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Ações de segurança e ordem pública são discutidas com vereadores

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As políticas de segurança pública realizadas pela Prefeitura de Cuiabá, a partir da gestão do prefeito Abilio Brunini, foram apresentadas na quinta-feira (15) à Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal de Cuiabá.

As secretárias municipais Juliana Palhares (Ordem Pública) e Francyanne Siqueira Chaves Lacerda (Segurança Pública) apresentaram as ações de suas respectivas pastas aos vereadores Tenente Coronel Dias e Rafael Ranalli. A audiência durou mais de duas horas e foi realizada na sala de comissões “Júlio Pinheiro”.

A secretária Juliana Palhares ressaltou que, nos últimos meses, a Ordem Pública deflagrou operações em parceria com a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária, visando ao cumprimento das leis municipais referentes à poluição sonora e à segurança alimentar. Essas operações ocorreram em parceria com as seguintes secretarias municipais: Segurança Pública e Mobilidade Urbana. Também contaram com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e da Secretaria Municipal de Saúde, que disponibilizou fiscais da Vigilância Sanitária.

Além disso, a pasta está trabalhando para organizar o Centro de Cuiabá com o programa “Ambulantes em Ordem”, promovendo a realocação de comerciantes que ocupam as calçadas da Avenida 13 de Junho.

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“Estamos trabalhando para garantir a ordem pública, desenvolvendo ações de prevenção e também de fiscalização. Administrativamente, estamos desenvolvendo meios para facilitar a comunicação com outras secretarias municipais por meio de tecnologias da informação”, disse.

Já a secretária Francyanne Lacerda destacou que está atuando para fortalecer a segurança dos órgãos públicos, por meio da oferta de qualificação aos vigilantes que atuam nas diversas secretarias municipais.

Ela também mencionou as parcerias com o Governo do Estado para a fiscalização de vias públicas, sempre que necessário. Um dos pontos altos dessa parceria, segundo a secretária, é a utilização das câmeras doadas pelo Estado por meio do Programa Vigia Mais. Além disso, a Secretaria Municipal de Segurança tem promovido operações de policiamento ostensivo preventivo por meio das atividades delegadas.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou a adesão do Município ao Programa Vigia Mais Mato Grosso em janeiro deste ano. O projeto prevê a instalação de cerca de 4 mil câmeras em Cuiabá, ampliando o monitoramento em áreas estratégicas, como o Centro Histórico, as entradas e saídas da cidade e regiões com maiores índices de ocorrências policiais.

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Após a audiência, os vereadores Tenente Coronel Dias e Rafael Ranalli, ambos profissionais da área de segurança — pois integram, respectivamente, a Polícia Militar e a Polícia Federal — elogiaram a apresentação dos trabalhos. Ambos se comprometeram a atuar para que a Câmara Municipal seja aliada das ações do Executivo que promovam o bem-estar social e a segurança pública.

“Vejo que o trabalho está sendo muito bem desenvolvido. E o Legislativo, sem dúvida, é o principal interessado em ver essas duas secretarias em pleno trabalho pelo bem de Cuiabá”, destacou o vereador Rafael Ranalli.

“Enquanto policial militar, conheço a competência da coronel Francyanne Lacerda e o domínio de conhecimento da delegada Juliana Palhares, que agora conduz com muito brilhantismo a Ordem Pública. Contem conosco para o que for necessário”, afirmou o vereador Tenente Coronel Dias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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