AGRONEGÓCIO

Ações da China fecham em baixa por preocupações com corte de juros nos EUA

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As ações da China fecharam em baixa nesta quarta-feira, acompanhando seus pares regionais, já que os rendimentos dos títulos dos Estados Unidos se mantiveram próximos das máximos de quatro meses, embora dados tenham mostrado que a atividade de serviços da China acelerou.

Um forte terremoto na Ásia levantou preocupações sobre possíveis interrupções na indústria vital de fabricação de chips, prejudicando o sentimento nos mercados de ações regionais.

Os mercados também estão ponderando o risco de cortes mais lentos nas taxas de juros antes dos dados dos EUA. O petróleo ampliou a alta, enquanto os preços do ouro atingiram outro recorde.

O crescimento da atividade de serviços da China acelerou em março, com o aumento de novos negócios pelo ritmo mais rápido em três meses, mostrou uma pesquisa do setor privado nesta quarta-feira, seguindo as pesquisas de manufatura melhores do que o esperado e aumentando os sinais de que partes da economia da China estão ganhando impulso no primeiro trimestre.

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O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com queda de 0,36%, com seu subíndice do setor financeiro em queda de 0,73%, o setor de bens de consumo básicos subindo 0,14%, o índice imobiliário caindo 1,38% e o subíndice do setor de saúde recuando 0,63%.

O índice de Xangai recuou 0,18%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,22%.

Os mercados financeiros chineses estarão fechados devido a feriado a partir de quinta-feira, com as negociações sendo retomadas na segunda-feira, 8 de abril.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,97%, a 39.451 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,22%, a 16.725 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,18%, a 3.069 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,36%, a 3.567 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 1,68%, a 2.706 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 0,63%, a 20.337 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,77%, a 3.222 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,34%, a 7.782 pontos.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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