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Ações chinesas permanecem estáveis em meio a tensões comerciais com os EUA; Hong Kong registra alta

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As ações chinesas encerraram a sexta-feira praticamente estáveis, à medida que as tensões comerciais com os Estados Unidos abalaram a confiança dos investidores. A lista ampliada de restrições comerciais emitida pelo governo Biden e a perspectiva de novas tarifas contra a China afetaram o clima nos mercados. Apesar disso, as ações em Hong Kong subiram, refletindo um certo otimismo regional.

Na quinta-feira, o governo Biden adicionou 37 entidades chinesas a uma lista de restrições comerciais, algumas delas por supostamente terem apoiado o balão espião que sobrevoou os Estados Unidos no ano passado. Esta medida alimentou as tensões entre Washington e Pequim e causou preocupação entre os investidores.

Além disso, fontes informaram à Reuters que o presidente Joe Biden deve anunciar novas tarifas para a China já na próxima semana, visando setores estratégicos. Também é esperado que ele mantenha, em grande parte, as tarifas já existentes.

Por outro lado, a Bloomberg News relatou que a China está considerando isentar investidores individuais do pagamento de impostos sobre dividendos de ações de Hong Kong adquiridas através do programa Stock Connect. Esta notícia contribuiu para a alta das ações em Hong Kong.

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No mercado imobiliário chinês, houve um movimento positivo após Hangzhou e Xian, duas capitais provinciais, anunciarem o fim de todas as restrições à compra de casas na quinta-feira, como forma de atrair compradores e sustentar o setor. Esse relaxamento das regras aumentou a expectativa de que outras grandes cidades possam seguir o exemplo.

Com esse cenário, o índice de Xangai teve uma variação positiva de apenas 0,01%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,05%. Por outro lado, o índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou um aumento significativo de 2,3%.

Na semana, o índice CSI300 acumulou alta de 1,7%, marcando a quarta semana consecutiva de ganhos, enquanto o índice Hang Seng teve um crescimento de 2,6%.

Em outras partes da Ásia, o índice Nikkei de Tóquio avançou 0,41%, atingindo 38.229 pontos. O índice KOSPI de Seul subiu 0,57%, chegando a 2.727 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX aumentou 0,72%, alcançando 20.708 pontos. O índice STRAITS TIMES de Singapura registrou uma alta de 0,76%, fechando em 3.290 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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