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Ações da China se recuperam de mínimas em cinco anos em meio a sinais de suporte

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As ações da China fecharam em alta nesta quinta-feira depois de atingirem seu nível mais baixo em quase cinco anos, uma vez que alguns fundos negociados em bolsa (ETFs) que acompanham os principais índices registraram picos nas movimentações diárias, sugerindo que os fundos apoiados pelo Estado podem estar dando suporte.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com alta de 1,41% depois de cair na sessão para seu ponto mais fraco desde o início de 2019, enquanto o índice de Xangai subiu 0,43%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,75%.

Vários ETFs de grande capitalização que são as ferramentas de investimento preferidas por esses fundos apoiados pelo Estado, apelidados de investidores da “equipe nacional”, tiveram um aumento no volume de negociações nesta quinta-feira, sinalizando o apoio dessas instituições.

“O volume de negócios dos ETFs que acompanham o CSI300 aumentou novamente. Isso pode ser devido a algum esforço da equipe nacional para apoiar o mercado, evitando que ele ultrapasse os níveis-chave do índice”, disseram analistas do UBS em uma nota.

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O volume diário de negócios do ETF Huatai-PB CSI 300 subiu para 15 bilhões de iuanes (2,1 bilhões de dólares) nesta quinta-feira, o maior desde 2015. Isso também se compara a um volume de negócios diário médio de 4,5 bilhões de iuanes no mês passado.

O ETF E-Fund CSI 300 Index registrou um volume de negócios diário recorde de 5,6 bilhões de iuanes.

O capital estrangeiro registrou uma venda líquida de apenas 741 milhões de iuanes (72,1 milhões de dólares) por meio do link Stock Connect, depois de marcar a maior venda líquida em mais de um ano na quarta-feira.

Nomes relacionados ao consumo lideraram os ganhos, com o China Tourism Group Duty Free Shop e a gigante de bebidas alcoólicas Kweichow Moutai subindo 6,3% e 2,1%, respectivamente.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,03%, a 35.466 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,75%, a 15.391 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,43%, a 2.845 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 1,41%, a 3.274 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,17%, a 2.440 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,38%, a 17.227 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,08%, a 3.139 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,63%, a 7.346 pontos.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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