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Açúcar branco de Londres fecha misto com clima influenciando o mercado

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Nesta quarta-feira, o açúcar branco negociado na ICE Futures Europe, em Londres, apresentou um fechamento misto, com variações positivas nas cinco primeiras posições de maior liquidez e quedas nos contratos de longo prazo.

O contrato para agosto de 2024 foi fechado a US$ 553,50 por tonelada, registrando um aumento de US$ 6,90, ou 1,3%, em relação aos preços do dia anterior. O contrato para outubro de 2024 também teve uma valorização, subindo US$ 5,60 e sendo negociado a US$ 538,50 por tonelada. Os demais contratos oscilaram entre uma queda de US$ 1,90 e um aumento de US$ 4,20.

Preocupações Climáticas Influenciam o Mercado

De acordo com a Reuters, a Índia, o segundo maior produtor mundial de açúcar, enfrenta uma previsão de chuvas abaixo do normal para junho devido ao lento avanço das monções, o que levanta preocupações para o setor agrícola do país. No Brasil, principal produtor de açúcar, o tempo seco continua a ser uma preocupação. No entanto, o mercado opera dentro de uma faixa de preços, com a maioria dos analistas esperando um excedente de oferta para a temporada 2024/25 (outubro-setembro).

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Mercado de Nova York

A ICE Futures de Nova York não operou nesta quarta-feira devido ao feriado de Juneteenth, que celebra o fim da escravidão nos Estados Unidos após a guerra civil.

Mercado Doméstico

No mercado interno, houve uma queda no preço do açúcar cristal, conforme indicado pelo Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 136,12, em comparação com R$ 136,69 na terça-feira, representando uma queda de 0,42%.

Etanol Hidratado

O etanol hidratado registrou o quarto dia consecutivo de alta, segundo o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.521,00 por metro cúbico, contra R$ 2.495,00 no dia anterior, uma valorização de 1,04%. No acumulado do mês, o indicador apresenta uma alta de 3,98%.

Essas variações refletem as complexidades e influências climáticas no mercado global de açúcar e biocombustíveis, destacando a importância de monitorar as condições climáticas e políticas globais para entender melhor as dinâmicas de preços e oferta no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial

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O algodão brasileiro segue ampliando sua relevância no comércio internacional e alcançou mais um resultado histórico em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o país embarcou 291,2 mil toneladas da fibra no mês, o maior volume já registrado para maio. As vendas renderam cerca de R$ 2,25 bilhões, reforçando a força de uma cadeia que se consolidou como uma das mais competitivas do agronegócio nacional.

O desempenho ganha ainda mais relevância diante da expansão do mercado algodoeiro brasileiro nos últimos anos. O país disputa a liderança mundial das exportações da fibra e tem ampliado sua participação em mercados estratégicos da Ásia, principal destino da produção nacional. Com tecnologia, produtividade elevada e ganhos logísticos, o algodão deixou de ser uma cultura regional para se transformar em uma importante fonte de geração de renda e divisas para o país.

Na comparação com maio de 2025, os embarques cresceram 51,5% em volume, enquanto o faturamento avançou 45,3%. Embora o resultado tenha ficado abaixo das 370,4 mil toneladas exportadas em abril, o setor considera o movimento compatível com a sazonalidade do mercado e sem impacto sobre o excelente desempenho da temporada.

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Com o resultado de maio, o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões de toneladas exportadas no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em julho do ano passado. O volume representa um novo recorde para a cotonicultura nacional e confirma a crescente demanda internacional pela fibra produzida no país.

Além dos números expressivos, o setor comemora a diversificação dos mercados compradores. Bangladesh liderou as importações em maio, absorvendo 21,1% dos embarques brasileiros. Na sequência aparecem Paquistão, com 19%, Turquia, com 14,2%, e Vietnã, com 13,4%. Juntos, Bangladesh e Paquistão responderam por aproximadamente 40% de todo o algodão exportado pelo Brasil no período.

A mudança no perfil dos compradores também chama atenção. Tradicionalmente um dos principais destinos da fibra brasileira, a China respondeu por 9,6% das compras em maio, participação inferior à observada ao longo da temporada. A Índia também reduziu suas aquisições após alterações em sua política de importação. Para o setor, a capacidade de ampliar vendas para diferentes mercados demonstra a competitividade do produto brasileiro e reduz a dependência de poucos compradores.

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O algodão já ocupa posição de destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio. Em maio, a fibra respondeu por 1,41% de todas as exportações brasileiras e figurou entre os principais produtos agropecuários embarcados pelo país. O resultado reflete os investimentos realizados pelos produtores em tecnologia, qualidade da fibra, sustentabilidade e rastreabilidade, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

Com a safra em expansão e a demanda global permanecendo aquecida, a expectativa do setor é de continuidade do bom desempenho nos próximos meses. O cenário reforça o protagonismo do algodão brasileiro no comércio mundial e consolida a cultura como uma das atividades mais dinâmicas e estratégicas do agronegócio nacional.

Fonte: Pensar Agro

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