AGRONEGÓCIO

Ações da China sobem e índice de Hong Kong cai com investidores aguardando sinais de estímulo

Publicado em

As ações da China fecharam em alta nesta sexta-feira, mas o índice de referência blue-chip ainda estava oscilando em torno das mínimas em quase cinco anos, enquanto as ações de Hong Kong caíram, já que os investidores permanecem cautelosos em relação à fraca recuperação da China e aguardavam pistas das próximas reuniões de política monetária.

O índice CSI 300 subiu 0,2%, e o Índice Composto de Xangai ganhou 0,1%.

O Índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,1%, e o Índice Hang Seng China Enterprises recuou 0,3%.

O índice CSI 300 perdeu 2,4% na semana, registrando a pior semana desde 20 de outubro, quando a agência de recomendação Moody’s emitiu um alerta de rebaixamento das classificações de crédito da China e de Hong Kong, aumentando as preocupações dos investidores sobre a já fraca recuperação da China.

Dados de quinta-feira também mostraram um encolhimento inesperado nas importações, embora as exportações tenham crescido pela primeira vez em seis meses em novembro.

Leia Também:  Reflorestar faz "Dia de Campo" para demonstração de plantio mecanizado em Minas Gerais

“Isso ressalta a necessidade de impulsionar a demanda doméstica”, disse a Bohai Securities.

Nas próximas duas semanas, o mercado mudará seu foco para os sinais de política monetária, acrescentou a corretora.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei perdeu 1,68%, a 32.307,86 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,07%, a 16.334 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,11%, a 2.969 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,24%, a 3.399 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 1,03%, a 2.517 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,61%, a 17.383 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 1,19%, a 3.110 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,30%, a 7.194 pontos.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

Published

on

O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

Leia Também:  Rentabilidade da Uva Negra Sem Semente Permanece Positiva, Mas Sinais de Ajuste no Mercado

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

Leia Também:  Ações da China atingem mínimas de 5 anos por tensões com Taiwan e EUA

Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA