AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul/UE em foco: Discussões entre Brasil e Alemanha destacam desafios e perspectivas

Publicado em

A missão do Programa de Apoio à Missão do Agronegócio (Pam Agro), da Apex Brasil, está participando de uma série de reuniões em Berlim, Alemanha, para discutir o acordo entre Mercosul e União Europeia. Entre os encontros que ocorreram na última terça-feira (7), estão conversas com o Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança, a Federação das Indústrias Alemãs e a Fundação Konrad Adenauer.

O coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses da CNA, Felipe Spaniol, ressaltou que o Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança demonstrou estar ciente das implicações que a Lei Antidesmatamento da União Europeia pode ter para as exportações brasileiras. Ele também apontou a preocupação do instituto com a falta de debate e atenção dada à política de sustentabilidade corporativa (Due Diligence).

Spaniol também destacou que a Federação das Indústrias Alemãs é uma das entidades mais favoráveis ao acordo Mercosul/UE, buscando apoio técnico e político para acelerar as negociações e cumprir os termos acordados em 2019. Segundo ele, a federação reforçou a importância da participação da CNA e do setor agrícola brasileiro nos Encontros Econômicos Brasil-Alemanha, agendados para os dias 23 e 24 de maio em Wolfsburg, na Alemanha.

Leia Também:  Mercado do milho mantém cautela no Brasil e no exterior em meio à colheita e incertezas globais

Já na Fundação Konrad Adenauer, o grupo brasileiro discutiu as políticas e regulamentos decorrentes do Pacto Verde Europeu (Green Deal). A missão ouviu que o progresso do Acordo Mercosul/UE pode ser retardado nos próximos meses devido às eleições para o Parlamento Europeu, e o próximo ano também pode ser delicado por conta das eleições gerais na Alemanha.

Um aspecto crítico levantado pela Fundação é o impacto das regulamentações nos pequenos produtores, que precisam de proteção especial do Estado. Spaniol comentou que as restrições impostas pela Europa têm tido efeitos mais intensos nos pequenos agricultores dos países exportadores, uma questão que a CNA está buscando abordar.

Felipe Spaniol é um dos porta-vozes do Pam Agro nesta missão, ao lado de Eduardo Bastos, líder do Comitê de Sustentabilidade da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). As discussões em Berlim são parte do esforço contínuo para fortalecer as relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia, com foco em sustentabilidade e proteção dos pequenos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Câmara aprova lei de igualdade salarial entre mulheres e homens

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

Published

on

Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

Leia Também:  Brasil, Colômbia e México pedem solução via institucional na Venezuela

De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

Leia Também:  Páscoa garante uma espécie de “natal” para o produtor

A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA