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Ações de China e Hong Kong terminam em baixa por tensões no Oriente Médio

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Os últimos acontecimentos geraram preocupações sobre a ampliação da guerra entre Israel e Hamas em Gaza para incluir outros países do Oriente Médio, fazendo com que os investidores corressem para buscar ativos típicos seguros.

As primeiras notícias dos EUA no final de quinta-feira diziam que Israel lançou mísseis contra o Irã em retaliação a um ataque em 13 de abril contra Israel, em resposta a um suposto ataque israelense que matou líderes militares iranianos em 1º de abril. Nesta sexta-feira, autoridades iranianas disseram à Reuters que não houve ataque com mísseis.

“É um grande amortecedor para os ativos de risco, incluindo ações e a maioria das moedas”, disse Christopher Wong, estrategista de moedas do OCBC Bank.

O índice de Xangai caiu 0,29%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com baixa de 0,79%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve queda de 0,99%.

O setor financeiro do CSI300, o setor de bens de consumo básicos, o setor imobiliário e o setor de saúde caíram entre 0,44% e 1,55%.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 2,66%, a 37.068 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,99%, a 16.224 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,29%, a 3.065 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,79%, a 3.541 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,63%, a 2.591 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 3,81%, a 19.527 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,35%, a 3.176 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,98%, a 7.567 pontos.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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