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Acasalamento será tema da terceira edição do Fórum Promebo na Prática durante a Fenagen

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Dentro das comemorações dos 50 anos do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), na Feira Nacional de Genética Promebo, Fenagen, a Associação Nacional de Criadores de Herd-Book Collares, ANC, vai promover uma extensa programação na Feira, que ocorrerá de 31 de julho a 4 de agosto, na Associação Rural de Pelotas (RS). Um dos encontros técnicos de palestras, debates e troca de experiências será o Fórum Promebo na Prática, no dia 31 de julho, no Auditório Fries. A terceira edição do Fórum terá como tema o acasalamento de bovinos. O foco do encontro visa aprimorar a questão do melhoramento genético nos rebanhos.

A Superintendente de Registro da ANC, Silvia Freitas, destaca a participação da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) já na abertura do Fórum, a partir das 8h30min. “A Asbia falará sobre a importância da inseminação artificial para o melhoramento genético e o atual mercado de sêmen, adianta”.

Na sequência, a partir das 9h30min, o chefe geral da Embrapa Pecuária Sul, geneticista e consultor do Promebo, Fernando Cardoso, falará sobre o tema do Fórum, a ferramenta de acasalamento, assim como a otimização deste recurso. Silvia relata que, a partir das 10h30min, ocorrerá a terceira atividade do Fórum Promebo na Prática: “será a Genética em Pauta, uma mesa redonda que incluirá representantes de todas as centrais de inseminação para debater também o atual mercado de inseminação”, revela. Já na parte da tarde, a partir das 14h, será a vez do Case de Sucesso com a criadora, usuária do Promebo e também da ferramenta de acasalamento, Susana Macedo Salvador, que falará de suas experiências com o uso desta ferramenta.

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Por fim, a partir das 14h30min, ocorrerá a parte prática do Fórum. De acordo com Silvia, a intenção será observar terneiros que tenham avaliação genética do Promebo. “A ideia é que as pessoas tenham oportunidade de ver os resultados dos produtos em pista com base na simulação do acasalamento formado na própria ferramenta. Na sequência haverá, por meio de um quiz, a simulação de acasalamentos ideais, com uma fêmea e três alternativas de touros, onde as pessoas irão identificar qual touro é mais indicado para cada vaca” conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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