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Ações de Hong Kong engatam 9 dias de alta, a maior sequência desde 2018

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As ações em Hong Kong continuam em uma trajetória de alta, registrando nove dias consecutivos de ganhos nesta sexta-feira, algo que não acontecia desde janeiro de 2018. O Índice Hang Seng subiu 1,48%, fechando em 18.475 pontos. Esse movimento positivo reflete a confiança dos investidores nas recentes medidas adotadas pela China para impulsionar a economia.

O forte desempenho do índice foi impulsionado pelas gigantes de tecnologia chinesas listadas em Hong Kong, que encerraram o dia com uma alta de 2,7%. O mercado vem respondendo bem ao anúncio do Politburo chinês, feito no final de abril, que indicou um compromisso mais forte com políticas pró-crescimento e pró-reforma. De acordo com Jason Lui, chefe de estratégia de ações e derivativos do BNP Paribas, as ações do governo chinês para fortalecer a economia estão trazendo mais otimismo ao mercado.

Apesar do bom desempenho do Hang Seng, os mercados da China continental estavam fechados para os feriados de 1 a 3 de maio. Assim, não houve movimentação nos índices SSEC, de Xangai, e CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen.

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Os demais mercados asiáticos tiveram resultados variados. Em Tóquio, o índice Nikkei registrou uma ligeira queda de 0,10%, fechando a 38.236 pontos. Em Seul, o índice Kospi recuou 0,26%, para 2.676 pontos. Cingapura também viu seu índice Straits Times desvalorizar-se 0,12%, terminando a 3.292 pontos.

Por outro lado, algumas praças asiáticas apresentaram resultados positivos. O índice Taiex, em Taiwan, teve uma alta de 0,53%, encerrando a 20.330 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 0,55%, fechando a 7.629 pontos.

O cenário global de ações permanece dinâmico, com variações no desempenho dos mercados refletindo uma mistura de fatores locais e internacionais. Enquanto Hong Kong celebra sua mais longa sequência de altas em anos, outros mercados lutam contra tendências de baixa, destacando a complexidade e a volatilidade que caracterizam o mundo financeiro atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27

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A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.

O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).

Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda

Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.

O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.

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No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.

China continua no centro das atenções do mercado

Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.

“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.

Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Risco baixista ainda predomina para os preços

Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.

Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.

Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.

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El Niño pode alterar cenário da soja

Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.

Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.

Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.

Mercado seguirá atento ao clima e à demanda

Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.

Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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