB mais uma vez, mas juros e inflação preocupam

Por outro lado, o açúcar brasileiro tem apresentado prêmios no porto de Santos, refletindo a demanda pelo produto. As entregas de janeiro tiveram prêmio de 8 pontos, enquanto as de fevereiro alcançaram 25 pontos. “Com a redução da disponibilidade ao final da entressafra, pode haver um aumento temporário nos preços, mas a tendência é de estabilidade, dado o início próximo da próxima safra”, concluiu o relatório.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  Vice-prefeita vistoria interdições e orienta motoristas sobre o trânsito

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Oportunidade de Desenvolvimento: Programa de Trainee Kepler Weber 2024

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA