AGRONEGÓCIO

Ações de Hong Kong seguem alta dos mercados asiáticos; China registra queda

Publicado em

As ações de Hong Kong fecharam em alta nesta quinta-feira, refletindo os ganhos nos mercados asiáticos, impulsionados pelas crescentes expectativas de que o Federal Reserve dos Estados Unidos reduzirá a taxa de juros em setembro. Em contraste, as ações da China encerraram o dia em baixa.

As expectativas de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve aumentaram após dados recentes sugerirem um arrefecimento no mercado de trabalho dos EUA. Paralelamente, o euro se valorizava antes da reunião de política monetária do Banco Central Europeu, onde também se espera um corte nas taxas de juros.

O sentimento positivo foi reforçado por uma pesquisa do setor privado divulgada na quarta-feira, que revelou uma aceleração na atividade de serviços na China em maio, marcando o ritmo mais rápido em 10 meses. Além disso, os níveis de emprego cresceram pela primeira vez desde janeiro, indicando uma recuperação sustentada no segundo trimestre.

No fechamento do mercado, o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,28%, alcançando 18.476 pontos. Em contraste, o índice de Xangai recuou 0,54%, encerrando em 3.048 pontos, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,07%, fechando a 3.592 pontos.

Leia Também:  Maturidade digital no agronegócio será tema central do Conexion 2026 em São Paulo

Outros mercados asiáticos também registraram desempenhos positivos. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,55%, fechando a 38.703 pontos. O índice KOSPI, de Seul, valorizou-se 1,03%, alcançando 2.689 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX registrou um aumento significativo de 1,94%, encerrando a 21.902 pontos. O índice STRAITS TIMES, de Cingapura, teve uma leve alta de 0,02%, fechando a 3.330 pontos. Já em Sydney, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,68%, atingindo 7.821 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

Published

on

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

Leia Também:  Cotonicultores certificados pelo ABR na safra 2023/2024 terão desconto de 0,5% nos juros do Plano Safra 2024/2025

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

Leia Também:  Brasil registra déficit de 89,42 mil toneladas na balança comercial de arroz em 2024/25

A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA