AGRONEGÓCIO

Acordo entre Mercosul e União Europeia Fortalece o Agronegócio Brasileiro

Publicado em

A conclusão das negociações entre a União Europeia e o Mercosul, na última sexta-feira (6/12), manteve os termos comerciais definidos em 2019 e incluiu dispositivos considerados positivos para o agronegócio brasileiro. Esses mecanismos visam desestimular restrições ao comércio, principalmente as relacionadas a questões ambientais, que preocupavam exportadores nacionais.

O acordo, anunciado em conjunto pelos blocos, prevê que “barreiras desnecessárias ao comércio” serão rejeitadas, e reforça que “medidas ambientais não devem constituir restrições disfarçadas ao comércio, devendo se basear em informações técnicas e científicas”. Além disso, o novo anexo sobre Comércio e Desenvolvimento Sustentável não implica a obrigatoriedade de adoção das exigências ambientais de um lado ou do outro.

A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comemorou o avanço nas redes sociais. “Impedimos em 2019 a inclusão de cláusulas ambientais descabidas, que agora são afastadas, por escrito”, destacou.

Apesar de reconhecer a relevância do novo capítulo, André Nassar, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), ponderou que o impacto concreto dependerá de ações relacionadas à lei europeia antidesmatamento (EUDR) e ao mecanismo de tarifa de carbono (CBAM). “Se não houver resultados concretos, será apenas uma declaração de boas intenções”, afirmou.

Leia Também:  Médico explica a relação entre o colesterol alto e a visão
Reconhecimento de práticas sustentáveis

O Ministério da Agricultura ressaltou que a União Europeia reconheceu os avanços do Brasil em sustentabilidade e reafirmou o compromisso de ambos os blocos com as diretrizes do Acordo de Paris. Uma novidade é a inclusão do Princípio da Precaução, que permite ações protetivas mesmo sem comprovação científica conclusiva, desde que baseadas em evidências, revisadas periodicamente e compatíveis com o nível de proteção de cada país.

O texto final também preserva mecanismos antidumping e salvaguardas comerciais, promovendo maior transparência e confiança entre os blocos, segundo nota oficial do Ministério.

“Mercosul Verde” e promoção de exportações sustentáveis

Durante a Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o reconhecimento internacional dos altos padrões sanitários e ambientais do agronegócio brasileiro e anunciou a criação do programa “Mercosul Verde”. A iniciativa visa fortalecer a agricultura de baixo carbono e as exportações sustentáveis.

“O Mercosul é exemplo de que é possível conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental”, afirmou Lula, em resposta às críticas vindas de setores contrários ao acordo, especialmente na Europa.

Leia Também:  Vinicius Junior é indicado à Bola de Ouro 2024: único brasileiro na lista de 30 finalistas
Mecanismo de reequilíbrio: proteção contra medidas protecionistas

Um dos principais avanços da negociação foi a criação de um mecanismo de reequilíbrio no capítulo de solução de controvérsias. Ele busca dissuadir infrações às regras do tratado ou medidas protecionistas. Caso haja adoção de restrições unilaterais, o bloco afetado poderá retaliar com até 50% das cotas estabelecidas.

“O mecanismo força os membros dos blocos a repensarem antes de tomar decisões que afetem o comércio”, explicou Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

Segundo Rua, o dispositivo protege o agronegócio brasileiro de retaliações comerciais e preserva, no mínimo, metade das cotas acordadas, mesmo nas situações mais adversas.

A articulação para a inclusão desse mecanismo contou com a atuação conjunta do Ministério da Agricultura, Itamaraty e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, consolidando salvaguardas que garantem maior segurança para o setor produtivo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Prefeito de Campos do Jordão visita Cuiabá para troca de experiências em turismo e gestão ambiental

Published

on

Neste sábado (13), o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, recebeu no Palácio Alencastro o prefeito de Campos do Jordão, Carlos Eduardo Pereira da Silva, o Caê, para uma visita institucional voltada à troca de experiências administrativas e ao fortalecimento da cooperação entre os dois municípios. O encontro abordou temas ligados ao turismo, sustentabilidade e gestão de resíduos sólidos.

Durante a reunião, os gestores discutiram políticas públicas relacionadas à coleta seletiva, ao tratamento de resíduos sólidos e a estratégias para reduzir o descarte irregular de lixo. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas em Campos do Jordão que poderão servir de referência para futuras ações em Cuiabá.

Abilio destacou que a visita foi produtiva e permitiu conhecer iniciativas bem-sucedidas na área ambiental. Segundo o prefeito, algumas medidas apresentadas já estão sendo avaliadas pela administração municipal. “Hoje tivemos uma reunião produtiva para falar sobre questões ambientais, coleta seletiva e sobre como tratar os resíduos sólidos da nossa cidade. Foi uma troca de experiências muito positiva e em breve teremos boas notícias para Cuiabá”, afirmou.

Leia Também:  Exportações de soja e milho rendem U$ 760,9 milhões para Mato Grosso do Sul no primeiro trimestre de 2024

Além das pautas ambientais, os prefeitos conversaram sobre o potencial turístico de Mato Grosso e de Campos do Jordão, discutindo formas de ampliar o intercâmbio de experiências entre os municípios. O turismo foi apontado como uma das áreas com maior potencial para futuras parcerias institucionais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA